Após sete meses, vereadores criticam atraso da Área Azul

GERAL - 08:34:09
Após sete meses, vereadores criticam  atraso da Área Azul

Quando suspendeu a exploração da Área Azul no centro da cidade em setembro de 2017, a prefeitura trabalhava com a expectativa de que um novo e moderno sistema de estacionamento rotativo estaria funcionando para as festas de fim de ano. Havia até a promessa de que, em caso de eventual atraso, um plano B seria colocado em prática para evitar o caos no final do ano.

Nem uma coisa, nem outra. Desde setembro, o fernandopolense passou a conviver com o caos no centro. Estacionar virou uma loteria. Foram vários os comerciantes que protestaram contra “a bagunça” que se instalou no centro. Mais recentemente, a Acif – Associação Comercial e Industrial de Fernandópolis - chegou a lançar campanha para que os comerciantes e comerciários não estacionassem no centro para deixar as vagas para os consumidores.
O problema está na concorrência que à véspera de abertura das propostas em janeiro foi suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado atendendo impugnação proposta por uma das empresas interessadas no negócio. De janeiro até agora, nenhuma novidade no caso. A prefeitura não lançou novo edital.
Após sete meses, sem que a prometida nova Área Azul esteja operando, os vereadores resolveram cobrar o Executivo. Os diversos vereadores que passaram pela Tribuna na última sessão, cobraram agilidade da assessoria do prefeito para abrir a nova concorrência e resolver de vez o problema. 
“Como faz falta a Área Azul”, “Está impossível andar e estacionar no centro da cidade”, “Vereador não inventa, o problema existe, a população está cobrando”, “O prefeito tem assessoria para dar respaldo a ele e agilizar a solução”, foram algumas das frases que ecoaram da tribuna. Os vereadores chegaram até mesmo questionar os sucessivos problemas em concorrências da prefeitura. Não é a primeira barrada pelo TCE.
O presidente da Câmara Étore Baroni endossou as cobranças e resgatou um assunto antigo, o de criar um estacionamento na praça da Matriz para ampliar a oferta de vagas no centro da cidade. 
Segundo o vereador, se tirar aqueles canteiros dá para abrir mais de 200 vagas de estacionamento.  Segundo Baroni, agora com a troca do Bispo de Jales e a chegada de novo padre na Matriz, é hora de retomar essa discussão. A praça da Igreja Matriz pertence a Diocese de Jales e qualquer intervenção no local é preciso ser acordada entre o Município e a Igreja. “Temos certeza que agora podemos chegar a um acordo que vai ser bom para a Igreja e para o Município”, disse Baroni. 
Na lateral da Igreja pela Rua São Paulo uma parte da praça já foi transformada em estacionamento e as vagas são ocupadas por empresários que pagam uma espécie de “aluguel” mensal para ter a vaga. 
A praça da Matriz está totalmente deteriorada. Ela foi construída no final da década de 60 na gestão do prefeito Percy Waldir Semeghini. Outrora cartão postal, a praça hoje é motivo de reclamação da população.

VEJA TAMBÉM

teste

ga('send', 'pageview');