Devotos fazem festa para o “santo casamenteiro”

GERAL - 20:43:17
Devotos fazem festa para o “santo casamenteiro”

Santo Antônio abre a trilogia das festas juninas. A celebração, além do aspecto religioso e junino, carrega uma tradição que  se mantém ao longo dos anos e resiste aos tempos modernos. Santo Antônio mantém a fama de ser o “santo casamenteiro” e há quem cultua levar a efeito uma das tantas simpatias para engrenar um namoro ou um casamento. No Brasil, a comemoração do Dia dos Namorados se mistura com a de Santo Antônio, uma data na sequência da outra, dias 12 e 13 de junho, respectivamente. 
Em Fernandópolis, a Igreja de Santo Antônio foi erguida no bairro Corinto. É uma comunidade que nasceu há 43 anos e mantém muitos devotos. Festejar o Santo movimenta todo o bairro e atrai gente de toda a cidade. 
“No dia 13 de junho, há então uma verdadeira explosão de festa em todo Brasil. Santo Antônio é o santo caboclo, da fogueira, é o santo milagreiro, casamenteiro, invocado para encontrar objetos perdidos. E nós aqui em Fernandópolis temos a grande honra de ter uma Igreja dedicada a ele”, diz o padre Miguel Garcia, pároco da Paróquia São Bernardo a quem a comunidade Santo Antônio está ligada. 
Mas, e a fama de “santo casamenteiro” que se mantém até hoje? Para o padre Miguel, Santo Antônio é mais que um santo casamenteiro. “Ele foi um grande anunciador do Evangelho, deixou o grande exemplo que foi o de uma vida coerente com aquilo que se prega”, diz.
Mas, apesar de não ter em seus sermões nada específico sobre casamentos, Santo Antônio ficou conhecido como o santo que ajuda mulheres a encontrarem um marido. “A fama ganhou popularidade porque, em uma sociedade onde as mulheres eram, em geral, marginalizadas, Santo Antônio ajudava moças humildes a conseguirem um dote e um enxoval para poderem se casar. Acima de tudo, Santo Antônio sempre pregou em defesa da família, promovendo o diálogo, a fidelidade, o amor e o respeito entre as mesmas”, diz o padre. 
O sacerdote faz ainda um alerta: “Cuidado com as simpatias para conseguir um bom namoro ou casamento. Nada de virar a imagem de Santo Antônio de cabeça para baixo, afogá-lo num copo de água, ou de tirar o Menino Jesus de seus braços e virá-lo de frente para a parede. Esses hábitos não se coadunam com a fé católica”.
DIAS DE FESTA  E CELEBRAÇÕES
Celebrar Santo Antônio  une a comunidade, já que é um santo que atrai muitos devotos. “A devoção a Santo Antônio é, de fato, muito grande, tanto é que no dia que celebramos nosso padroeiro (13 de junho) a Santa Missa precisa ser campal, pois a Igreja não comporta acolher tantos devotos”, conta o padre. 
A festa de Santo Antonio no bairro Corinto começou no final de maio com início da Trezena de Santo Antônio, que termina no dia 13 de Junho. “É quando a Comunidade se reúne todas as noites para meditar sobre a vida e história de Santo Antônio, sempre acompanhado de Missas, Celebrações ou terço”, relata Pe. Miguel.
A celebração será na terça-feira, 13, com missa às 20 horas. Mas, as comemorações começam antes, às 6 horas da manhã, com a alvorada saudando o padroeiro do bairro, seguindo-se oração da manhã com benção dos pães e café da manhã. 
QUERMESSE, QUADRILHA E FORRÓ
A festa de Santo Antonio tem o lado religioso e, claro, o momento de folguedos. Afinal, a data é uma das festas juninas mais comemoradas. Por isso, a comunidade do Corinto preparou uma grande quermesse para a noite deste sábado, que começa logo após a celebração do terço em louvor ao santo que será às 19 horas.
A festa junina segue o roteiro com comidas e bebidas típicas, além do pastel, espeto, cerveja, refrigerante. A tradicional quadrilha e o forró para fechar a noite, movimentam a comunidade. 
A renda da quermesse será revertida para a reforma da Igreja de Santo Antônio. 
COMUNIDADE SURGIU EM 1974
A comunidade Santo Antônio está completando 43 anos. Tudo começou em 12 de novembro de 1974. Conta o padre Miguel que a data marca o dia quando, em reunião, foi formado o Clube de Mães Santo Antônio. 
“Como não existia espaço próprio essas mães se reuniram na escola Afonso Cáfaro. Quando houve o loteamento no bairro Corinto, o dono das terras (Corinto Mendes Carneiro) doou o terreno para o clube das mães e também o terreno onde seria construída a Igreja, e o mesmo doador que havia recebido graças pela intercessão de Santo Antônio, pediu que o mesmo fosse o padroeiro da Comunidade. “Os primeiros moradores do bairro foram de organizando junto com o Padre Geraldo José e em dezembro de 1991 iniciou o primeiro grupo de família. E nesses encontros com a iniciativa do senhor Benedito Soares sentiram a necessidade de iniciar a construção da igreja. No dia 19 de março de 1992 foi formada a comissão para a iniciar a construção”, descreveu padre Miguel. 

 

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