“Quero melhorar logo para voltar ao projeto”, diz Walter

ESPORTE - 21:04:17
“Quero melhorar logo para voltar ao projeto”, diz Walter

O Jornal CIDADÃO e a Rádio Difusora realizaram – com o auxílio de seus parceiros –, uma promoção de fim de ano, cujo objetivo era proporcionar um Natal mais feliz para seis famílias fernandopolenses e, ao mesmo tempo, colaborar com entidades assistenciais da cidade.  

Com esse objetivo, nossos parceiros disponibilizaram incríveis prêmios: seis meses de vale-compras nos Supermercados Pessotto da Cida; seis meses de vale-combustíveis no Auto Posto Colombano; um dia de beleza no Cléber Jóia Cabelereiro; um bolsa integral no curso de inglês da Wizard; uma bolsa integral no cursinho pré-vestibular do Colégio Objetivo e uma bicicleta da Bicicletaria Monark.
A proposta era que as pessoas escrevessem uma carta dizendo como um desses prêmios faria seu Natal mais feliz. Para participar, cada escritor deveria fazer a doação de dois litros de leite, que depois serão revertidos a entidades assistenciais de Fernandópolis. 
O resultado não poderia ser melhor. Dezenas de cartas e litros de leite chegaram à recepção de CIDADÃO e da Difusora, porém muito além da quantidade, o que impressionou foi o conteúdo das cartinhas. 
Na última edição do ano, CIDADÃO trouxe a história de Mateus, um garoto de apenas 13 anos de idade, que já chegou a passar fome, mas em vez de pedir um presente para si, deu uma lição de humanidade ao pedir para um morador de rua que vive em uma casa abandonada perto de onde ele mora. 
A história emocionou muitos fernandopolenses gerou uma verdadeira corrente de solidariedade. Quando nossa equipe visitou a casa de Mateus, descobrimos que a Elektro – empresa concessionária de energia – havia notificado o imóvel sobre a necessidade de substituição do antigo poste e padrão de recebimento de energia, por um novo, sob pena de desligamento da rede elétrica da casa. 
 Tal substituição geraria um custo que complicaria ainda mais a situação financeira da família. Em contato com um dos parceiros da Difusora, o empresário Olavo Chaia, diretor da empresa Postes e Padrões Chaia, se sensibilizou com a história e decidiu entrar nessa corrente do bem. 
No mesmo dia ele acompanhou nossa equipe até a casa da família, verificou as necessidades técnicas e doou todos os materiais necessários. “É o mínimo que podemos fazer. Na semana que vem já faremos a instalação para eles. O que o Mateus nos ensinou de maneira tão simples não há o que pague”, disse Chaia. 
Como prometido, na semana seguinte a empresa de Olavo Chaia foi a residência de Mateus para fazer a substituição do poste e do padrão, mas quando foi solicitado o religamento na rede de energia elétrica, alguns débitos junto a empresa concessionária impediram o serviço. 
Dando continuidade na corrente de solidariedade, a Rádio Difusora lançou uma campanha no ar para arrecadar o montante necessário para a quitação do débito e, em menos de 15 minutos a população fernandopolense se mobilizou e angariou a quantia de R$ 400, resolvendo de vez o problema da falta de energia. 
“Serei eternamente grata a vocês e a todos que nos ajudaram. O Mateus é um menino de ouro, Deus me abençoou muito com dois filhos maravilhosos e com pessoas especiais como vocês”, disse Vanessa, mãe de Mateus. 
WALTER 
Mas a linda história de Mateus não foi a única carta e história que emocionou a equipe de CIDADÃO. Walter da Silva Ferreira nem sabia que estava participando da promoção e se emocionou quando ficou sabendo que havia ganhado seis meses de vale-combustível do Auto Posto Colombano. 
Na verdade quem escreveu a carta para a promoção foi sua irmã, Sueli Ferreira. “Está carta eu escrevo para meu irmão Walter. Ele tem diabetes há uns 18 anos e, no meio deste ano (2017), começou as complicações mais graves da doença, ele amputou três dedos do pé e, a partir daí, precisou fazer hemodiálise três vezes por semana. Há poucos meses precisou amputar o quarto dedo, continua na hemodiálise e não vem se sentindo muito bem. Os filhos, nora e genro se revezam no transporte, já que ele possui carro, mas está impossibilitado de dirigir. Ele acha que isso é um incômodo, mas precisa e nós familiares o levamos onde precisar com muito amor. Tenho certeza que essa necessidade dele é digna de merecer o sorteio do combustível, não para pagar, mas para ajudar quem o transporta”, escreveu. 
Nossa equipe então foi conhecer a história de Walter. Ele mora em uma casa simples no Ana Luiza e, apesar dos problemas de saúde, não tira o sorriso do rosto. Atleta, ele nunca imaginou que seria acometido por tal doença. Porém, assim que descobriu, em meados dos anos 2000, passou a conviver com doses diárias de insulina. 
Como contou Sueli, há tempos Walter convive com a diabetes, mas foi no meio do ano passado que vieram as complicações. Ele começou a sentir dores nas pernas e algumas feridas parecidas com às populares frieiras começaram a aparecer no meio dos dedos de seus pés. 
Ele foi encaminhado para um médico especialista em doenças de pele mas mesmo se tratando as feridas pioraram e alguns dos dedos começaram a necrosar, levando ele a ter que amputar 4 dedos dos pés. 
Quando saiu do hospital, após perder os dedos dos pés, outro baque. Ele teve que voltar para o hospital, dessa vez com insuficiência renal. Desde então ela faz sessões constantes de hemodiálise. 
“Tudo foi muito de repente. Sempre joguei bola, era magro e achava que estava com a saúde em dia. Do nada descobri essa doença e minha vida virou do avesso. Quero agradecer minha irmã e toda minha família por tudo que eles fazem por mim. Peço a Deus que tudo que eles fazem de bem por mim, volte em dobro para eles”, completou. 
Walter tem um sonho. Ele dava aula de futebol para crianças carentes do Jardim Paulistano e adjacências, no campinho cedido pela Incabrás. Com os problemas de saúde, ele teve que se afastar do projeto, mas sonha em voltar o quanto antes. 
“Se Deus abençoar e ele está abençoando, esse ano ainda volto para minha molecada. Não estamos fazendo craques de bola não, estamos formando cidadãos. Se de dez dos meus meninos eu conseguir tirar três da bagunça, das drogas, já vale todo o esforço. Meu objetivo é melhorar para poder voltar logo”, concluiu. 

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