“A função do LIDE é ser o facilitador para o desenvolvimento econômico das cidades”

OBSERVATÓRIO - 18:13:44
“A função do LIDE é ser o facilitador para o desenvolvimento econômico das cidades”

Fernandópolis recebeu nesta sexta-feira, 21, o primeiro encontro de lideres empresariais organizado pelo LIDE Rio Preto. O presidente Marcos Scaldelai, 40 anos, é o presidente desse grupo de lideres empresariais que representa 30% do PIB  - Produto Interno Bruto – da região. Scaldelai tem um currículo poderoso.  Formado em Comunicação Social – Propaganda e Marketing, na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM ) e com  MBA – Gestão de Negócios e Tecnologia, no IPT – USP, Marcos Scaldelai tem 15 anos de experiência em Marketing. Iniciou sua carreira, em 1997, na empresa de pesquisa de mercado ACNielsen, e depois atuou durante 10 anos na terceira maior empresa de alimentos dos Estados Unidos e quinta do mundo, a General Mills. Assumiu o cargo de diretor de Marketing e P&D do Grupo Bertin, em 2008, cuidando ativamente das marcas Vigor, Leco, Danúbio, entre outras. Atuou na Bombril, a maior empresa de Solução de Limpeza Doméstica, onde lançou mais de 200 produtos e revolucionou a comunicação da empresa com o consumidor em uma linguagem jovem e moderna. Há um ano, Scaldelai assumiu a presidência do LIDE Rio Preto. Ontem ele comandou a primeira reunião itinerante do LIDE Rio Preto em Fernandópolis (veja matéria nesta edição). Nesta entrevista ao CIDADÃO, Scaldelai fala do novo modelo de gestão que está sendo cobrado no Brasil: 

Em abril, o LIDE realizou em Rio Preto encontro de empresários com os prefeitos de Fernandópolis, Catanduva, Votuporanga e Rio Preto. Agora iniciou os encontros nas respectivas cidades, começando por Fernandópolis. Qual o objetivo desses encontros?

O principal objetivo dessa iniciativa é estreitar a relação do Setor Público com o Privado. É ajudar cada prefeito na condução da administração de seu município como um verdadeiro “CEO da cidade”. Acreditamos que o estímulo a novos negócios, por meio do networking e troca de experiências, é fundamental para o desenvolvimento econômico das cidades do noroeste paulista – cada uma com suas peculiaridades, riquezas e potenciais de crescimento.
Qual o papel do LIDE ao fomentar esses encontros?
O  LIDE é um grupo de líderes empresariais que tem como objetivo fortalecer a livre iniciativa, com base nos princípios da governança corporativa. Nossa função é ser um “facilitador” para o desenvolvimento dos negócios e crescimento econômico. Somos uma plataforma de relacionamento qualificado e decisivo.
O LIDE Rio Preto é um grupo de lideres empresariais da região. Qual o peso desse grupo na geração de negócios na região?
O LIDE Rio Preto tem atualmente 90 empresas filiadas (11 são de Fernandópolis) que faturam juntas mais de R$13 bilhões no noroeste paulista, ou seja, mais de 30% do nosso PIB (Produto Interno Bruno). Ao estreitar a relação entre os líderes dessas empresas contribuímos para a geração de novos negócios, abertura de novas vagas de emprego e, consequentemente, o crescimento econômico.
A região noroeste do Estado, em termos de investimento, sempre foi tratada como uma das mais pobres do Estado, uma espécie de “patinho feio”. Esse quadro está mudando?
O Noroeste do Estado de São Paulo é uma região muito rica, comparada com vários Estados brasileiros. Mas, quando avaliamos somente o Estado de São Paulo, existe uma oportunidade gigantesca de desenvolvimento de novos negócios, de empreendedorismo nesta região. No último ranking divulgado pela Endeavor, São José do Rio Preto, uma das principais cidades da região, nem aparece entre as 50 cidades mais empreendedoras do país. Temos o desafio de fazer um Noroeste diferente, atrativo para novos investimentos e gerador de muitos bons negócios.
Muitos atribuem  essa condição de baixo desenvolvimento, em comparação ao restante do Estado, ao fato da rivalidade entre as cidades. Isso é fato ou mito?
Um mito. Definitivamente não sinto isso. Vejo um alto potencial de crescimento econômico por aqui. Temos grandes empresas instaladas aqui e muita gente interessada em ver a região crescer ainda mais. No encontro de Fernandópolis tivemos empresários de várias cidades da região. 
Qual seria o gargalo que a região precisa superar para elevar seu PIB?
Acredito que isso é possível de duas formas. Primeiro, por meio de uma postura empreendedora dos donos/executivos do primeiro escalão das empresas. E em segundo lugar, com uma Gestão Pública apoiando esse desenvolvimento, com menos burocracia e mais investimentos. Essa parceria é fundamental para o crescimento de qualquer região.
Qual a perspectiva dessa região no cenário econômico do Estado na visão desses líderes empresariais? Que projeção pode ser feita neste momento?
Os empresários do LIDE Rio Preto têm plena certeza da melhoria do país, da retomada de nosso crescimento e da geração de novos negócios. Por isso, acredito que a região deve voltar a crescer, a passos curtos, porém constantes, assim o Brasil como um todo.
Fernandópolis também está preparando área às margens da Rodovia Euclides da Cunha para novo Distrito Empresarial, com acesso em andamento e infraestrutura em fase de contratação. Para não dar errado, como Fernandópolis deve conduzir o processo ocupação, na perspectiva do LIDE?
É para colocarmos processos como esse em pauta que realizamos o Café da Manhã com o LIDE em Fernandópolis. Este evento com os filiados do LIDE existe justamente para debater o andamento de situações como essa. Vamos avaliar as perspectivas, possibilidades e projeções que um projeto assim pode causar na cidade e região e como podemos contribuir com isso, como um Grupo Empresarial.
O que atrai um empresário para determinada cidade? O que ele leva em conta e que muitas vezes os municípios ignoram?
Durante o evento realizado em de abril deste ano com os prefeitos das quatro maiores cidades da região – Fernandópolis, São José do Rio Preto, Catanduva e Votuporanga, os empresários responderam a uma pesquisa e deixaram claro que impostos/taxas, infraestrutura e burocracia são pontos cruciais para a tomada de decisões.
O que os líderes políticos e empresariais da região precisam ter em mente quando tratam de desenvolvimento? Qual o foco?
Os líderes políticos precisam ter mais consistência sobre “o todo”. Sobre como as iniciativas privadas podem ser aliadas do poder público e vice-versa. O foco é na geração de riqueza sustentável. É preciso que eles tenham um planejamento estratégico bem desenhado e alinhado com as expectativas da cidade e região.
No cenário brasileiro de crises política e econômica, qual a perspectiva futura?
Nossa perspectiva é extremamente positiva. A retomada do crescimento no Brasil está sendo gradativa e depende da ATITUDE de cada um. O Brasil do empresário é muito diferente do Brasil que está sendo mostrado.

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