Jacob questiona transparência do Ceads; entidade responde

POLÍTICA - 18:41:19
Jacob questiona transparência do Ceads; entidade responde

O vereador Murilo Jacob (PR) questionou, durante sua explicação pessoal, na sessão de terça-feira, 15, a transparência do Ceads - Centro Educacional de Apoio ao Desenvolvimento Social -, responsável pela Área Azul no centro de Fernandópolis. Jacob disse que a princípio não iria questionar números, pois ainda aguardava resposta de outros requerimentos, mas sim questões políticas. 

Segundo o edil, que teve acesso às atas de reuniões da diretoria da entidade por meio de requerimentos anteriores, ela sempre foi dirigida por familiares da ex-prefeita Ana Bim (fundadora da entidade) ou pessoas que trabalharam com ela em cargos comissionados na Prefeitura. 
“Até 2014, todos os diretores do Ceads eram parentes da ex-prefeita ou eram pessoas de cargo comissionado dentro da Prefeitura. Meu questionamento é o seguinte: a Área Azul foi dada ao Ceads por decreto, ou seja, ela pegou uma entidade que só tinha parentes dela e deu a concessão da Área Azul. Tem uma questão aí de transparência.  Não se pode pegar um serviço que deu mais de R$ 600 mil no ano passado e pagar subvenção da Prefeitura para dar na mão de parentes. Isso está errado”, disse o vereador. 
ACELERAR 
Murilo também cobrou agilidade da atual administração na licitação para uma nova concessão da Área Azul, já que o Executivo solicitou uma sessão extraordinária para aprovar o projeto. Ele ainda disse que a empresa que irá administrar a Área Azul irá fazer uma outorga de R$ 3 milhões pela exploração do serviço, e a Prefeitura ainda nem sequer lançou o edital de licitação, mesmo precisando de recursos. 
 “Aprovamos em julho e até agora nenhum edital foi publicado. Acelera administração, vamos para cima, a Prefeitura precisa de dinheiro em caixa. Meu trabalho é fiscalizar e o deles é executar”, concluiu o vereador.
RESPOSTA 
A resposta do Ceads veio por meio de uma nota publicada no perfil oficial da entidade no Facebook. Nela, a diretoria do Ceads afirma que não houve interferência política na concessão e afirma que está sendo vítima de perseguição política. 
Confira a nota em seu inteiro teor: 
O CEADS (Centro Educacional de Apoio Desenvolvimento Social e Cultura), entidade com quase 30 anos de serviços prestados à comunidade fernandopolense, vem, por meio desta, esclarecer os seguintes pontos:
1 - Não temos, nunca tivemos e nunca teremos nada a esconder. Nosso trabalho, que ao longo dos anos foi responsável pela inserção de centenas de meninas (hoje mulheres e mães de família) no mercado de trabalho, sempre foi desenvolvido com transparência. Nossas contas e atas sempre estiveram e sempre estarão à disposição das pessoas de bem de nossa cidade.
2 - Nossos colaboradores e voluntários sempre atuaram pautados pela ética e de forma apolítica, algo que está intrínseco em nossa forma de atuação dentro da entidade. Temos sim pessoas que já foram ou estão ligadas a algum grupo político ajudando em nosso trabalho, mas isso as impede de colaborar com alguma entidade? Por estarem ligados a este ou aquele grupo político eles não podem trabalhar por sua cidade? Se for assim, então que se feche todas as entidades, pois, de uma maneira ou de outra, todos estão ligados à política. O que não se pode, de maneira nenhuma, é misturar política com ação social e isso nunca foi feito em nossas dependências. 
3 – O Ceads é responsável pela Área Azul de Fernandópolis desde 1993, quando o então prefeito de Fernandópolis, Luiz Vilar de Siqueira, nos fez a concessão do serviço por meio de decreto e, desde então, todos os prefeitos que por ali passaram (Armando Farinazzo, Adilson Campos, Ana Bim, novamente Luiz Vilar e por último Ana Bim) fizeram o mesmo. Ou seja, o fato de ter familiares ou não da ex-prefeita na diretoria da entidade não influenciou em nada na concessão. 
4 – Mais uma vez nos vemos sendo vítimas de perseguição política e o motivo, todos sabem. O mesmo grupo de outrora, agora travestido de novo, e com algumas peças novas, porém com o mesmo pensamento retrógado, continua com o mesmo jogo sujo, tentando prejudicar dezenas de pessoas assistidas pela entidade única e exclusivamente por vingança e, para isso, utilizam da mesma artimanha de sempre, colocando fantoches de pouca inteligência para fazerem o que querem, mas não têm coragem de fazer.
5 – Por fim, ressaltamos que nunca se negou qualquer informação a quem quer que seja e as novas informações solicitadas serão prestadas em seu tempo e modo.

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