De novo, Ana Bim tem as contas barradas no TCE

ARTIGOS - 21:27:38

A ex-prefeita Ana Bim está com um novo problema pela frente. No início deste mês a Câmara de Fernandópolis aprovou o projeto de decreto legislativo rejeitando a prestação de contas relativas ao exercício de 2014, seguindo a decisão adotada pelo Tribunal de Contas do Estado. Nem bem virou o mês e a ex-prefeita agora se vê às voltas com o parecer da 1ª Câmara  do TCE, desfavorável à aprovação das contas do exercício de 2015. A decisão foi tomada pelo voto do substituto de Conselheiro Valdenir Antonio Polizeli, relator, e dos conselheiros Renato Martins Costa, presidente, e Cristiana de Castro Moraes.

O parecer traz, além de recomendações, “severas advertências à municipalidade”, dentre elas, que ultime medidas corretivas no componente “I-Planejamento” do IEGM – Índice de Efetividade da Gestão Municipal. Aliás, nesta questão de planejamento, o índice alcançado por Fernandópolis mostra o tamanho do problema. A cidade obteve avaliação C, ou seja, baixo nível de adequação, o que explica, em tese, o parecer do Tribunal sobre as contas da Prefeitura de responsabilidade de Ana Bim, quando aponta que “o histórico fiscal revela que a municipalidade incorreu em sucessivos déficits orçamentários e, no mais, que a carência financeira acumula-se expressivamente por vários exercícios”.
O relatório faz vir à tona um tema que deu muita dor de cabeça a Ana Bim durante sua gestão e que virou inclusive uma CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito – , ou seja, a compra de alimentos para a merenda escolar. A CPI não deu em nada, mas no relatório do TCE há a determinação para formação de autos específicos para a análise de três contratos (006, 132 e 174/2015) celebrados para aquisição de gêneros alimentícios destinados à merenda escolar. Agora a prefeita terá prazo para se defender no Tribunal de Contas até o julgamento em plenário, o que deve ocorrer só em 2018. Se as decisões do TCE estão dando dor de cabeça para a ex-prefeita Ana Bim, elas servem de alerta para o atual prefeito André Pessuto. 

Bate pronto

  Esteve ontem em Fernandópolis o general do Exército João Camilo Pires de Campos, comandante militar  do Sudeste. Esteve em visita ao Tiro de Guerra. Foi a primeira vez que um comandante do Exército esteve na cidade. Ao repórter Ivan Gomes, o general disse que o Brasil vive momento critico, mas que as instituições estão funcionando e que o papel do Exército é contribuir para a estabilidade e legitimidade da democracia. Ele foi recebido no Tiro de Guerra de Fernandópolis pelas autoridades locais.


  O Iamspe foi curto e grosso na resposta à indagação do jornal CIDADÃO sobre a data para retornar com o atendimento médico para os servidores estaduais em Fernandópolis. A resposta ficou em apenas uma linha: “O contrato (com a Santa Casa) será assinado em breve e os atendimentos começam até 1 de novembro”.  Só para lembrar, os cerca de 4 mil servidores do Estado estão sem esse atendimento médico desde junho.


  A Feira do Produtor inaugurada na quinta-feira, 20, na Praça Joaquim Antônio Pereira é uma iniciativa do Sindicato Rural, Senar e Prefeitura de Fernandópolis. A iniciativa traz o pequeno produtor para comercializar seus produtos diretamente ao consumidor, sem o atravessador. A Feira vai funcionar todas as quintas-feiras, das 17 às 21 horas. A população gostou da ideia e muita gente, que deixava o centro, aproveitou para comprar os produtos hortifrúti que estavam sendo comercializados. O prefeito André Pessuto saudou a iniciativa como inovadora. Nelson Gregorini, coordenador do Senar, lembrou que todos os produtores foram capacitados para estarem na Feira do Produtor. 


  Sairam os números do Caged -  Cadastro Geral de Empregados e Desempregados de setembro. Depois do suspiro em agosto, quebrando uma sequência de dois meses (junho e julho) no vermelho, a cidade volta a tropeçar na geração de empregos e fica com saldo negativo de -37 postos de trabalho com carteira assinada. O resultado reflete a diferença entre 384 admissões e 421 desligamentos. No acumulado do ano, o saldo positivo caiu para 87 postos de trabalho. Os números de setembro podem já incluir as 25 demissões do pessoal que operava a Área Azul pelo Ceads. 

Claudemir Cabreira

Claudemir Cabreira

Jornalista. 

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