A 20 POR HORA

ARTIGOS - 06:29:34

Ele tem quatro mandatos de prefeito nas costas e no último, encerrado em 31 de dezembro, comeu o “pão que o diabo amassou com o rabo”. Neste sábado, 28, vai passar a presidência da AMA – Associação dos Municípios da Araraquarense para o novo presidente que deve ficar entre Flávio Alves (PSD), prefeito de Potirendaba ou Flávio Prandi (DEM), prefeito de Jales. Em entrevista à Rádio Difusora nesta semana, Antônio Carlos Macarrão do Prado, usou sua experiência para mandar um  conselho aos novos prefeitos: “comecem a gestão a 20 por hora”. De acordo com Macarrão, quem se aventurar, vai ter problemas. A conta é simples: de janeiro a abril, a receita que cai nos cofres públicos (IPTU, IPVA, ICMS, FPM) é mais substanciosa. A partir de maio, a fonte seca e vem o período de “pão e água”. Toda essa cautela sugerida pelo ex-prefeito tem uma razão: ninguém pode apostar o que vai ser este 2017. Daí, prudência e bom senso, diz Macarrão, podem evitar muita dor de cabeça no futuro.

 

O fim do 14º salário (ou salário aniversário) em Fernandópolis será um teste de fogo para o prefeito André Pessuto na Câmara. A grita já está causando ruídos políticos. Só para lembrar: na Câmara a bancada de servidores públicos é formada pelos vereadores Gilberto Vian, Neide Garcia, Mileno Tonissi, Janaina Balieiro, Salvador de Castro, Antonio Carlos Finoto. Já devem estar sofrendo pressão nos ambientes de trabalho onde assinam o ponto. Tremenda saia justa.

 

Aliás, a exemplo da gestão anterior, a chamada “bancada chapa branca” continua forte na Câmara. Vamos imaginar que os seis vereadores/servidores decidam votar contra o tal projeto e o restante a favor. Teremos ai um empate: 6x6. O voto de minerva seria do presidente e ex-servidor público Étore Baroni. O veterano político já prevê polêmica à vista e quer discutir bem o assunto antes de mandar o projetoa votação. Como lembra felpuda raposa política: o prefeito André Pessuto colocou o bode na sala.

 

O prefeito de Jales também encostou o governo do Estado nas cordas sobre a questão da merenda escolar. Flá Prandi já decidiu que não vai renovar convênio com a Secretaria Estadual da Educação  para fornecer merenda aos 4 mil alunos da rede estadual em 2017. Segundo o Jornal de Jales, o motivo é financeiro. Cada refeição custa à Prefeitura em torno de R$ 3,40. Só que o governo repassa só R$ 0,62. Ou seja, como diz o jornal, trata-se do típico caso do primo pobre bancando o primo rico.

 

Apesar de a ex-prefeita Ana Bim ter assinado termo de intenção para retomar o convênio suspenso no ano passado em Fernandópolis, o prefeito André Pessuto já avisou que para este ano não tem como assumir a merenda dos alunos da rede estadual. Por isso os alunos vão ter que “engolir” a merenda enviada pelo estado. A informação está na entrevista do Dirigente Regional de Ensino de Fernandópolis que  CIDADÃO publica hoje na página 8.

 

R$ 4,2 MILHÕES DE IPTU

A Prefeitura de Fernandópolis arrecadou R$ 4,2 milhões com o IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano neste mês de janeiro. A informação é da Secretaria de Comunicação a pedido do CIDADÃO. O valor refere-se ao pagamento à vista com desconto de 5% e da primeira parcela do imposto. O valor é R$ 1 milhão a mais do que o arrecadado em janeiro de 2016.  Esse montante que caiu nos cofres municipais equivale a menos de 20% do total lançado em IPTU para este ano que é de R$ 23 milhões.

Em por falar em recursos, a Secretaria Estadual da Fazenda já repassou 1,4 milhão em ICMS neste mês de janeiro para Fernandópolis.  A prefeitura já tem agendado para o dia 31, repasse de mais R$ 909 mil, que totalizará 2,3 milhões. A expectativa é pelo IPVA que reverte 50% para o município. No ano passado, o depósito de janeiro na conta da Prefeitura foi de R$ 4,6 milhões.

Claudemir Cabreira

Claudemir Cabreira

Jornalista. 

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