Querem devolver o “presente de grego”

ARTIGOS - 18:13:43
Querem devolver o “presente de grego”

Foi do atual presidente da Câmara Étore Baroni a celebre frase sobre a UPA – Unidade de Pronto Atendimento. “É um presente de grego do governo federal”. Ele disse isso na época da votação do projeto, quando foi contrário, e reafirmou agora, com a unidade em funcionamento.

Fernandópolis foi uma das últimas cidades da região a instalar a UPA, mas é a primeira a se arrepender. Baroni até já defendeu, em entrevista a Rádio Difusora, este ano, que o atendimento volte para o pronto-socorro da Santa Casa e a UPA seja direcionada para outro tipo de atendimento. 
É bom lembrar que a UPA é mais um daqueles novelões de Fernandópolis. E que não terminou com a sua inauguração. O projeto foi lançado por Luiz Vilar, inicialmente seria na antiga área do Tênis Clube, depois mudou para a Avenida Getúlio Vargas, para finalmente ser construído na gestão da prefeita Ana Bim, na Avenida dos Arnaldos.  
E, desde a inauguração, e isso não faz nem um ano, ela só deu dor de cabeça. Abriu as portas em setembro do ano passado sem ter todos os equipamentos necessários para o seu funcionamento. Por exemplo, a unidade não conta com aparelho de Raio-X e tem que enviar o paciente à Santa Casa para o procedimento o que exige uma ambulância de plantão para o serviço. Exames laboratoriais também precisam ser feitos fora de lá. Além disso, alguns atendimentos geraram grandes polêmicas até com abertura de sindicância pela prefeitura e boletins de ocorrência na Polícia.  Enfim, há muitos contras para ampliar a campanha pela volta do serviço para o pronto-socorro da Santa Casa. 
Nesta semana, com a volta dos trabalhos legislativos o assunto voltou ao debate. A vereadora Maiza Rio apresentou requerimento indagando o Executivo se existe possibilidade de rescindir convênio com o governo Federal para encerramento das atividades  da unidade.
Disposta a fazer um ofício para o Ministério da Saúde, a vereadora explicou que a UPA hoje tem um custo de mais de R$ 500 mil para o município. “E o que é pior, deixamos de repassar R$180 mil para a Santa Casa desde que foi instalada”. 
Devolver o “presente de grego” parece ser consenso geral entre os políticos locais. 
O curioso é que a UPA foi instalada sob o argumento de que haveria necessidade de aliviar o pronto-socorro da Santa Casa, que atende toda a região, e dar melhor atendimento aos fernandopolenses. Agora, vem a proposta de se fazer o caminho de volta. Por fim, fica a pergunta: Por que a UPA não deu certo em Fernandópolis? Pelo menos as da região (Jales, Santa Fé, Votuporanga e Rio Preto) estão funcionando há muito mais tempo. E ninguém fala em fechar. 

Bate pronto

  Ainda na área de Saúde, o vereador Murilo Jacob pediu informações ao Executivo  se estão sendo realizadas fiscalizações para verificação do cumprimento da Lei Municipal nº 3.410, de 12 de novembro de 2008, que dispõe sobre a obrigatoriedade de fixação de quadro informativo atualizado com nome, registro, especialidade e horário de atendimento e/ou plantão de profissionais médicos nos estabelecimentos prestadores se serviços de saúde. Na Santa Casa, o procedimento já foi adotado.

  O Tribunal de Contas do Estado emitiu essa semana sinal de alerta ao prefeito André Pessuto. Diz o alerta: “Análise da Receita (Execução Orçamentária) - Situação desfavorável demonstrando tendência ao descumprimento das Metas Fiscais, cabendo ao Ente o seu acompanhamento para eventuais adequações para observância do disposto no art.9º da Lei Complementar nº 101/00”. Outros itens receberam ressalvas do Tribunal.


  O prefeito André Pessuto anunciou através de release que antecipou o pagamento dos salários dos servidores. Os servidores receberam o salário nesta sexta-feira, 4, antecedendo o quinto dia útil. Pessuto reafirmou que o pagamento dos servidores é prioridade. Mas permanece o risco de atraso nos salários por conta da crise econômica que está sufocando as receitas do município. Pagar mais uma folha, em dia, foi um alívio no Paço Municipal. 

  A cidade de Ouroeste poderá ganhar uma usina de geração de energia solar. A AES Tietê, que administra a Usina de Água Vermelha, comprou ações do  Complexo Solar Boa Hora por  R$ 75 milhões e vai pleitear junto a Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica, a transferência para que a planta seja construída no município de Ouroeste, que está a 3 km da Usina de Água Vermelha. Se tudo der certo, a usina de energia solar deve entrar em operação até novembro de 2018. 

 

Bebida + volante = R$ 67.498,10

Esse foi preço pago por motoristas que ainda insistem em dirigir após consumo de bebida alcoólica e que foram flagradas nas Blitze da Lei Seca realizada no último sábado/domingo em Fernandópolis. Foram 23 motoristas autuados durante a fiscalização, ou seja, 11% dos motoristas fiscalizados. 
Cada um, de pronto, já foi multado em R$ 2.934,70, por embriaguez ao volante ou por recusa ao teste do bafômetro, e vão responder ainda a processo administrativo no Detran/SP para a suspensão do direito de dirigir por 12 meses. Durante as blitze, realizadas na Avenida dos Expedicionários Brasileiros, foram fiscalizados, ao todo, 208 veículos.
Apesar do rigor da lei seca, 329 motoristas foram flagrados nos últimos dois anos dirigindo veículo sob o efeito do álcool (148 em 2015 e 181 em 2016) e tiveram a CNH suspensa. Este ano, pelo jeito, não será diferente.

Claudemir Cabreira

Claudemir Cabreira

Jornalista. 

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