O primeiro passo para a Orquestra Sinfônica

OBSERVATÓRIO - 18:21:22
O primeiro passo para a Orquestra Sinfônica

A  Osfer - Orquestra de Sopros de Fernandópolis – foi quem fechou o calendário de eventos do projeto “Férias com Arte”. Durante a apresentação da orquestra jovem e a principal  o maestro Luis Fernando Paina anunciou que a Osfer vai iniciar o projeto de formação de músicos visando transformar a Orquestra de Sopros em Orquestra Sinfônica. É um trabalho longo, mas é mais um sonho desse maestro que ainda espera ver a Orquestra em uma sede nova, saindo das instalações embaixo das arquibancadas do Estádio Municipal. Ou que a preocupação com verba manutenção deixe de ser um fantasma todos os anos, para que a energia seja direcionada apenas na formação de músicos. Com o apoio da diretoria da Corporação Musical, hoje presidida pelo empresário Pedro Miranda, o maestro Luis Fernando Paina inicia os preparativos para o para fazer andar o projeto. O primeiro passou foi abertura das inscrições para 

novos instrumentos. Nesta entrevista ao CIDADÃO, Paina fala do projeto da Sinfônica e da importância da música na vida das crianças. Veja: 

No último domingo, 30, no encerramento do projeto “Férias com Arte” no Teatro, você anunciou o início do trabalho para que a Orquestra de Sopros se transforme em Orquestra Sinfônica. Como se dará isso?
Sabemos que o caminho é longo, porém quanto antes começarmos mais breve atingiremos nosso objetivo. Vamos iniciar as aulas com as cordas nesse primeiro momento e à medida que os alunos forem evoluindo, iremos agregá-los ao grupo de sopros e começar a transformar a orquestra de sopros em uma Jazz sinfônica a princípio e quanto já tivermos uma uniformidade instrumental suficiente uma Orquestra Sinfônica.
Para se transformar em Orquestra Sinfônica há necessidade de investir em  novos instrumentos. Quais?
Sim, são necessários outros instrumentos que, além de caro, são difíceis de aprender e leva um bom tempo para se conseguir um resultado técnico aproveitável. Vamos comprar inicialmente 12 violinos, 4 violas, 4 cellos e 2 contrabaixo. Porém, precisamos comprar pelo menos 2 oboés e 2 fagotes que têm um valor bem alto, perante o custo das cordas.  
Tem recebido apoio para esse novo desafio?
Sim. No início de junho, participamos de um edital de fomento cultural, realizado pela secretaria de cultura e nossa proposta de trabalho foi contemplada como a capacitada de realizar o serviço de ensino e formação musical e pessoal de crianças e jovens do município de Fernandópolis. E dentro desta proposta existe um termo de custeio para  compra de bens duráveis e será deste valor que usaremos na compra dos instrumentos de cordas. Os outros ainda vamos ter que aguardar ou quem sabe receber doações para conseguirmos comprá-los mais rapidamente. Torcemos para que isso aconteça.
É um projeto de longo prazo, já que é necessário formar novos músicos. Qual o tempo que julga ser suficiente para a OSFER mudar o “S” de Sopros  para Sinfônica?
Será sem dúvida um caminho longo, porém acredito que por ser uma iniciativa nova, a motivação tanto dos alunos como da nossa instituição, professores e secretaria de Cultura irá proporcionar um resultado logo. Mas, para trocarmos o “S” teremos que esperar um pouquinho... 
Para quais instrumentos a Orquestra está abrindo inscrições neste momento?
Estamos abrindo inscrições para crianças entre 7 e 9 anos na musicalização infantil através da flauta doce, e para crianças e jovens a partir dos 10 anos, flauta transversal, clarinete, saxofone, trompa, trompete, trombone, eufônio, tuba, percussão erudita, violão, viola caipira, violino, viola de arco, celo e contrabaixo. Para o curso de violão e viola caipira é necessário que o aluno tenha seu próprio instrumento.
A formação de novos músicos é um trabalho complexo. Hoje a OSFER está em processo de renovação. É o momento de investir na mudança?
Acredito que é o momento mais que certo. É o ideal. Pois com a nova gestão municipal, estamos recomeçando os serviços de ensino musical e também o trabalho social, através do serviço de convivência e fortalecimento de vínculo familiar que achamos essencial para a formação de nossos jovens.
Qual a diferença entre uma orquestra de Sopros e uma Sinfônica?
A diferença é bem distinta, apesar de em uma sinfônica possuir uma banda de sopros em sua formação. Em uma orquestra de sopros, a predominância dos instrumentos de sopros são, sem dúvida maior, porém, na Espanha, o uso de violoncelo nas bandas sinfônicas já é muito comum. Na Orquestra de Sopros os clarinetes e flautas fazem as funções dos violinos, os saxofones as funções das violas e celos. Os metais e percussão são usados de forma semelhante à sinfônica. Já na Orquestra Sinfônica temos violinos (1º e 2º) violas de arco, celos e contrabaixo em maior número e o uso dos sopros são reduzidos pela época, composição, período e preferência do compositor.  
Você sempre faz referência a grandes músicos e profissionais de outras áreas que passaram pela OSFER. É o retorno que mostra que a luta vale a pena?
Acredito que recomeçar é sempre melhor que remendar. Assim as imperfeições, que poderiam aparecer, darão lugar para o acabamento de qualidade e correto. Porém, vivemos num país onde as incertezas nos traz sempre a insegurança sobre até onde avançar e se vai avançar, devido o descaso da grande maioria dos gestores público e política pública que gera nossa Nação, que na área cultural é ainda maior. 
Nesse período que está na orquestra já lidou com várias gerações de jovens. Qual o papel da música na formação deles?
Sem dúvida alguma ela faz parte da formação destes jovens para a vida, pois a música é uma das mais belas artes que nosso Criador nos deu. Ela está presente em todos os povos, culturas e religiões. Através de seus encantos, ela embala nossos sonhos e enche nossos corações. Cada nota, cada som, transforma a vida daqueles que necessitam de amor, carinho, atenção. Se não houvesse música o homem morreria de tédio, de solidão ou de tristeza.
O prefeito André Pessuto é músico (baterista de origem). Isso garante uma nova fase para a Orquestra onde se possa pensar em projetos com maior continuidade?
O fato do nosso prefeito ser um músico é sem dúvida um diferencial, porém o que realmente faz a diferença é o potencial de gestão política que ele vem demonstrando, através de sua carreira pública, e principalmente a vontade de querer fazer o melhor para a cidade de Fernandópolis. Sei que será um caminho difícil devido às dificuldades que o Brasil vive hoje, porém acredito que nosso prefeito estará sempre empenhado em apoiar, não só a orquestra, mais sim todos os projetos que fomentam a cultura em nossa querida Fernandópolis.
Qual a mensagem para os pais que tem filhos na Orquestra ou que querem inscrevê-los em um dos projetos que está sendo lançado?
 Incentive seus filhos a estudarem música desde cedo, pois para as crianças, a música ajuda no processo de aprendizagem, amplia e desenvolve raciocínio, melhora seu comportamento, concentração e atenção em sala de aula. Para os jovens adultos, faz reduzir ansiedades, solidão e depressão, além de diminuir o stress. Em outras palavras – “Estudar música faz bem para a vida”.
Hoje Fernandópolis tem a Orquestra de Sopros, a Orquestra de Viola e o Coro Municipal? Existe possibilidade de ser ver os três projetos integrados  em uma apresentação?
Vejo que a possibilidade é bem grande e pode estar bem próxima, pois eu e a secretária de cultura, Iraci Pinoti,  já havíamos conversado a respeito disso a tempos atrás. Vamos aguardar. 
Quando falamos em Orquestra de Sopros qual o seu maior sonho?
Sabemos que hoje temos uma Orquestra que representa a cidade internacionalmente. Ela é referência de diversas autoridades na área musical em palestras e congressos, mas todo ano passamos por uma angustia: “Quando será que vamos ter dinheiro para começar? Ou: “Será que vamos ter apoio este ano?”; “Será que vamos conseguir uma sede bacana algum dia? Viver essas incertezas é sem dúvida a coisa mais difícil na direção da orquestra. Por isso, gostaria de um dia poder pensar somente em: “Quantos alunos vamos atender a mais este ano? Ou: “Quantas vidas vamos poder mudar?” Ou ainda: “Quantos cidadãos, de bem, formaremos para a sociedade? Será que é sonhar demais?.. Muito obrigado a todos que sonham isso comigo durante todos estes anos.

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