A Apadaf mudou minha vida

CADERNO VIVA - 19:14:48
A Apadaf mudou minha vida

Durante as últimas edições, CIDADÃO trouxe aos seus leitores uma série de apresentações de personagens que graças a entidades assistenciais e de classe tiveram grandes avanços em sua vida, tanto profissional quanto pessoal. Essa semana não será diferente, porém se trata de um exemplo ainda mais evidente sobre a importância desse trabalho para a sociedade. 
Junio Luiz Alves Pezati teve uma vida muito complicada. Sua mãe teve rubéola durante a gravidez e ele acabou nascendo com deficiência auditiva. Por consequência, também não aprendeu a falar. 
Quando foi para escola sofreu com o preconceito e com os puxões de orelha, literalmente, de algumas professoras que não entendiam suas dificuldades diante da deficiência. “Já cheguei a urinar nas roupas porque a professora não me deixava ir ao banheiro”, contou ele. 
Porém as dificuldades iam muito além da escola. Até os 15 anos de idade, sua única forma de comunicação era por mímica. Foi então que, por intermédio de um amigo, ele conheceu a Apadaf – Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos de Fernandópolis – e sua vida literalmente começou a mudar. 
“O Tiago começou a me ajudar e depois a Angela, que era professora e fonoaudióloga, foi me ensinando a linguagem de sinais e leitura labial”, completou. 
Já se comunicando melhor, Júnio conseguiu seu primeiro emprego. Foi na extinta Faleg, onde trabalhou na linha de produção até a sua falência, sendo que nas horas vagas continuava frequentando a entidade. 
Quando deixou a Faleg, o avanço de Júnio tinha sido tão grande que ele começou a atuar na Apadaf como monitor de Libras e já ajudava a outras pessoas com a mesma deficiência a superar as barreiras que ele superou e ainda estava superando. 
Pouco tempo depois a entidade o indicou para assumir uma vaga que havia sido aberta na Pernambucanas. Lá trabalhou por oito anos sem nunca cortar o vínculo com a Apadaf. E foi nesse ínterim que ele conheceu a mulher que mais tarde se tornaria sua esposa, Camila. 
Ela também nasceu com deficiência auditiva e encontrou na Apadaf o mesmo auxílio que Júnio para aprender a se comunicar. Os dois se conheceram nos corredores da entidade, começaram a namorar e mais tarde se casaram. 
“Quando o pai dela viu que a gente estava se envolvendo ele me chamou para conversar. Queria saber quem eu era, se trabalhava, o que queria com a filha dele e foi então que pedi para namorar com ela. Depois o pedido foi de casamento”, lembrou ele com o rosto corado. 
Os dois somam agora 11 anos de relacionamento e dessa paixão nasceu a pequena Vitória que este ano completou seu segundo aniversário. 
Hoje Júnio trabalha na Dibral, no setor administrativo, e Camila na Casas Bahia. Juntos eles transformaram sua história marcada por dificuldades em uma vida praticamente normal. Compraram um terreno, edificaram sua casa e vivem felizes ao lado da filha, que aliás, já fala duas línguas: português e Libras. 
Quando perguntado sobre o que a Apadaf significou em sua vida a resposta foi simples e direta: “O começo de tudo”, concluiu.

 

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