Com menos funcionários, reclamações contra os Correios disparam

ARTIGOS - 18:25:01

Os fernandopolenses estão cada vez mais insatisfeitos com os Correios. Já há alguns anos, a insatisfação decorre do fato da Empresa não adotar o CEP – Código de Endereçamento Postal – por logradouros. Em pleno 2018, Fernandópolis, continua sendo uma cidade de CEP único.

Some-se a esta, outra insatisfação. Desde o início do ano, as reclamações aumentaram contra os atrasos nas entregas. A empresa que chegou a ser modelo de pontualidade, agora tem entregue encomendas e correspondência com muito atraso. 
Moradores do Conjunto Habitacional São Francisco em Fernandópolis, por exemplo, dizem que não recebem boletos para pagamento das prestações. Empresas e moradores acusam atraso de boletos, faturas de cartões e encomendas.
A prefeitura de Fernandópolis sofreu também com os Correios para a entrega dos carnês do IPTU. O problema só foi amenizado por que os Correios requisitaram funcionários de outras praças para auxiliar na entrega em Fernandópolis, realizando mutirão que se estendeu por um fim de semana. 
Uma das explicações mais óbvias para os problemas dos Correios é a falta de funcionários. A empresa não realiza concurso para contratação de funcionários desde 2011. Soma-se a isso o fato de os Correios terem aberto diversos programas de demissão voluntária no ano passado numa tentativa de reduzir custos.
Quem faz negócios e depende dos Correios para que as entregas sejam realizadas também sofre com o problema de atraso na entrega de mercadorias. 
Vivendo sua pior crise, os Correios acumulam déficits e já se questiona por sua privatização. O governo e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, no qual a estatal é vinculada, diz que não há nenhuma iniciativa para privatização dos Correios.

Bate pronto

  A Câmara de Fernandópolis está desenvolvendo um esforço concentrado para limpar as gavetas. As primeiras sessões ordinárias do ano comprovam isso. Na terça-feira, por exemplo, os vereadores aprovaram uma batelada de 16 projetos, um dos quais, o polêmico projeto de alteração do Estatuto do Servidor tornando mais rígida a concessão da licença prêmio. Esse projeto dormitava no Palácio 22 de Maio desde meados do ano passado. A julgar pela celeridade dos trabalhos neste início de temporada, logo não teremos projetos esquecidos nas gavetas. Aliás, a próxima sessão será na terça-feira, 6. 

  Fernandópolis tem alguns projetos que, entra prefeito, sai prefeita,  não sai do lugar. Entram para o rol das coisas inexplicáveis. Vide o caso da Avenida Teotônio Vilela, a antiga estrada que ligava Brasilândia a Expô. O buraco no lugar em que deveria existir uma ponte impede que o trecho inicial da estrada seja concluído. Outro exemplo: a Rua Pernambuco, entre o Distrito Industrial e Jardim Redentor, que virou caminho obrigatório para os moradores do São Francisco. Ninguém dá jeito. Aliás na última sessão da Câmara, o vereador Salvador Castro apresentou mais um requerimento cobrando explicações do Executivo. Nos dois casos, a questão é de mobilidade urbana.


  A Secretaria Estadual de Segurança Pública do Estado divulgou os números da violência no Estado em janeiro. Fernandópolis inicia o ano mantendo a tendência de redução dos casos de violência. A cidade registrou queda pela metade das ocorrências de furtos. Foram 41 registros em janeiro deste ano contra 78 em janeiro de 2017. A maior queda foi no furto de veículos, caiu de 18 no ano passado para apenas um caso este ano. Houve aumento de acidentes no trânsito, passou de 27 no ano passado para 37 em janeiro deste ano, com um registro de morte.

  O novo diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, tomou posse nesta sexta-feira (2) em uma cerimônia no Ministério da Justiça, em Brasília. Galloro, que até então era o secretário nacional de Segurança Pública, assume no lugar de Fernando Segovia, demitido após desgaste no governo provocado por declarações que causaram polêmica. Galloro, que nasceu em Votuporanga, é apontado dentro da corporação como um profissional cauteloso e discreto, investigador de perfil bastante diferente do seu antecessor, Fernando Segovia.

  A semana que marcou o fim do mês de fevereiro e início de março foi de tirar o sono do prefeito André Pessuto. São Pedro não economizou no aguaceiro. De sábado, 24, até ontem, 2 de março, o acumulado de chuva, registrado pela estação do Ciiagro em Fernandópolis, localizada na Universidade Brasil, registrou 165,4 mm. Só na terça-feira, a chuva registrada foi de 71,6 mm. Com tanta água, não precisa nem dizer sobre o estado da malha viária de Fernandópolis. 

Claudemir Cabreira

Claudemir Cabreira

Jornalista. 

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