Fernandópolis tem uma das menores taxas de mortalidade infantil da região

CADERNO VIVA - 21:15:40
Fernandópolis tem uma das menores taxas de mortalidade infantil da região

Fernandópolis tem uma das menores taxa de mortalidade infantil dentre as principais cidades da região noroeste.  No município, a cada mil bebês nascidos no ano passado, 5,7 morreram antes de completar um ano de vida. A menor taxa da região é registrada em Santa Fé do Sul (veja quadro). É o que mostra levantamento da Fundação Seade divulgado nesta semana. 

A pesquisa leva em conta as mortes de crianças menores de um ano. O Departamento Regional de Saúde (DRS) de Rio Preto, que abrange 102 cidades, registrou 8,3 mortes a cada mil nascidos - número 25% menor que a média estadual de 10,9. 
Em relação ao ano passado, Fernandópolis, apresentou um aumento de 2,3 na taxa. Desde 2012, a taxa de mortalidade infantil em Fernandópolis registra uma variação. Foram 10,6 mortes em 2012, 7,7 em 2013, 13,6 em 2014, 3,4 em 2015 e 5,7 em 2016. 
A Fundação Seade constatou que no Estado duas a cada três mortes infantis aconteceram no período neonatal - até 28 dias de vida. 
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Flávio Ferreira, a meta é baixar essa taxa no ano que vem. “Para reduzir este indicador, o município trabalha com o incentivo ao pré-natal e acompanhamento do bebê após seu nascimento. O objetivo é chegar ao índice 5.0 no ano que vem, conforme pactuação com o Ministério da Saúde”, diz. 
Apesar da taxa de mortalidade em queda, Fernandópolis ainda se recente da falta de UTI Neonatal. Jorge Hadad, presidente da Sociedade Paulista de Pediatria aponta que a cidade dispor de UTI Neonatal é fundamental para reduzir a mortalidade  infantil. 
Em nota ao CIDADÃO, a Secretaria Municipal da Saúde informa que hoje, o município de Fernandópolis oferece assistência pré-natal em todas as unidades de saúde, com uma referência de atendimento à gestação de alto risco na UBS do Por do Sol. “Oferece ainda no próprio município todos os exames estabelecidos conforme protocolo do Ministério da Saúde. Realiza também grupos de gestantes; acompanhamento domiciliar pelos agentes comunitários de saúde e, quando necessário, visitas feitas pela equipe de profissionais da área de saúde das UBS’s, acompanhamento de puericultura mensalmente pelas unidades básicas de saúde, cobertura vacinal e atendimento na Clínica da Criança aos bebês referenciados”, acrescenta a nota.
“É importante destacar que situações como o ambiente onde vive ou vivia a gestante e o bebê e também: qualidade do ar, da água, condições de saúde da mãe, acesso à escola, entre outros pontos que apontam a qualidade de vida, também influenciam nos dados relacionados à mortalidade infantil. O município busca oferecer as melhores condições possíveis para que os cidadãos vivam cada vez melhor, com investimentos em novas escolas, oferta de água tratada, vagas em escolas e creches e melhorias no meio ambiente, por exemplo”, acrescenta a nota.
Na região de Fernandópolis, seis cidades de pequeno porte (Macedônia, Meridiano, Mira Estrela, Indiaporã, Guarani d´Oeste e São João das Duas Pontes) registraram taxa zero de mortalidade infantil. Entre as cidades de porte médio os piores desempenhos ficaram com Mirassol e Jales, respectivamente, com taxas acima da média regional e estadual. 
A mortalidade infantil é o principal indicador da saúde pública segundo a OMS - Organização Mundial de Saúde. O aprimoramento da assistência ao parto e à gestante, o incentivo ao aleitamento materno, a ampliação do acesso ao pré-natal, a expansão do saneamento básico e a vacinação em massa de crianças pelo SUS - Sistema Único de Saúde - são os principais motivos para a queda na taxa de mortalidade infantil.

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