Teto da Secretaria da Fazenda desaba e obriga fechamento da unidade em Fernandópolis

GERAL - 18:14:27
Teto da Secretaria da Fazenda desaba e obriga fechamento da unidade em Fernandópolis

O atendimento presencial da Secretaria de Estado da Fazenda, em Fernandópolis, está temporariamente suspenso. Isso em virtude do desabamento do teto da unidade na cidade, que até então estava instalada no prédio do antigo Paço Municipal, na Rua São Paulo.  O incidente chama atenção, mais uma vez, para as péssimas condições estruturais do imóvel público. 

Quem procurou pelos serviços oferecidos pela autarquia na quarta-feira,1, encontrou um cartaz explicando o motivo do fechamento e encaminhando os contribuintes para os postos fiscais de cidades vizinhas.
“Repartição fechada, por determinação superior, em decorrência do desabamento do teto. Contribuintes que necessitarem de serviços presenciais da Secretaria da Fazenda deverão se dirigir aos postos fiscais de Votuporanga, Jales ou São José do Rio Preto”, diz o cartaz.
Procurada, a Prefeitura, por meio de sua secretaria de Comunicação, informou que já isolou a área e que está tomando as providências necessárias para que o posto seja acomodado em outra localidade o mais rápido possível. Disse também que separou uma área no prédio que hoje abriga o Poupatempo e outras repartições municipais, para receber o posto da Secretaria da Fazenda e que a mudança de local deve ser realizada nos próximos dias.
O PRÉDIO   
O antigo Paço Municipal foi construído na década de 60, na gestão do saudoso ex-prefeito Edson Rolin, uma espécie de “puxadinho” da primeira sede do Executivo fernandopolense, que é bem mais antiga, e depois chegou a abrigar a extinta Casa da Cultura, com entrada pela Avenida dos Arnaldos.
A edificação abrigou a administração municipal até os anos 90, quando o então prefeito Luiz Vilar de Siqueira adquiriu, da antiga sede regional do Banespa, na da Rua Bahia, onde funciona a prefeitura até hoje. 
Desde então, o prédio da São Paulo se tornou um verdadeiro elefante branco de mais de 900 metros quadrados. Relegado ao tempo começou a apresentar seus primeiros problemas estruturais no início dos anos 2000 e, sem a interferência de nenhuma gestão, só piorou. 
Em seu último mandato, mais precisamente em 2010, Vilar tentou o vender por R$ 2 milhões. Um leilão chegou a ser agendado na época, mas ninguém se interessou pelo imóvel, mesmo ele estando situado numa das áreas mais nobres da cidade. 
Já na gestão passada, sob o comando de Ana Bim (PSD) criou-se uma expectativa de que a área, enfim, ganharia alguma utilidade. Logo no início de seu mandato, ela anunciou que reformaria o prédio para abrigar várias secretarias. 
À época, um release disparado à imprensa anunciava que: “a Prefeitura iniciou a limpeza do antigo prédio do Paço Municipal na Rua São Paulo, que será reformado para abrigar alguns departamentos da administração. O objetivo é reaproveitar o espaço e reduzir o número de alugueis pagos pela prefeitura economizando recursos municipais”.
O texto que foi divulgado em diversos veículos de comunicação seguia informando que: “A equipe da Prefeitura está retirando todo piso, reboco e as antigas repartições. Também será retirada a cobertura de madeira que é muito antiga. A obra de reforma será feita através de processo licitatório que deve ser iniciado nos próximos dias. Segundo o secretário de Obras, Mário Amicucci, a estimativa do investimento é de R$ 300 mil reais. O novo prédio da Prefeitura receberá acessibilidade, banheiro para deficientes físicos e elevador. Será feita toda a parte elétrica e hidráulica e além de nova pintura e cobertura metálica”.
No entanto, cinco anos se passaram e até então, não há sinais da famigerada licitação e muito menos do andamento das obras. 
DESCASO 
Enquanto o patrimônio de mais de R$ 2 milhões segue abandonado, os poucos órgãos que ainda estão instalados no imóvel passam por situações como a que a Secretaria da Fazenda passou essa semana. 
No início deste ano, inclusive, parte da cobertura do antigo passo chegou a voar durante uma forte chuva e só não fez vítimas porque ninguém passava pela rua no momento. 

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