Teoria dos cincos

ARTIGOS - 09:25:32

 

                                No ano passado, minha proposta para 2014 tinha apenas era um item: evitar falar mal dos outros. Difícil? Muito!  Acredito que conforme vamos envelhecendo, temos obrigação de, pelo menos, tentar ser pessoas melhores, dar menos trabalho para os que nos rodeiam e arrumar menos conflitos que nos desgastem. Isso não é complexo de Poliana; é tentar usar a razão para melhorar nossa qualidade de vida.

Num dia desses, vendo uma palestra do Érico Rocha –um rapaz bem jovem e milionário, que está revolucionando o marketing digital - soube da “teoria dos cinco” e achei muito interessante. Trata-se da observação atenta das cinco pessoas mais importantes que nos cercam, pois elas definem nossos pensamentos, postura e atitudes. Para mim, foi uma grande dica. Veja: essas cinco pessoas são responsáveis no trabalho? Levam seus relacionamentos afetivos a sério? Têm algum vício? Respeitam aqueles que têm cargos menos importantes? Gostam de estudar e de se aperfeiçoar? Conseguem ver o melhor nos outros? Gastam mais do que podem?

Não há grande novidade nisso; é a antiga máxima bíblica “Diga-me com quem andas, que eu te direi quem és”, agora vestida com outro traje. Mas é sempre bom lembrar...

Gente pessimista, que reclama de tudo, que não assume erros; gente que conta vantagem, que vive de fofocas, que nunca admira ninguém...literalmente TÔ FORA! Quero distância.

             Nosso tempo anda cada vez mais curto, porque, claro, queremos fazer cada vez mais coisas. Então, não dá para ficar patinando com gente que adora detalhar doenças, consultas e exames. Você pergunta se a pessoa melhorou e passa o resto da tarde ouvindo suas reclamações de dores, remédios que está tomando etc, etc.

            Outras se queixam de algum problema, você oferece várias sugestões para resolvê-lo e percebe que a pessoa nem escuta. Na verdade, o problema se arrasta há séculos e ela é quem não quer resolvê-lo. Pensa! Para que serve essa conversa?

            Tem gente que é convidada para festas de casamento e sai fazendo comentários desagradáveis. Não vê que hoje qualquer festa, por mais simples que seja, fica um absurdo e que os anfitriões só convidam aqueles amigos mais especiais. É deselegante não perceber o quanto de afeto está envolvido nisso e sair fazendo críticas.

            Enfim, essa teoria vai nortear meus relacionamentos no próximo ano; essa vai ser minha meta.  É claro que estarei aberta a todos que precisarem de mim e quiserem ajuda, mas que fique claro, os que “quiserem” ajuda.

            Feliz 2015 para todos nós. Que eu encontre muito mais do que cinco bons amigos em quem me espelhar no próximo ano e você também, querido(a) leitor(a)!

Claudemir Cabreira

Claudemir Cabreira

Jornalista. 

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