“Estamos buscando respostas”, diz secretário sobre mortes de bebês que passaram pela UPA

SAÚDE - 17:13:22
“Estamos buscando respostas”, diz secretário sobre mortes de bebês que passaram pela UPA

O secretário municipal de Saúde de Fernandópolis Flávio Ferreira disse que as duas mortes de bebês, ocorridas em janeiro e março,  que passaram por atendimento na UPA – Unidade de Pronto Atendimento estão sendo investigadas por duas sindicâncias abertas na Prefeitura e acompanhadas pelo Comitê de Mortalidade Materno Infantil do Município juntamente com a Santa Casa. 
“Estamos buscando respostas. Infelizmente há casos que a morte chega e nos pega de surpresa. Estamos tristes, porque a gente conhece os familiares, a cidade é pequena e todos se conhecem. Por isso estamos trabalhando para dar uma resposta para a população”, afirmou o secretário em entrevista ao programa Rotativa no Ar da Rádio Difusora. 
Segundo ele, o processo de reformulação no atendimento da UPA leva em conta a necessidade de disponibilizar melhor atendimento à população. “Por isso estamos revendo procedimentos. Precisamos nos avaliar pra ver se tem algum erro, algum procedimento nosso que está inadequado para que a gente evite mortes evitáveis”, apontou.
Sobre a UPA, o secretário lembrou que a unidade foi colocada em funcionamento no final da gestão passada sem alguns serviços como laboratório de análises clínicas e aparelho de Raio-X, obrigando deslocamentos para a Santa Casa.
“Não conseguimos resolver isso. Em três meses não se consegue fazer uma mudança. Precisamos de recurso para comprar aparelho de Raio-X  e adequar o laboratório para funcionar 24 horas para uma resposta mais rápida dos exames. Como está, o diagnóstico demora e prejudica a população. Estamos trabalhando para organizar o trabalho para uma assistência adequada”, enfatizou. 
MEDICAMENTOS
O secretário comentou ainda a falta de medicamentos e atribuiu a dois fatores: a compra da medicação por processo de licitação que é grande e cheia de detalhes e a falta de medicamentos no mercado, não tem para comprar. As indústrias alegam falta de matéria prima para produção de alguns medicamentos cuja demanda aumentou muito. Ele citou o caso do medicamento clonazepan. “Aumentou a demanda e a indústria não estava preparada para suprir a demanda”. Ferreira previu que em 30 dias a questão da medicação básica deve estar resolvida. 
Ainda em relação a medicação, o secretário estimou em cerca de R$ 1,3 milhão o custo anual para a prefeitura da judicialização da saúde. “São medicamentos de alto custo que não constam das listas de medicamentos do Estado e do Município e que, por decisão judicial, a prefeitura precisa comprar”, afirmou. Ele citou casos de gasto de até R$ 80 mil por mês para atender um único paciente.
Flávio Ferreira apontou ainda o sucateamento da frota de ambulâncias e diz que está propondo aos vereadores que trabalhem junto aos deputados de seus partidos para conseguir ambulâncias para Fernandópolis. 

 

VEJA TAMBÉM

teste

Costa Azul turismo
ga('send', 'pageview');