“Eu pedi a Deus a oportunidade de ser prefeito”

OBSERVATÓRIO - 18:06:21
“Eu pedi a Deus a oportunidade de ser prefeito”

Na sua primeira incursão na política Antônio Escrivão foi eleito prefeito de Estrela d´Oeste. Ele faz parte de um grupo de prefeitos eleitos, que inclui João Dória na capital São Paulo, escolhido pelos eleitores por serem novidades. Coincidentemente, São Paulo e Estrela d´Oeste fazem aniversário no mesmo dia, 25 de janeiro. Antônio Valter dos Santos, 46 anos, ou simplesmente, Antônio Escrivão, filiado ao PHS, foi eleito prefeito com apoio dos partidos PMDB, PSB, PP e PRB. O novato conseguiu destronar o prefeito Pedro Itiro de várias gestões e que reunia na coligação partidos pesos pesados da política como DEM., PSD, SD, PR, PSDB, PTB. Esta semana, ele esteve na redação do CIDADÃO para falar dessa nova experiência que coloca como mais um desafio em sua vida. “Eu pedi a Deus essa oportunidade e o sentimento é de gratidão por esta chance bendita de poder trabalhar para a sociedade estrelense”, afirmou. Antônio Escrivão diz que no futuro quer ser lembrado como “o prefeito que sempre buscou o melhor para a população, que se preocupou com o bem-estar de cada cidadão, desde o mais simples, os mais pobres, aos mais ricos”. Veja a entrevista: 

Como avalia os primeiros 60 dias de governo em Estrela d´Oeste?
Uma experiência muito interessante. Entrei na política com o ideal de trabalhar por um mundo melhor, então a gente vê muitas dificuldades pela inexperiência, principalmente, mas estou feliz de realizar esse sonho, esse ideal, que é de trabalhar para o bem-estar da sociedade.
Você é um dos prefeitos eleitos na chamada onda de renovação da classe política. Essa foi sua primeira incursão na política?
Correto, nunca tive nenhuma outra experiência política, mas tinha esse desejo, essa vontade de fazer algo mais pela sociedade. Por isso, vi na política esse caminho a ser explorado acreditando que esse mundo melhor não vai acontecer se não melhorar o quadro político.
Em que momento você percebeu que era a hora de entrar na política? 
Antes da eleição de 2012. Já tinha definido que o caminho era esse e só não disputei a eleição de 2012, por falta de conhecimento e quando despertei já havia terminado o prazo de filiação partidária, ou seja, ali já estava muito consciente daquilo que queria, estava definido que participaria da política e só estava esperando o momento certo.
Você venceu uma eleição sendo novidade e em partido pequeno, o PHS. Como está sua relação com a classe política de Estrela d´Oeste e, principalmente, com a Câmara de Vereadores?
Por um lado, tem um grupo satisfeito com a minha eleição e pelo fato de em tão pouco tempo termos já  realizado um bom trabalho. Por outro lado, nós estramos na prefeitura como oposição e a gente tem adversários que estão trabalhando contra e é natural, esse grupo não está tão satisfeito exatamente porque estamos fazendo um bom trabalho.
Qual foi o foco dos primeiros dias do seu governo? 
Demos prioridade à limpeza da cidade, principalmente porque havia o risco de trazer de volta problemas como a dengue, que foi muito sério em Estrela. Trabalhamos também forte na área da Saúde e Educação.
Na questão da Dengue, Estrela d´Oeste chegou a ganhar notoriedade nacional em 2015, pelo volume de casos de dengue em comparação com a população. Nesse momento, a cidade corre algum risco nesta área?
Temos realizado um trabalho muito intenso visando evitar esse problema. Com esse trabalho de limpeza, a ação da Saúde, estamos espantando essa possibilidade. Mas, estamos atentos para evitar uma nova situação de risco como ocorreu no passado.
Sobre a equipe de governo, o que levou em conta para escolher os assessores?
Trabalhamos buscando eficiência e pessoas de confiança. Fico feliz que a nossa equipe trabalha com a filosofia que venho pregando e implantando, que é de realizar um trabalho sério, honesto e transparente, voltado para o bem-estar da população, valorizando o bem público e os recursos públicos.
E a situação econômica do seu município? Como recebeu a cidade?
Nós pegamos a prefeitura numa condição financeira favorável, não tínhamos dívida e, isso, favorece para que possamos realizar um bom trabalho.
Foi essa condição financeira que possibilitou a Estrela d´Oeste realizar o carnaval que foi sucesso na região?
Sim, a gente realizou um carnaval que já era tradição. A gente prometeu para a população fazer o melhor. Então, não podíamos deixar de fazer o carnaval. Buscamos recursos e gastamos menos do que vinha gastando a administração anterior. Nas festas que realizamos, mesmo a do aniversário da cidade em janeiro, procuramos valorizar os recursos públicos, gastamos o menos possível, buscando melhor organização e segurança. Então tivemos um carnaval sem nenhum incidente, nenhuma ocorrência, muito bem organizado e que trouxe muita alegria e segurança para a população.  
Como prefeito em início de mandato, qual é a sua prioridade, para que Estrela d´Oeste seja a cidade que você sonhou?
Desenvolvimento econômico, social e moral, ou seja, estamos trabalhando na geração de emprego, a parte social que era deficitária na administração anterior e queremos trabalhar também o campo moral, porque neste mundo melhor que a gente sonha realizar é muito importante a questão moral. Por isso estamos reunindo os representantes das igrejas e buscando o diálogo e o fortalecimento das religiões no município, trabalhando principalmente esse campo moral. 
Você falou das prioridades, mas no campo político tem alguma preocupação?
A preocupação, em parte, é com relação à Câmara Municipal, que a gente não tem maioria. Temos trabalhado e não temos tido tanta dificuldade nas aprovações, mas temos um grupo adversário e a gente está contando que esses vereadores venham somar-se a administração, que da nossa parte, pode haver falhas, mas não a intenção de fazer a coisa errada, de levar vantagem, não temos nenhum interesse financeiro, vaidade de cargo, nada. Temos interesse, sim, de fazer o melhor para Estrela d´Oeste. E isso ao longo da nossa administração será notado. Essa é a nossa vontade, a nossa disposição, de sempre fazer o melhor para toda a população.
Qual foi o papel do ex-deputado Vadão Gomes na sua eleição?
Fundamental. Tivemos grande apoio dele para a nossa eleição. Ele foi um grande apoiador na nossa campanha.
Os prefeitos sempre procuram se aproximar de deputados para encurtar os caminhos. Tem feito isso?
Sim, temos vários nomes de deputados e deputadas, estaduais e federais, que a gente vem trabalhando em parceria para uma boa administração. 
Você vem da Polícia Civil, onde ficou conhecido como “Antônio Escrivão”. O que você traz da polícia para a prefeitura?
Na carreira de escrivão de Polícia sempre tive desafios e a gente traz essa experiência para a administração. Também no trato com as pessoas. Na função de escrivão tinha essa disposição de lidar com as pessoas. Essa experiência nos favorece para o desempenho da função de prefeito.
Qual o peso da crise econômica nacional para Estrela d´Oeste principalmente na questão do emprego? 
Nós temos o Frigorifico que traz uma situação muito boa para o município, é o carro chefe do emprego e de arrecadação, mas nós temos ainda muito desemprego e isso é uma coisa que nos preocupa, nos entristece. Muitas pessoas procurando trabalho e por isso estamos buscando condições para que a gente possa suprir essa dificuldade que é nacional. Não é um quadro dramático, mas preocupante. 
Como anda a situação da Santa Casa de Estrela d´Oeste, já que na região, as Santas Casas vivem crise profunda?
É uma situação estável. Ela não está em uma situação muito critica, mas tem dívida também. A diretoria é antiga e a gente espera que com a mudança da diretoria possa haver mudanças para se trabalhar o potencial do hospital que pode melhorar muito.
A Santa Casa de Fernandópolis é referência na região. A crise que atinge o hospital é uma preocupação para o prefeito de Estrela d´Oeste?
Sim, é uma preocupação para toda a região, porque dependemos do trabalho, do atendimento da Santa Casa de Fernandópolis. A preocupação é grande por que atinge todos os municípios. 
Nessa crise econômica, quando se fala em cortes de despesas, como tem sido a conduta? 
Estamos preocupados com a situação, porque limita até na contratação de funcionários, mas estamos trabalhando para reduzir gastos, visando a economia, principalmente trabalhando de forma honesta, séria, valorizando o dinheiro público, acredito que isso vai favorecer para que tenhamos mais recursos para a administração trabalhar.
Ao final do seu governo, como quer ser lembrado pela população? 
Espero ser lembrado como o prefeito que sempre buscou o melhor para a população, que se preocupou com o bem-estar de cada cidadão, desde o mais simples, os mais pobres, aos mais ricos. Que toda a população seja beneficiada com a nossa administração. 
E o futuro, o que projeta de expectativa?
Eu vivo o momento. A minha disposição é de servir. O meu projeto é fazer o bem, é trabalhar para a sociedade.  Sei da responsabilidade, tenho o pé no chão. Temos um grande compromisso. Eu pedi a Deus essa oportunidade e o sentimento é de gratidão por esta chance bendita. As pessoas perguntam: caiu a ficha? Não tinha ficha para cair porque temos o pé no chão. 
Qual a mensagem que deixa, sabendo do longo caminho a ser trilhado?
O que tenho a dizer a sociedade estrelense é que o Antônio Escrivão tem a vontade e vai lutar para fazer o melhor. Nosso interesse maior é buscar o desenvolvimento econômico, social e moral. O bem-estar da população é o que mais me preocupa.  E que as dificuldades que virão, que faz parte, vamos buscar superar e ter como foco sempre o melhor para a nossa cidade.

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