“2018 será um ano melhor”, diz Pessuto ao fazer balanço de seu primeiro ano

POLÍTICA - 19:28:00
“2018 será um ano melhor”, diz Pessuto ao fazer balanço de seu primeiro ano

O prefeito de Fernandópolis, André Pessuto (DEM) apresentou na quarta-feira, 6, no Teatro Municipal, uma espécie de balanço de seu primeiro ano frente à Prefeitura. Foram quase duas horas de apresentação, onde ele elencou ações que julgou importantes em todas as pastas da administração. 

Ao todo, 164 slides foram produzidos pela Secretaria de Comunicação para que o chefe do Executivo pudesse sustentar sua apresentação a um público de pouco mais de 200 pessoas. Um jornal de oito páginas, todo colorido, com o mesmo conteúdo também foi produzido e entregue a todos os participantes.  
Além dos serviços de manutenção e gestão desenvolvidos ao longo dos últimos 12 meses, dentre os principais feitos destacados pelo prefeito estão o início da reforma do Museu, que segundo Pessuto deve ser concluída em maio, e o início das obras no Distrito Industrial VI e de cobertura da Feira Livre. 
“Apesar de ser o pior ano da história do nosso país a gente tem que fazer um balanço saudável para Fernandópolis. Estamos conseguindo pagar todas as contas em dia, não tem fornecedor atrasado, o salário do servidor está em dia, o Iprem, tirando o déficit que é de R$ 10 milhões, está em dia. Então o balanço que a gente tem que fazer é positivo, haja vista os números que a gente apresentou em todas as áreas”, disse.
Pessuto disse ainda estar otimista e que acredita que 2018 será um ano melhor. “A gente conseguiu trabalhar, apesar de toda a dificuldade, saúde, educação, cultura, esporte, lazer, desenvolvimento. Estamos conseguindo fazer várias licitações e a cidade vai sentir o efeito disso tudo a partir do ano que vem. O balanço é positivo e não tenho dúvida que 2018 será um ano melhor e vai ser assim também em 2019”, completou. 
O MEDO DO PREFEITO 
André Pessuto seguiu firme durante toda a apresentação, mas embargou a voz ao falar de um de seus maiores medos: não conseguir pagar os salários do funcionalismo.
 Depois de um início mandato conturbado com a classe, em função do corte do 14º, de ter enviado projeto que regula a licença prêmio e outras decisões internas, as contas municipais mostravam que ele iria encontrar nova barreira, a econômica. No meio do ano a projeção era de que não haveria recursos para pagar os salários o que o levou a cogitar a possibilidade de desistir. 
“Estamos atravessando uma crise muito grande, terrível e você não conseguir pagar salário de um servidor humilde que depende daquilo, o medo de não conseguir fazer esse pagamento doía no meu coração, na minha alma. Graças a Deus conseguimos passar essa maré. Estamos conseguindo pagar o salário até antecipado, vamos pagar o salário de dezembro em dia e estamos nos programando para pagar o 13º antes do Natal”, comemorou. 
AUMENTO DE IMPOSTOS 
Porém, se no primeiro ano de mandato a briga foi com os servidores, ano que vem será com todos os contribuintes. Isso porque já estão na Câmara Municipal dois projetos que tratam da arrecadação de impostos no município, o do ITBI – Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis – e do IPTU - Imposto Predial e Territorial Urbano. 
No primeiro, um agrado aos corretores e pessoas que costumam viver das transações de imóveis. Ele pretende voltar a cobrança como era antes, pelo valor venal do imóvel. O problema é que para não ensejar em renúncia de receita ele terá que elevar esse valor venal e para tal pediu alteração na planta genérica do município, o que consequentemente provocará aumento no IPTU.   
“A vida pública é feita de desafios, a gente tem que encarar. Essa questão do ITBI –precisa ser corrigida e vai ser corrigida agora. A gente tem informação de contratos de gaveta que não foram efetivados devido ao ITBI. Já a questão da planta genérica de valores que é usada para cálculo do IPTU, há anos isso tinha que ser feito, Ninguém teve a coragem de fazer. Eu estou tendo essa coragem de promover a atualização e fazer justiça social. Não é justo hoje uma pessoa morando nos melhores bairros da cidade pagar a mesma coisa que um cidadão que mora no Jardim Ipanema, no Redentor”, explicou o chefe do Executivo. 
Segundo ele, antes da nova planta genérica ser encaminhada à Câmara, uma empresa contratada pela Prefeitura, realizou um estudo técnico e dividiu a cidade em 25 áreas para o lançamento do IPTU.
“Estamos equacionando as contas da prefeitura e para isso é necessário se tomar medidas enérgicas, amargas. E para equilibrar as contas a planta genérica é um dos caminhos, como a lei do ISS, como também a medida do 14º salário que era ilegal e a gente precisou corrigir isso também. O projeto já está na Câmara e precisa ser votado com urgência para que a prefeitura tenha tempo hábil de imprimir os carnês e distribuir a população. A posição que a Câmara tomar a gente vai respeitar, como sempre fizemos”, explicou Pessuto.
 EXPECTATIVA
Para 2018 o prefeito de Fernandópolis promete ainda mais dedicação e acredita em um ano melhor. “Será um ano de muito trabalho, muita dedicação. Vamos continuar colocando esse amor que a gente tem pela cidade na ponta da chuteira. Vou continuar trabalhando diuturnamente, trabalhando pela cidade. A gente não sabe o rumo da economia. É prematuro prever algo para 2018.  Não vai faltar da minha parte vontade, trabalho, respeito com dinheiro público e respeito a todos os cidadãos fernandopolenses. Isso não vai faltar”, concluiu Pessuto.

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