Deficiente visual supera barreiras e conquista diploma universitário

CADERNO VIVA - 19:09:55
Deficiente visual supera barreiras e conquista diploma universitário

No início do ano passado CIDADÃO apresentou uma série de reportagens sobre a importância das entidades assistenciais e de classe na sociedade local. Ao longo de 14 sábados, inúmeros exemplos de pessoas que mudaram suas vidas por meio do trabalho dessas entidades ganharam nossas páginas e um deles teve um desfecho ainda mais feliz no último fim de semana. 

Andréa Cristina Ruiz, de 44 anos, foi uma das entrevistadas. Ela é uma das assistidas pela ADVF - Associação dos Deficientes Visuais de Fernandópolis – desde 2011, quando sua irmã a levou para conhecer a saudosa Célia Fontes Mafra, fundadora da associação.
“Costumo dizer que minha vida é dividida em dois períodos: antes da ADVF e depois dela. Antes, só vivia para cuidar de casa, do marido e depois dos filhos. Não tinha perspectiva nenhuma de vida e esquecia de mim mesma. Era uma pessoa fechada dentro de casa, sem vontade de nada, pois tinha vergonha da minha deficiência”, contou.
Com a ajuda da ADVF, além da leitura em braile, ela aprendeu algo muito mais importante: a gostar de si mesma. 
“Antes achava que por ser deficiente visual eu estava condenada a viver sozinha enfiada dentro de casa e ai a entidade me mostrou que não, que mesmo com as nossas limitações impostas pela deficiência podemos ser felizes igual a todo mundo. Não tenho mais vergonha da minha deficiência”, disse.
Com muita força de vontade, Andréa superou seus medos e preconceitos, voltou a estudar e no último dia 8 conquistou seu diploma ao colar grau como formanda do curso de Psicologia da FEF – Fundação Educacional de Fernandópolis. 
“Conquistar um diploma pode parecer uma simples conquista, mas quando esta vem acompanhada de superação de uma deficiência visual, é como renascer para um novo mundo. Hoje, consegui através do excepcional trabalho realizado pela ADVF, a qual me apoiou e incentivou em todos os momentos, me fazendo capaz de superar todas as barreiras, acreditando na minha capacidade. Gratidão é a palavra de ordem em relação a ADVF”, agradeceu em um post em seu Facebook. 
Com diploma na mão, a fernandopolense vai em busca de realizar mais um sonho: trabalhar em sua área. “Antes não acreditava que um deficiente visual poderia utilizar um computador, hoje, graças a ADVF, sei que podemos ser e fazer o que quisermos. A ADVF representa o meu renascimento para a vida”, concluiu. 

VEJA TAMBÉM

teste

ga('send', 'pageview');