Idosos serão um quarto da população em 2050

ARTIGOS - 08:39:08

Estudo divulgado esta semana pela Fundação Seade mostra que a pirâmide populacional já iniciou o processo de inversão. A base jovem está diminuindo e na outra ponta, a dos idosos está aumentando. A projeção da Fundação Seade indica que em 2050, os idosos acima de 65 anos serão um quarto da população. Em números, significa dizer que Fernandópolis terá cerca de 20 mil idosos. Na região administrativa de São José do Rio Preto, de uma população estimada de 1,4 milhão eles serão quase 400 mil. O detalhe é que o estudo mostra que daqui a 33 anos, a população já estará iniciando o processo de desaceleração de crescimento. Fernandópolis, que em estudo recente foi apontada  como 4ª melhor cidade para envelhecer entre 348 com população entre 50 a 100 mil habitantes do País, precisa começar a desenvolver projetos para atender essa demanda inevitável, principalmente em função de que a cada ano aumenta a expectativa de vida dessa população. Muito da qualidade de vida apontada na recente pesquisa é resultado de trabalhos desenvolvidos pelo terceiro setor, especialmente a Unati, a Universidade da Terceira Idade. Qualquer ação que pense Fernandópolis para os próximos anos deve incluir obrigatoriamente políticas públicas para os idosos. Ou então, a bolha de necessidades vai explodir lá na frente. Fica o alerta.

Bate Pronto

Os três meses de “vacas gordas” para os cofres públicos terminaram. A partir de agora se inicia a fase das “vacas magras”. Fernandópolis fechou o primeiro trimestre com arrecadação de R$13,1 milhões entre IPVA e ICMS, média de R$ 4,3 milhões/mês. Nos próximos 9 meses, a expectativa de repasses cai. Só para se ter uma ideia, a média desses repasses entre abril e dezembro de 2016 girou em torno de R$ 2,4 milhões.

 

O prefeito Flá Prandi enfrentou rações negativas à iniciativa de comprar um carro novo para atender o gabinete. O veículo, um Jetta, foi adquirido em pregão público esta semana. Saiu por 97 mil. No caso, a compra foi justificada pela necessidade, já que o veículo oficial deu perca total em acidente com o próprio prefeito Flá quando retornava de São Paulo.

 

Os vereadores, através de requerimentos estão buscando informações para ter um olhar mais claro sobre Fernandópolis. O terminal Rodoviário de Passageiros foi uma das preocupações do vereador Murilo Jacob (PR). Ele pediu explicações ao Executivo sobre o reajuste da taxa de embarque em mais de 100% no Terminal, quanto a prefeitura recebe de aluguel de boxes e sobre a especulação de que a rodoviária poderia mudar de lugar e ser passada a iniciativa privada. Para o vereador é preciso conhecer como funciona a rodoviária para depois debater essa ideia de privatização.

 

A ZPE sumiu do noticiário. Ninguém mais toca no assunto. Essa situação incomodou a vereadora Neide Garcia (PP) que propôs requerimento para que o prefeito André Pessuto explique em que pé está esse projeto. A vereadora quer saber como está formado o Conselho de Administração e, quais ações estão sendo realizadas para a retomada do Projeto ZPE e sua instalação.

 

Cemitérios voltam à pauta no Legislativo

No mês passado, a vereadora Maiza Rio (PSDB) levantou a questão sobre os cemitérios de Fernandópolis. Considerou desumana a forma em que estão ocorrendo os sepultamentos em função da falta de espaço. Houve inclusive denúncias de mercado negro de terrenos. A vereadora questionou o Executivo sobre projeto para novo cemitério na cidade. Na última sessão quem voltou a tema foi João Pedro Siqueira (PTB). No caso o vereador questiona se o Executivo tem projeto para disponibilizar áreas nos dois cemitérios. Cita o caso do Cemitério da Saudade, com vários túmulos abandonados que podem ser retomados. No caso do Cemitério da Consolação, indagou se a prefeitura tem interesse na utilização da avenida central, ao menos de uma de suas vias para instalação de novas sepulturas. Ações que, segundo ele, dariam algum fôlego à prefeitura sobre disponibilização de áreas para sepultamento. Essa questão é tão séria quanto a falta de conservação dos cemitérios.

Claudemir Cabreira

Claudemir Cabreira

Jornalista. 

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