Fernandopolense sofre com o efeito “ioiô” do tempo e a longa estiagem

CADERNO VIVA - 18:20:49
Fernandopolense sofre com o efeito “ioiô” do tempo e a longa estiagem

Fernandópolis já completou dois meses de estiagem e sofre as consequências de um inverno com temperaturas que mais parecem o efeito de um “ioiô”. O tempo seco contribui para queda da umidade relativa do ar e faz aumentar a poluição ambiental por conta da poeira e queimadas. 

A última chuva de potencial pluviométrico em Fernandópolis foi registrada no final de maio. Em junho houve o registro de apenas dois chuvisqueiros (menos de 3 mm). O cenário é de seca que castiga a vegetação e contribui para o aumento de queimadas. No último final de semana, por exemplo, o Corpo de Bombeiro registrou sete queimadas na cidade onde teve que intervir para controlar o fogo. 
As ocorrências foram desde fogo à margem de rodovia (Percy Waldir Semeghini) com potencial risco de acidentes, em terrenos baldios, até em pastagem em propriedade rural. 
A Secretaria do Meio Ambiente de Fernandópolis expediu alerta aos moradores de que colocar fogo para limpar terreno baldio é infração à legislação passível de multa que começa em R$ 523,52. 
De acordo com o secretário do Meio Ambiente Angelo Veiga, sua pasta já conta com fiscais que estão atuando para coibir queimadas e despejo de entulhos em áreas proibidas. “A gente fala, orienta, mas tem hora que precisa agir. Se houver flagrante de queimada ou despejo de entulho, o fiscal vai lavrar a autuação e multa”, anunciou. 
A Ouvidoria Municipal e a Defesa Civil também estão integradas ao controle das queimadas. O ouvidor e coordenador da Defesa Civil Edmar de Oliveira apontou que 80% das queimadas são provocadas pela ação do homem,  “A população deve ficar atenta,   principalmente neste período de estiagem, pois um simples ato de irresponsabilidade pode causar grandes desastres ambientais”, afirmou Oliveira.
A preocupação com incêndios florestais levou o Corpo de Bombeiros e Defesa Civil a promoverem em Fernandópolis treinamento de brigadistas de 25 cidades da região. 
A operação foi realizada pela Defesa Civil Estadual em parceria com o Corpo de Bombeiros, incluiu a capacitação de militares e técnicos que participaram também de três simulações com as aeronaves que utilizam água e produtos químicos para o combate a incêndio, visando a capacitação dos órgãos envolvidos na resposta emergencial. 
SOBE E DESCE
O fernandopolense está sofrendo com o sobe e desce da temperatura neste inverno. Foram duas ondas de frio, misturadas com ondas de calor. Na última onda de frio, na semana passada, por exemplo, o fernandopolense saiu de uma temperatura de 29,1 graus para 7,6 graus, conforme registros da  Estação do Ciiagro -  Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas. Em menos de 12 horas a temperatura caiu 21,5 graus. 
Três dias depois o frio já tinha ido embora e veio nova onda de calor com a temperatura máxima atingindo esta semana marca superior aos 30 graus. A temperatura mínima andou na média de 16º. A Umidade Relativa do Ar caiu a 22% esta semana, já considerado nível critico pela Organização Mundial de Saúde. O índice ideal é acima de 60%. 
O efeito “ioiô” do tempo se reflete nas Unidades de Saúde e na UPA, onde o atendimento aumentou. Crianças e idosos são as principais vítimas do clima. O ar seco causa incômodo nos olhos, nariz, lábios e no trato respiratório, por ressecar as mucosas e ampliam o contágio de gripes e resfriados. Com o ar seco, infecções oportunistas também são mais comuns, como conjuntivites. Fernandópolis, por exemplo, tem registrado aumento de casos neste inverno. No último levantamento, a Saúde já apontava para mais de 300 casos este ano. As doenças alérgicas do trato respiratório também são facilitadas e ambientes mais poeirentos incomodam bastante o nariz e os olhos. 

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