Com salário de professores atrasado, ADVF realiza hoje bazar beneficente

CADERNO VIVA - 18:50:49
Com salário de professores atrasado, ADVF realiza hoje bazar beneficente

“Nós da ADVF – Associação dos Deficientes Visuais de Fernandópolis – vivemos numa luta constante para continuar atendendo nossos usuários com qualidade. Por isso precisamos realizar promoções para manter a entidade de portas abertas. Nossa despesa mensal gira em torno de R$ 5 mil”. A fala, em tom de apelo, é da assistente social da entidade Nalva Oliveira, durante entrevista à Rádio Difusora para divulgar o Bazar Beneficente que a ADVF realiza neste sábado no Centro Comunitário do Jardim Ipanema, das 9 às 13 horas.

O bazar é mais um dos tantos eventos que entidades de Fernandópolis realizam para sobreviver. Neste caso, a ADVF vai estar vendendo produtos que arrecadou da população e de empresários da cidade. “São roupas, calçados, móveis, utensílios, brinquedos, com boa qualidade que ainda possam ser usados. A renda é para manter os projetos da entidade que atende 45 usuários de Fernandópolis e mais seis da região”, contou Nalva.
A ADVF é a única entidade da região que presta esse atendimento a deficientes visuais, deficiente físico, com múltiplas deficiência e com deficiência intelectual leve. Esse atendimento foi ampliado a partir de 2014, com a mudança de estatuto da entidade. A ADVF ainda não recebe repasse de prefeituras da região, mas com o apoio dos prefeitos a entidade tenta se recadastrar em programa sócio assistencial do Estado para garantir maior repasse de recursos, para poder pagar salário dos professores que está atrasado. “Oferecemos um atendimento especializado que as prefeituras não oferecem e por isso precisamos contar com mais apoio”, reforça a assistente social. “Não podemos e não vamos fechar. Vamos continuar lutando pela ADVF”, garantiu Nalva. 
VITÓRIAS
A entidade ainda comemora as duas vitórias alcançadas este ano, com a formatura de Andreia Cristina Ruiz no curso de Psicologia da FEF e de Gustavo Mafra, filho da saudosa Célia Fontes Mafra, que fundou a entidade por causa do filho deficiente visual. Gustavo se formou em História pela FEF. “Estamos tentando colocar dois novos usuários da ADVF com bolsas de estudo pela FEF. Esperamos ser bem sucedidos para dar a eles a oportunidade que outros já tiveram”, disse Nalva. 

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