Qualidade da merenda em Fernandópolis vira “Meme” na internet

GERAL - 20:18:12
Qualidade da merenda em Fernandópolis vira “Meme” na internet

Não é de hoje que a qualidade da merenda nas escolas estaduais de Fernandópolis é alvo de críticas de quem a consome, os alunos, e seus pais. Essa semana, no entanto, eles encontraram uma forma diferente e bem humorada de protestar contra a comida que é servida na rede pública: um “Meme”. 
Meme é um termo grego que significa imitação. É bastante conhecido e utilizado no mundo da internet, referindo-se ao fenômeno de viralização de uma informação, ou seja, qualquer vídeo, imagem, frase, ideia, música e etc, que se espalhe entre vários usuários rapidamente, alcançando muita popularidade.
No caso em tela, os alunos usaram a imagem de uma suposta aluna da rede pública estadual, feliz por ter chegado a hora do intervalo e depois triste ao descobrir que a merenda servida seria sardinha novamente. 
“É arroz com sardinha, macarrão com sardinha, torta de sardinha, salada de sardinha... O que está acontecendo?”, questionou uma página de humor da cidade, com mais de 25 mil seguidores no Facebook, ao publicar o Meme. 
O post, como esperado, viralizou. Em questão de minutos, vários comentários e compartilhamentos o impulsionaram e a imagem acabou sendo redistribuída por diversos grupos de WhatsApp, principalmente de estudantes. 
“Sardinha de novo. Tudo bem que ômega 3 faz bem para saúde, mas está demais”, escreveu uma aluna da Afonso Cáfaro. “Não aguentamos mais”, completou uma estudante da Professor Antonio Tanuri. “Estou virando um peixe já”, brincou outra da escola Líbero de Almeida Silvares. 
Apesar das brincadeiras na internet, o assunto é sério. Desde 2016, quando o município rompeu o convênio com o Governo do Estado e a responsabilidade da compra, confecção e distribuição da merenda nas escolas de Fernandópolis voltou a ser da secretaria estadual de Educação, vários alunos deixaram de se alimentar. 
Isso porque, segundo eles, o sabor e a qualidade têm deixado a desejar. Gabriela Berlandi, aluna da Armelindo Ferrari, está entre os que pararam de comer na escola. “É horrível. Quando é arroz integral então, ninguém come. Hoje (segunda-feira, 12), foi torta de carne moída que é péssima. Não tem como comer na escola”, disse ela. 
OUTRO LADO 
Procurada, a secretaria estadual de Educação enviou uma nota dizendo que as escolas de Fernandópolis cumprem o cardápio estabelecido pelo estado e que ele é elaborado com base nas necessidades nutricionais dos alunos. 
Confira a nota em seu inteiro teor: 
A Diretoria de Ensino de Fernandópolis esclarece que as escolas cumprem o cardápio enviado pelo DAA (Departamento de Alimentação e Assistência ao Aluno). Todo o cardápio é pensado em cima das necessidades nutricionais dos alunos e elaborado por uma equipe de nutricionistas levando em consideração o tempo de permanência do aluno na escola. Além do atum e sardinha, oferecidos duas vezes na semana, outros gêneros compõe o cardápio; carne bovina, carne suína, frango em cubos, ovos, verduras, frutas e legumes são utilizados para o consumo nas escolas.
As escolas de Fernandópolis possuem mão de obra terceirizada na cozinha e o contrato exige que a mão de obra seja capacitada para a função, além disso, é prevista a execução de treinamentos periódicos (semestrais), ministrados pela empresa.

 

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