Celebração da Padroeira e a instalação das novas paróquias

OBSERVATÓRIO - 20:44:43
Celebração da Padroeira e a instalação das novas paróquias

O Bispo Diocesano Dom José Reginaldo Andrietta, 60 anos, está há pouco mais de um ano no comando da Diocese de Jales. Nesta segunda-feira, dia 22, aniversário de Fernandópolis e Dia da Padroeira Santa Rita de Cássia, ele comandará uma celebração especial na Igreja Matriz: a de instalação de três novas paróquias (Santo Expedito, São Bernardo e São Pedro) que se junta a paróquia mãe Santa Rita de Cássia e a paróquia São Luiz Gonzaga da Brasilândia. “A criação de três novas paróquias em Fernandópolis resulta de um intenso trabalho pastoral realizado ao longo de muitos anos, construindo pequenos salões, depois templos, com especial dedicação conjunta de presbíteros e religiosas e o acompanhamento dos bispos diocesanos, na constituição e desenvolvimento de comunidades, pastorais e movimentos, sempre muito atuantes em todas as realidades de vida de nosso povo”, diz o bispo nesta entrevista ao CIDADÃO. Dom Reginaldo diz que essa descentralização “torna a Igreja mais presente na realidade cotidiana do povo”. O bispo também faz um alerta sobre a cultura virtual. “É uma nova era, muito ambígua”, diz. Veja a entrevista:   
    
Neste dia 22, Dia da Padroeira Santa Rita de Cássia e aniversário de Fernandópolis teremos a celebração especial de criação de três novas paróquias (São Bernardo, São Pedro e Santo Expedito).  O que representa para a Igreja Católica esse momento?
Primeiramente, convém esclarecer que paróquia é uma região pastoral com diversas comunidades, tendo uma delas como sede principal. O nome da paróquia é, geralmente, dessa sede. No entanto todas as suas comunidades têm a mesma importância. Por isso, se diz que a paróquia é uma rede de comunidades interligadas que se interagem, se colaboram e atuam com princípios comuns. A coordenação e animação pastoral da paróquia é confiada pelo bispo diocesano a um pároco ou administrador paroquial que exerce sua função em comunhão com o bispo e o presbitério da Diocese, contando com agentes de pastoral, leigos e leigas, como corresponsáveis na sua missão. Cada paróquia realiza a missão da Igreja a partir da realidade da população presente em seu território, em comunhão com outras paróquias, primeiramente do próprio município, cuja população está confrontada a desafios comuns. Essas paróquias atuam, portanto, em conjunto, fortalecendo permanentemente o vínculo entre suas comunidades. A criação de três novas paróquias em Fernandópolis resulta de um intenso trabalho pastoral realizado ao longo de muitos anos, construindo pequenos salões, depois templos, com especial dedicação conjunta de presbíteros e religiosas e o acompanhamento dos bispos diocesanos, na constituição e desenvolvimento de comunidades, pastorais e movimentos, sempre muito atuantes em todas as realidades de vida de nosso povo. Essas novas paróquias congregam hoje, muitas comunidades que assumem, agora, com mais autonomia, portanto, mais responsabilidades, a missão da Igreja no município e na Diocese. A Igreja Católica se rejubila por essa maturidade alcançada, a ser sustentada pela oração e pela formação permanente de todos os seus membros, especialmente das cinco paróquias, agora, de Fernandópolis. Felicito a todos os membros das novas paróquias de São Pedro, Santo Expedito e São Bernardo, e seus respectivos administradores paroquiais: Pe. Valter Lucato Campano Júnior, Pe. Rodolfo Cabrini de Oliveira e Pe. Miguel Donizete Garcia.
Como será a celebração de instalação das novas paróquias neste dia 22?
Toda a Diocese se reunirá nessa celebração de instalação das novas paróquias, afinal, constituímos juntos, o Corpo de Cristo. Ela ocorre no dia de Santa Rita de Cássia, padroeira de Fernandópolis, e na sede da paróquia mãe dessas novas paróquias, em reconhecimento e agradecimento por todos os seus paroquianos que colaboraram muito para que chegássemos a esse momento. Será uma celebração festiva, como sempre ocorre nesse dia de Santa Rita de Cássia, e desta vez ainda mais solene com a presença dos padres e de muitos católicos de toda a Diocese de Jales e outras dioceses. 
O senhor está no comando da Diocese de Jales há pouco mais de um ano. Ao decidir pela criação das novas paróquias, qual é o objetivo de sua gestão diocesana?
O projeto de criação dessas novas paróquias já estava sendo tratado por Dom Demétrio, meu antecessor, com os atuais presbíteros que atuam em Fernandópolis. Eu dei sequência a esse projeto, consultando o Conselho Diocesano de Presbíteros e Conselhos Pastorais dos Núcleos Pastorais e Paróquias já existentes em Fernandópolis, após receber a solicitação oficial dos presbíteros desse município. Meu objetivo é, portanto, de ajudar a dar corpo aos projetos pastorais existentes, fortalecendo a corresponsabilidade pastoral de todas as comunidades no âmbito local e diocesano.
Essa descentralização aproxima mais a igreja do católico?
Ela torna a Igreja mais presente na realidade cotidiana do povo, vincula mais os católicos avulsos à vida comunitária, valoriza mais seus dons, compromete-os mais na missão que Cristo confia a todos.
Dom Reginaldo, neste período em que está no comando de uma das maiores dioceses do Estado, qual a radiografia que faz da igreja católica na região?
É uma Igreja que caminha na direção de ser realmente Povo de Deus, como a definiu o Concílio Vaticano II, na sua Constituição Dogmática Lumen Gentium, ou seja, Luz dos Povos. Trata-se de uma Igreja na qual todos os seus membros assumem suas responsabilidades, diferente do acento dado à Igreja hierárquica, antes do Vaticano II. Trata-se de uma Igreja ministerial, na qual todos os batizados vivem sua missão a serviço do Reino de Deus. A Igreja do Vaticano II se autocompreende como sacramento, ou seja, sinal e instrumento do Reino de Deus inaugurado por Jesus Cristo e edificado por todas as pessoas de boa vontade, inspiradas pela ação do Espírito Santo. Disto decorre a compressão de que “a Igreja não existe para si mesma, mas para o Reino de Deus que, evidentemente, não se esgota nela”.
Apesar do pouco tempo, o senhor já participou de diversas celebrações em Fernandópolis. Esse é seu estilo, mais próximo da comunidade?
Eu continuo o serviço realizado pelos bispos que me antecederam de acompanhar e apoiar as comunidades, reunindo-me com seus agentes pastorais, aprendendo com eles, colaborando com sua formação, orientando-os, incentivando a atuação das comunidades em todos os ambientes de vida de nosso povo, orando com eles e celebrando com as comunidades os sacramentos que são fonte de vida e inspiração para a missão sobretudo diante dos graves problemas que afetam a vida de nosso povo. 
Recentemente o Vaticano autorizou a divisão da Diocese de Rio Preto, criando a de Votuporanga. Logo veio a indagação. Será que a de Jales também será dividida? Qual sua opinião sobre o assunto?
O Papa Francisco criou a Diocese de Votuporanga com paróquias que pertenciam àquela Diocese, bem como com a Paróquia São Sebastião, de Cardoso, que pertencia à Diocese de Jales. Ao criar a nova Diocese a vida e a unidade da Igreja em nossa região está mais fortalecida, favorecendo uma unidade ainda maior da Diocese de Jales, na qual se contará sempre com a importante missão vivida em comunhão pela Igreja presente em Fernandópolis.
Nestes tempos de relações virtuais, como a Igreja se posiciona e olha o futuro? Há motivos de preocupações?
A cultura virtual é um novo desafio para a Igreja. Ela representa uma nova era, muito ambígua, que, por um lado favorece a informação e comunicação instantâneas, e por outro, produz riscos na forma dos seres humanos conviverem em sociedade. Atualmente, a Igreja vê com naturalidade o avanço tecnológico, preocupada, no entanto, com o uso indevido das tecnologias, em qualquer campo da vida humana.
Vemos padres jovens trazendo para a Igreja novos ares. Como acompanha esse trabalho?
A Igreja se renova permanentemente. Os novos ares que os padres jovens trazem à Igreja são frutos de suas intuições e do que aprendem dos padres mais experientes. Com certeza, eles estão acertando e também experimentando limites. Mais adiante eles, igualmente, ensinarão as futuras gerações de padres, entendendo com humildade que cada um cumpre bem sua missão se estiver bem situado na realidade do seu tempo. Por isso, acompanho esses padres jovens, bem como os mais experientes, procurando contribuir para que, juntos, não vivamos nos ares, desconectados da realidade terrestre, afinal o próprio filho de Deus se encarnou no mundo para salvá-lo.

 

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