“Não vamos deixar a represa secar”, diz secretária do Meio Ambiente

GERAL - 18:28:04
“Não vamos deixar a represa secar”, diz secretária do Meio Ambiente

Fernandopolenses que realizam caminhadas na Avenida Augusto Cavalin ou mesmo se utilizam da academia a céu aberto perceberam que a represa Beira Rio está agonizando. É visível o assoreamento que vai reduzindo o espelho d´água. O alerta chegou à página do prefeito André Pessuto na última semana. “Tem alguma coisa errada com a represa... está sumindo”.

Nesta semana, a secretária do Meio Ambiente, Estéfani Sugahara, em entrevista à Rádio Difusora reconheceu o problema, mas lembrou que o processo de assoreamento da represa vem desde a década de 70 e isso decorre da expansão urbana. O espelho d´água original já foi reduzido em pelo menos 70%.
Nesta última década, novos bairros foram lançados na região da Exposição e a chuva se encarrega de levar para o leito da represa grande quantidade de sedimento. É visível esse processo nos últimos meses, com a chuvarada. O banco de areia se forma ao fundo da represa e a água se mantém barrenta. 
Sugahara diz que há estudos para obras de contenção, desassoreamento e revitalização do entorno da represa, para que aquele espaço, se transforme em área de lazer para a população. “A intervenção não é apenas para a reparação, mas para prevenção, evitando que o problema se repita no futuro”, diz. 
A Secretaria do Meio Ambiente faz o monitoramento da represa. “Não é do nosso interesse deixar a represa secar, de maneira nenhuma. Pelo contrário, vamos agir para que volte próximo do espelho d´água original”, adianta.
 Segundo Estéfani, os projetos para a área envolvem muitos milhões. “É uma obra de alto custo e dependemos de recursos externos. Estamos desenvolvendo ações para levantar esses recursos em fundos do meio ambiente. Esperamos ter boas notícias em breve”, acrescenta.
Enquanto a preocupação é não deixar a represa Rio Rio secar, já estão sendo iniciadas ações para construção de lagos no trecho entre as Avenidas Augusto Cavalin e Teotônio Vilela. O secretário de Obras Arthur Höppner recentemente chegou a dizer que as obras estavam sendo iniciadas e que isso também ajudaria na solução do problema da Avenida Teotônio Vilela que há anos se encontra interditada por conta da destruição da ponte.
Estéfani Sugahara confirmou a ação e lembrou que esse projeto é uma PPP – Parceria Público Privada  - e que vai resultar numa área de lazer para a população.

VEJA TAMBÉM

teste

ga('send', 'pageview');