Sistema viário já está saturado

OBSERVATÓRIO - 19:06:39
Sistema viário já está saturado

A frota registrada em Fernandópolis já passa de 55 mil veículos. Por si só já é desproporcional em relação à população, que está estimada, segundo última atualização do IBGE, em 68.670.  Numa conta simples, pode-se dizer que tem um veículo motorizado para 1,2 habitantes. Nessa conta não entram veículos registrados em outras cidades, como por exemplo, dos estudantes universitários que vêm estudar em Fernandópolis. Enquanto isso, a malha viária do município não acompanha na mesma medida o aumento da frota. Resultado: a saturação. Na Semana Nacional do Trânsito, CIDADÃO entrevistou Ederson José da Silva, 39 anos, com formação em administração e logística e que comanda a Secretário Municipal de Trânsito há 9 meses. Ele concorda: o sistema viário de Fernandópolis está saturado e exige constante monitoramento para tomada de decisões como a ampliação da rede de semáforos, rotatórias, tudo para contornar os problemas advindos de um crescimento desproporcional. Ederson aponta, por exemplo,  

que o grande gargalo no trânsito atualmente está localizado na Avenida Expedicionários Brasileiros, cruzamento com a Minas Gerais, onde foi construída uma rotatória. Naquele ponto, além do trânsito da Avenida, há uma convergência de veículos oriundo de três vias: Vergniaud Mendes Caetano, Minas Gerais e Saudade. 
Mas, cada vez que se faz uma alteração no trânsito, vem a gritaria. E as redes sociais acabam repercutindo muito cada mudança. “Qualquer ação que mude a rotina das pessoas, mesmo que para seu próprio bem e segurança, passa a ser impopular num primeiro momento”, diz.  Veja a entrevista:


Na Semana Nacional do Trânsito, qual a maior contribuição da cidade para tornar o trânsito mais seguro?
A Secretaria Municipal de Trânsito esta trabalhando na questão de educação das crianças através da rede municipal de ensino em parceria também com a Conseg – Conselho Comunitário de Segurança. Com isso, pretendemos gerar uma cultura de aprendizado e levar assim a uma contribuição para a segurança e consciência no trânsito. Esta campanha esta sendo realizada até o próximo dia 29 de setembro.  
Fernandópolis conta atualmente com mais de 55 mil veículos, automóveis e motos em sua maioria.  O sistema viário atual comporta esse volume de tráfego ou já está saturado?
Esta saturado. Há uma necessidade constante de monitoramento da Secretaria de Trânsito para identificar pontos de gargalos que possam levar a possíveis acidentes, exigindo medidas corretivas como: semáforos, rotatórias, redutores de velocidade e eixos de conversão para melhor direcionamento e segurança diante este crescimento desproporcional. 
Nos últimos anos, Fernandópolis investiu na ampliação da rede de semáforos, em rotatórias, tudo com o objetivo de melhorar a segurança. Deu resultado?
Sim, pois em pontos aonde foram instalados semáforos, rotatórias ou algum outro tipo de intervenção, tivemos uma redução no número de acidentes. 
Qual o maior gargalo que ainda precisa ser resolvido?
Hoje um dos principais gargalos é o cruzamento da Avenida Expedicionários Brasileiros com a Minas Gerais no entroncamento da Avenida da Saudade com a Vergniaud Mendes Caetano.
Por que os projetos para implantação de mão única de direção demoram tanto para sair do papel? Tem muita pressão?
A questão do tempo de execução de alteração no sentido de via para mão única depende não somente de materiais para direcionamento, como também de um estudo sobre toda a logística da região que poderá sofrer a alteração e possíveis consequências desta alteração. 
Neste sentido, quais as próximas vias a receberem mão única?
Já foram feitas algumas alterações, e neste momento, estamos fazendo alguns estudos técnicos. Quando comprovada a eficácia das alterações, podemos divulgar. 
As redes sociais estão sempre repercutindo as ações implantadas no trânsito. Qual o peso delas nas decisões da Secretaria de Trânsito?
Esta Secretaria se posiciona mediante as informações que chegam através da facilidade das redes sociais, na qual, nos auxilia com relação a risco em cruzamentos, entre outros. Porém, todas as intervenções posteriores são formadas por direcionamento técnico e um único peso que é o Código de Trânsito Brasileiro. Tudo o que chega ao nosso conhecimento pelas ‘redes’ é analisado.   
Qual será o impacto do projeto da nova Área Azul para o trânsito na área central da cidade?
Visamos uma maior facilidade para estacionamento da população, ou seja, rotatividade dos veículos na nossa área central. Estaremos de forma direta contribuindo para o desenvolvimento comercial. Entendo que com o projeto da nova ‘área rotativa’ existirá uma facilidade maior para se encontrar vagas próximas ao destino do motorista. 
Qual o tamanho da equipe que tem para cuidar de todo o transito da cidade?
Entre administrativo e operacional contamos com uma equipe de 12 profissionais. 
Fernandópolis é uma cidade com uma sinalização deficiente para orientação de destino. As placas existentes são poucas e antigas. Algum projeto para mudar esse tipo de sinalização?
Sim. Essa Secretaria no primeiro semestre do ano já identificou esta necessidade tendo uma programação de recuperação dessas placas para os próximos doze meses. Já iniciamos uma recuperação de algumas placas de sinalização, através do reaproveitamento. 
Mudanças sempre geram mais reclamações que elogios. Como lida com isso após 9 meses à frente da Secretaria do Trânsito?
Entendo que qualquer ação que mude a rotina das pessoas, mesmo que para seu próprio bem e segurança, passa a ser impopular num primeiro momento, mas sabendo do fator positivo dessas intervenções e a significativa redução de acidentes frente às alterações sinalizadas, conseguimos ter a tranquilidade e confiança para trabalhar, visando sempre o direcionamento do Código de Trânsito Brasileiro.  

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