Com 5 casos de chikungunya, Saúde eleva nível de alerta

SAÚDE - 17:56:18
Com 5 casos de chikungunya, Saúde eleva nível de alerta

A Vigilância Epidemiológica de Fernandópolis elevou o nível de alerta por conta do aumento de casos de  febre chikungunya. São cinco casos confirmados na cidade, dois deles neste mês, em pleno inverno, período em que não se registra chuva há 50 dias. A doença é uma das quatro transmitidas pelo mosquito aedes aegypti, que também transmite a dengue, zika e febre amarela.

Nesta época era, segundo a Vigilância Epidemiológica, para não ocorrer ciclo de transmissão de doenças pelo aedes, mas o aumento de casos de chikungunya exige atenção da população, diz a enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Aline Furlan.
“Não era para ter casos nesta época do ano, quando não chove, mas temos cinco casos de chikungunya e isso mostra que temos o mosquito aedes aegypti proliferando na cidade” alertou a enfermeira Aline Furlan, da Vigilância Epidemiológica. Segundo ela, como este ano são poucos os casos de dengue, a população vai esquecendo das regras básicas de controle do aedes. 
De acordo com a coordenadora do IEC – Informação, Educação e Comunicação, Simone Ruvieri, o mosquito aedes está proliferando dentro da casa das pessoas, no bebedouro dos animais, no reservatório externo da geladeira e em ralos de banheiro ou quintal. “Fizemos uma amostragem recente e encontramos bebedouros dos animais da casa com larvas do mosquito”, disse Simone. 
A maior parte dos casos de chikungunya ocorre na zona oeste da cidade, na região dos bairros Vila Nova e Aparecida. São cinco casos da doença no ano e dois deles registrados este mês. Um terceiro caso de julho aguarda confirmação de exame. 
Quando ocorre a notificação de casos como de chikungunya, o protocolo da Secretaria Estadual da Saúde é para realização de arrastão por agentes de vetores em 25 quadras ao redor do caso, nebulização costal para reduzir a infestação do mosquito adulto e evitar que a cidade venha sofrer uma epidemia da doença.
Aline Furlan alerta a população para voltar o foco nos criadouros do mosquito, porque como a chikungunya é uma doença nova no Brasil, todos estão suscetíveis a contraí-la. No ano passado Fernandópolis registrou apenas um caso de chikungunya. 
LEISHMANIOSE
Outra doença está na pauta da Saúde em Fernandópolis é a  Leishmaniose Visceral. A Secretaria Municipal de Saúde desenvolve um amplo trabalho de prevenção e orientação em combate à doença, principalmente após a cidade ter registrado o primeiro caso em humanos em maio último. Em animais, por contaminação pela leishmaniose cerca de 300 animais já foram eutanasiados.
Nesta semana,  agentes comunitários de saúde e os agentes de vetores participaram de um encontro que teve como principal proposta discutir a Leishmaniose. Cerca de 150 pessoas, divididas em duas turmas, acompanharam as palestras sobre o tema. A médica veterinária do Centro de Controle de Zoonose, Daiane Keli Faria Penariol Fazzio, explanou sobre a Leishmaniose em animais, já a coordenadora da Vigilância em Saúde, Fabiana Pietrobon Lavezo, falou sobre a doença em humanos. Médicos da rede pública também já passaram por capacitação sobre a doença. 
O evento teve como principal proposta capacitar os agentes do município para que estejam aptos ao manejo ambiental adequado e que, durante as visitas domiciliares, possam orientar a população sobre limpeza e descarte de materiais de forma correta, a fim de evitar possíveis criadouros do mosquito transmissor da doença, neste caso, o mosquito palha.

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