A TRÉGUA DE 100 DIAS

ARTIGOS - 18:14:49

Recomenda a boa diplomacia, que todo eleito tenha direito a uma trégua tanto dos adversários políticos quanto da imprensa. A chamada trégua, ou tempo de tolerância, é o tempo que o prefeito precisa para azeitar a máquina para deslanchar sua administração. Esse prazo é, historicamente, de 100 dias. Vem da época de Napoleão Bonaparte, que quando voltou do exílio teve esses 100 dias para reassumir o poder e entrar novamente em guerra contra o restante da Europa, onde foi derrotado na famosa batalha de Waterloo. Mas, isso é história. Em política, o prazo, como costuma dizer o senador Aloisio Nunes Ferreira, é a chamada “lua de mel”, de tolerância total. É o período para o prefeito mostrar a que veio. André Pessuto assumiu a prefeitura prometendo colocar o “pé no freio” e “enxugar a máquina administrativa”. Por isso, o tempo exigirá de Pessuto a capacidade gerencial de organizar o time e coloca-lo em campo para atender as expectativas dos fernandopolenses. Terá mesmo que ter muita criatividade para enfrentar os desafios que terá pela frente, onde a incerteza predomina.

Bate pronto

Circulou e circula pela cidade a informação de que a Rede de Supermercados Canção, que hoje tem a bandeira “Amigão” no Shopping Center teria adquirido a rede de Supermercados Sakashita. Sobre o assunto, a coluna Fique Sabendo do Jornal de Jales de 31 de dezembro trouxe a seguinte nota: “O empresário Carlos Toshiro Sakashita, diretor-presidente da rede, garantiu que não tem a menor ideia de onde surgiu este tipo de conversa”. O Grupo Sakashita tem nove lojas na região, duas delas em Fernandópolis.

Onde há fumaça há fogo, diz a sabedoria popular. Nos mundo capitalista, o segredo é  alma do negócio. Por isso é comum, negócios serem desmentidos e depois confirmados. Vide o caso da Unicastelo. Os desmentidos sobre a chegada do Grupo Uniesp no comando da Universidade foi desmentido à exaustão, até ser confirmado no final de 2016, quando a Unicastelo virou Universidade Brasil. Assim, diz a lógica, que é melhor aguardar os dias se sucederem em 2017 e ver o que é verdade e o que é boato.

A Prefeitura de Ilha Solteira é comandada pelo vereador Emanuel Zinezi (DEM) que venceu a eleição para a presidência da Câmara, até que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decida o que fazer na cidade depois que o candidato eleito Edson Gomes que continua foragido, foi impedido de assumir o cargo. Edson Gomes, que nasceu em Fernandópolis, tem mandado de prisão expedido pela Justiça após ser condenado em uma ação que teria cometido irregularidades na realização da Fapic de 2010.

O fernandopolense Julio Semeghini, escalado pelo governador Geraldo Alckmin para a articulação política da vitoriosa campanha do prefeito Joao Dória em São Paulo foi guindado ao posto de Secretário de Governo na Prefeitura Paulistana. Função estratégica não só para Doria, mas também para Alckmin, que aposta no sucesso de seu afilhado político para se cacifar como candidato a presidente da República em 2018. Julio é da turma conhecida como “os homens de confiança de Geraldo Alckmin”.

GILMAR ASSUME E EQUILIBRA DISPUTA REGIONAL

A posse de Gilmar Gimenes na Assembleia Legislativa equilibrou a disputa regional. Agora Fernandópolis também tem seu deputado estadual. A posse foi no domingo, dia 1º. Junto com Gilmar Gimenes tomaram posse os deputados Jose Roberto Aprillanti Junior (PCdoB), Marco Antonio Vinholi (PSDB) e Pedro Massami Kikudome (PTN). Os quatro participam pela primeira vez do Parlamento paulista. Eles ocupam as vagas de quatro deputados que deixaram vagos seus cargos ao assumirem em 1º de janeiro como prefeitos: Orlando Morando (PSDB), em São Bernardo; Luiz Fernando Machado (PSDB), em Jundiaí; Igor Soares (PTN), em Itapevi; e Marcos Neves (PV), em Carapicuíba.

Claudemir Cabreira

Claudemir Cabreira

Jornalista. 

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