Surto de dengue, chikungunya e zika ainda ameaça Fernandópolis

GERAL - 18:26:55
Surto de dengue, chikungunya e zika ainda ameaça Fernandópolis

O MS - Ministério da Saúde - divulgou esta semana que 1.153 municípios brasileiros apresentaram um alto índice de infestação do mosquito Aedes aegypti, com risco de surto para dengue, zika e chikungunya. Entre eles, está Fernandópolis onde o levantamento que classifica o risco de aumento das doenças causadas pelo Aedes aegypti apresentou índice de 5,5%.
Segundo o MS, o Levantamento Rápido de Índices por Aedes aegypti (LIRAa), é um instrumento fundamental para o controle do vetor e das doenças dengue, zika e chikungunya. A metodologia permite identificar onde estão concentrados os focos do mosquito em cada município, além de revelar quais os principais tipos de criadouros predominantes. Os resultados reforçam a necessidade de intensificar imediatamente as ações de prevenção durante o outono e inverno contra a dengue, zika e chikungunya, em especial nas cidades em risco e em alerta.
O LIRAa é classificado em satisfatório (verde), quando menos de 1% dos imóveis tem infestação de Aedes; em situação de alerta (amarelo), entre 1% e 3,9%; e, em situação de risco, quando mais de 4% dos imóveis têm infestação.
Aline Furlan, enfermeira da Vigilância Epidemiológica em Fernandópolis, explica que esses números divulgados pelo Ministério da Saúde são referente a janeiro e que geralmente o LIRAa é menor que o Índice de Breteau. 
O LIRAa leva em conta o índice de infestação predial, enquanto o Breteau considera os recipientes com larvas. “Se entro num imóvel e encontro cinco recipientes com larvas, o LIRAa conta apenas o imóvel. No índice de Breteau nós contamos todos os recipientes com larvas. Por isso, geralmente o IB é maior”, explica Aline.
Em janeiro, segundo ela, Fernandópolis tinha IB de 6,6 e hoje baixou para 3,4, índice ainda considerado alto. Ela estima que o LIRAa esteja hoje em torno de 2%. “Mas, ainda é uma situação preocupante e que exige que todos estejam em alerta para eliminar os focos criadouros do Aedes”, diz. 
Esta semana a Secretaria Municipal de Saúde divulgou nota para confirmar que Fernandópolis registrou até o mês de maio 33 casos de dengue. Outros 46 exames tiveram resultado negativo e há ainda 16 pessoas aguardando resultado das análises laboratoriais. Em relação a zika vírus foram registradas duas notificações, todas descartadas. No caso da Chikungunya, o município teve 11 notificações, com dois casos positivos, seis descartados e três pendentes.
Mesmo com números de casos positivos considerados baixos, Aline diz que a população precisa manter os cuidados de eliminar criadouros para evitar a doença.
A Secretaria Municipal de Saúde, com os agentes de vetores, realiza um trabalho intenso de prevenção, com visitas às casas e orientações aos moradores, mas a colaboração da sociedade é fundamental para evitar a doença.
O Ministério da Saúde aponta  que, além de Fernandópolis, as cidades de Santa Fé, Mirassol. Catanduva, Rio Preto, Ouroeste estão também sob risco de surto das doenças transmitidas pelo Aedes. Jales, Votuporanga e Estrela d´Oeste aparecem em situação de alerta.
 

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