Jogo da Baleia Azul chega à região; “Prestem atenção nos seus filhos”, alerta psicólogo

CADERNO VIVA - 19:09:26
Jogo da Baleia Azul chega à região; “Prestem atenção nos seus filhos”, alerta psicólogo

Um alerta internacional chegou ao Brasil como se fosse apenas mais um e acabou sendo negligenciado pelas autoridades locais e principalmente por pais de adolescentes entre 13 e 17 anos. No entanto, o “isso nunca vai acontecer aqui” deu lugar a sua primeira vítima fatal no último dia 14 e desde então o jogo Blue Whale, ou Baleia Azul, despertou a atenção sobre uma questão: estamos realmente prestando atenção em nossos filhos?

A vítima fatal supracitada foi a estudante Maria de Fátima da Silva Oliveira, de 16 anos, que morava em Vila Rica (MT). Ela foi encontrada morta dentro de uma represa da cidade com cortes nos braços e coxas. A polícia ainda investiga o caso, porém duas cartas onde a própria jovem falava sobre as regras e a cronologia das ações a serem cumpridas no famigerado jogo, foram deixadas por ela antes de sair de casa sozinha, vestindo apenas a roupa do corpo, por volta das 3h15, enquanto os pais e irmãos dormiam.

O suicídio de Maria de Fátima teria sido a último dos 50 desafios a serem seguidos pelos jovens que participam do jogo. Dentre as tarefas diárias estão coisas simples como postar fotos nas redes sociais com mensagens subliminares, até a automutilação (desenhando uma baleia no próprio corpo com cortes profundos) e por fim se matar.

Essa semana novo incidente que por pouco não teve um fim trágico. Um jovem de 17 anos, da cidade de Bauru (SP), mobilizou vários homens do Corpo de Bombeiros da cidade, depois de tentar se jogar de um viaduto na terça-feira, 18.

O adolescente ficou com as pernas suspensas, segurando-se à estrutura do viaduto com apenas uma mão. Enquanto um dos soldados conversava com o garoto, um outro bombeiro agarrou seu braço pelo vão das grades e conseguiu evitar a queda.

O desafio que o jovem bauruense tentou cumprir é “suba em uma ponte e fique na borda por um tempo”. Mais cedo, o jovem postou em sua página do Facebook “A culpa é da baleia”.

Um amigo respondeu à postagem afirmando “Deus te ama, ele é a única salvação”, mas o jovem replicou “Tarde demais, não tem volta”.

O adolescente usava o celular da mãe para participar do jogo e já havia mutilado um dos braços para desenhar a imagem de uma baleia.

Ainda não há informações sobre grupos do jogo em Fernandópolis. Porém, não é preciso pesquisar muito para encontrar imagens de jovens da cidade acompanhadas da baleia e um emotion de uma baleia azul. Por mais que possa se tratar de mais uma corrente de brincadeiras sobre o jogo mortal, CIDADÃO decidiu ouvir um especialista sobre os sinais de alerta que os pais devem ficar atentos em relação aos seus filhos.

Procurado, Luciano Ramos da Natividade, que além de psicólogo é padre, alerta para a necessidade de se estabelecer uma relação mais próxima com os filhos. 

“Os pais devem atrair a confiança dos filhos através do diálogo franco e aberto sem qualquer tipo de repressão para que no primeiro sinal de perigo a criança possa sentir-se à vontade e procurar sua ajuda, confidenciando-lhes o que está acontecendo”, disse.

Ainda segundo Natividade é preciso ficar atento a sinais que podem demonstrar que seu filho está exposto a esse e outros riscos.

“Observe o comportamento estranhos dos filhos tais como isolamento, tristeza aguda, decepção amorosa, comportamentos depressivos, atitudes suicidas.    Preste atenção no corpo de seu filho se não existe sinais de mutilação ou queimaduras e se ele de repente está usando camisas de mangas compridas para evitar a exposição de tais marcas. Lembre-se que há tempo para tudo, evite que seus filhos fiquem expostos por muitas horas na internet e assistindo filmes na televisão pela madrugada”, completou.

O psicólogo falou também sobre a necessidade de se monitorar o que os filhos estão fazendo na internet.

“Os pais devem supervisionar os acessos dos filhos de uma forma discreta. A vida moderna exige que os pais tenham pelo menos conhecimento básico de internet – peça ao seu filho para ser adicionado nas redes sociais deles, fazendo isso você poderá saber o que está se passando com ele e com quem eles estão interagindo. Caso os pais não tenham idade para aprender a conviver com este mundo virtual eles devem delegar tal tarefa para um parente mais próximo (irmão, primo, sobrinho) a quem o adolescente seja próximo e confie”, concluiu. 

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