Com menos funcionários, reclamações contra os Correios disparam

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Com menos funcionários, reclamações contra os Correios disparam

Os fernandopolenses estão cada vez mais insatisfeitos com os Correios. Desde o início do ano, as reclamações aumentaram contra os atrasos nas entregas. A empresa que chegou a ser modelo de pontualidade, agora tem entregue encomendas e correspondência com muito atraso. 
Moradores do Conjunto Habitacional São Francisco em Fernandópolis, por exemplo, dizem que não recebem boletos para pagamento das prestações. Empresas e moradores acusam atraso de boletos, faturas de cartões e encomendas.
A prefeitura de Fernandópolis sofreu também com os Correios para a entrega dos carnês do IPTU. O problema só foi amenizado por que os Correios requisitaram funcionários de outras praças para auxiliar na entrega em Fernandópolis, realizando mutirão que se estendeu por um fim de semana. 
Uma das explicações mais óbvias para os problemas dos Correios é a falta de funcionários. A empresa não realiza concurso para contratação de funcionários desde 2011. Soma-se a isso o fato de os Correios terem aberto diversos programas de demissão voluntária no ano passado numa tentativa de reduzir custos.
O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo, Grande São Paulo e de Sorocaba (Sintect-SP) avalia que há um déficit de 4.000 carteiros só na capital paulista. O problema se estende para os Centros de Distribuição. Na região esse déficit é superior 100 servidores.
No fim de janeiro, os Correios extinguiram a função de operador de triagem, que tem cerca de 7.000 cargos no país, o que deve agravar ainda o problema. “Vai tirar carteiro da rua e jogar na área de triagem de mercadorias”, avalia Melo.
Quem faz negócios e depende dos Correios para que as entregas sejam realizadas também sofre com o problema de atraso na entrega de mercadorias. 
Vivendo sua pior crise, os Correios acumulam déficits e já se questiona por sua privatização. O governo e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, no qual a estatal é vinculada, diz que não nenhuma iniciativa para privatização dos Correios.

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