Após polêmica, projeto para reduzir salário de vereadores segue engavetado

POLÍTICA - 17:49:01
Após polêmica, projeto para reduzir salário de vereadores segue engavetado

Passada toda a polêmica que envolveu o aumento do salário do prefeito e vice (já revogado) e do IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano -, a Câmara Municipal de Fernandópolis já não demonstra a mesma ânsia que no começo do ano para baixar o salário dos vereadores. 

Para recordar, foi protocolado no dia 12 de janeiro um projeto de autoria do vereador João Pedro Siqueira (PTB) que visava à redução dos subsídios dos vereadores fernandopolenses para três salários mínimos. 
Em meio ao turbilhão de críticas que cercava o Legislativo fernandopolense à época, em virtude das matérias já mencionadas, rejeitar a iniciativa traria ainda mais desgaste. Então, nove dos 13 vereadores decidiram ir além e apresentaram uma ementa reduzindo ainda mais: apenas um salário mínimo. 
A emenda foi proposta por Salvador de Castro (PDT) e assinada por oito de seus colegas – Étore Baroni (PSDB), Murilo Jacob (PR), Julio Zarola (PR), Tonho Pintor (PSC), Mileno Tonissi (PR), Gilberto Vian (DEM) e Janaina Alves (PSD) e Ademir de Almeida (PSD). João Pedro queria reduzir dos atuais R$ 6.306,83 para R$ 2.862,00. Já os demais queriam, em tese, apenas R$ 974. 
“A população enxerga o vereador como uma fonte inesgotável de pedidos, de ajuda, então se você ganhar três, dois ou um é a mesma coisa, porque com um aí não tem como doar nada, pois vai doar o que. Eu, por exemplo, tenho como provar que grande parte do meu salário é para ajudar algumas entidades, alguns pedidos de famílias, pessoas que realmente necessitam e que a gente não divulga, mas todos sabem. Então eu disse que já que eles querem baixar o salário, então coloca já um salário mínimo, que todo mundo já sabe que é isso e boa. Aqueles que se predispõe a trabalhar pela cidade, que vá trabalhar e a vida segue”, disse Salvador em entrevista à rádio Difusora na época. 
As nove assinaturas na emenda, também em tese, já garantiriam sua aprovação por maioria simples em uma possível votação na Casa. Acontece que, baixada a poeira, do começo do ano, ninguém mais toca no assunto e o projeto, mesmo após ser lido em sessão, segue engavetado. 
Situação semelhante aconteceu na legislatura passada. À luz da repercussão negativa dos projetos intitulados como “Trem da Alegria”, o então vereador Rogério Chamel (PSC) apresentou projeto com o mesmo objetivo, mas ele acabou sendo retirado de pauta antes mesmo de entrar em votação. 
Desta vez, no entanto, a emenda ainda não foi retirada e nem será, garante Salvador. Ao ser procurado por CIDADÃO, ele disse que segue firme com sua proposta e que aguarda apenas o presidente da Casa, Étore Baroni, colocar a propositura em votação. 
“Desde o começo eu sempre disse que respeitaria a vontade da maioria. Se a maioria entender que um salário não é viável, então que rejeitem a emenda, mas para isso o presidente tem que colocar o projeto em votação, mesmo que alguns tenham mudado de ideia e agora estejam com medo”, disse Salvador. 
Se aprovado, o novo salário, seja de três ou um salário mínimo, valerá apenas para o próximo mandato a partir de 1º de janeiro de 2021.

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