Sindicato convoca assembleia para debater greve dos servidores municipais

POLÍTICA - 19:10:18
Sindicato convoca assembleia para debater greve dos servidores municipais

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Fernandópolis, Claudinei Antônio Senha publicou hoje, 5, edital de convocação para uma assembleia geral, cuja finalidade principal é debater a possibilidade de greve em todos os setores da administração municipal. A reunião sindical será realizada no próximo dia 15, no Palácio 22 de Maio Prefeito Edson Rolim, a partir das 16h30. 

Segundo Senha, a assembleia foi convocada após mais uma rodada de negociações fracassada com atual gestão, que teria novamente se negado a conceder o reajuste inflacionário aos servidores. 
“Em janeiro, quando debatemos o reajuste, o prefeito disse que não tinha condições de o conceder em virtude do percentual da folha de pagamento, que já tinha ultrapassado o limite prudencial. Na ocasião ele apresentou como compensação o ‘vale-alimentação’, com a promessa de demitir servidores comissionados e voltar a discutir a questão após o primeiro trimestre. Acontece que ele não demitiu ninguém e agora quando fomos cobrar o reajuste, mais uma vez disseram que não podem dar”, explicou o sindicalista. 
Com a negativa, Senha então decidiu convocar a assembleia, para que toda a classe possa debater quais medidas deverão ser adotadas, dentre elas, a greve geral. 
“Nós aceitamos o ‘vale-alimentação’ na ocasião sob a condição de abrir uma nova rodada de negociação, acreditando na promessa que o prefeito fez de cortar na própria carne. Como não tivemos êxito colocaremos na mesa tudo o que pode ser feito, inclusive a greve. Quem decidirá sobre a paralisação ou não é a própria classe”, completou 
Ainda segundo Claudinei, é importante lembrar que o ‘vale-alimentação’ não foi incorporado ao salário, podendo ser cortado a qualquer momento, além de não contemplar os servidores aposentados, que estão sem reajuste algum, e não servir para fins previdenciários. 
VITÓRIA 
 Apesar da derrota nas negociações, pelo menos temporariamente, na mesma assembleia também será anunciada uma vitória do Sindicato, na esfera judicial, que deve custar caro aos cofres da Prefeitura. 
Trata-se de uma ação ordinária movida pelo Sindicato objetivando o recálculo das horas extras de todos os servidores públicos municipais pelo fator 200 e não 220 como é feito atualmente. 
Em síntese, a Prefeitura vem, ao longo dos anos, calculando as horas extras dos servidores pela mesma base de cálculo de trabalhadores comuns. Acontece que os funcionários públicos de Fernandópolis são contratados para trabalhar 40 horas semanais e não 44 como os trabalhadores da iniciativa privada. 
Para exemplificar, tomando como base um salário médio da Prefeitura, que é de R$ 2.000,00 e dividindo pela jornada mensal de 220 horas – como a Prefeitura fazia -, chega-se ao valor de R$ 9,08 por hora trabalhada acrescida de 50% chega-se ao montante de R$ 13, 62 por hora extra, enquanto aplicando-se o fator 200, que é o correto de acordo com a justiça, o salário-hora seria de R$10 mais 50%, cada hora renderia R$ 15 a este servidor. 
Essa diferença, que chega a 11% por hora extra trabalhada, acrescida de correção monetária e juros de mora poderá ser cobrada de forma individual por todos os servidores públicos municipais que fizeram hora extra nos últimos oito anos.  
“Com a decisão, a Prefeitura já está obrigada a calcular a hora extra da forma correta. O próximo passo agora é comunicar todos os servidores sobre essa decisão, o que também será feito durante a assembleia no dia 15, para que eles procurem o Sindicado para entrarmos com uma ação de cobrança de forma individualizada contra a Prefeitura. Todos os servidores que fizeram hora extra nos últimos oito anos terão um bom dinheiro para receber”, esclareceu o advogado do Sindicato José Alberto dos Santos.

VEJA TAMBÉM

teste

ga('send', 'pageview');