Após rompimento de PPP, Grupo Arakaki e Prefeitura optam pelo silêncio

POLÍTICA - 18:59:40
Após rompimento de PPP, Grupo Arakaki e Prefeitura optam pelo silêncio

Tanto a Prefeitura, quanto o Grupo Arakaki optaram pelo silêncio em relação ao rompimento da PPP – Parceria Público Privada – que culminaria na construção de uma represa interligando as avenidas Augusto Cavalin e Teotônio Vilela. A obra estava orçada em pouco mais de R$ 1 milhão e resolveria de uma vez por todas um problema de mais de 50 anos. 

Para recordar, a Câmara municipal de Fernandópolis aprovou no dia 10 de abril, em regime de urgência, um projeto que autorizava o município a extinguir créditos tributários da sociedade empresária Imobiliária Boa Sorte Ltda., que pertence ao Grupo Arakaki, por meio de dação em pagamento.
 Como dias antes todos os vereadores participaram de uma reunião com o diretor do Grupo, Luizinho Arakaki, o projeto foi pouco debatido e recebeu apenas uma emenda modificativa proposta pelo vereador João Pedro Siqueira, que tinha como objetivo garantir por meio de avaliação técnica de empresa especializada se a compensação foi nos termos propostos e estabelecer prazo de cinco anos de garantia para a obra.
Com a aprovação por unanimidade na Câmara, o Grupo Arakaki, que irá lançar o loteamento Boa Sorte na área compreendida entre o recinto da Exposição até o condomínio Sol Nascente, da Avenida Augusto Cavalin até a Avenida Teotônio Vilela, teria extinto um crédito tributário de cerca de R$ 1 milhão com o município. Em contrapartida, o grupo arcaria com as obras para construção de uma represa e parque ecológico chamado de “Aldeia”, que se transformaria em uma das maiores áreas de lazer da cidade e urbanizaria toda aquela região da cidade.
Com a obra, a prefeitura também poderia, enfim, resolver o problema da Avenida Teotônio Vilela que há anos está interditada, por conta da destruição de ponte. Sem essa parceria, a prefeitura teria que investir mais de R$ 2 milhões para construir uma nova ponte. Com o represamento do Córrego da Aldeia, a obra de reconstrução na avenida ficaria em torno de R$ 150 mil e poderia ser feita com tubulões. 
DESISTÊNCIA 
Tudo parecia caminhar de uma forma que seria bom para os dois lados, porém, na sessão de terça-feira, 12, veio a informação de que o grupo teria desistido da parceria. 
A notícia foi dada pelo vereador João Pedro Siqueira (PTB). Segundo ele, o empresário Luisinho Arakaki o convidou para uma reunião e explicou os motivos que levaram o grupo a desistir da obra. 
“Hoje recebi um telefonema do empresário Luisinho Arakaki querendo falar comigo sobre o projeto de lei que foi aprovado no mês passado com relação ao represamento no loteamento Boa Sorte, do Grupo Arakaki. Nós aprovamos uma dação em pagamento de tributos, mas ele se reuniu comigo hoje dizendo que não irá mais fazer a obra. Ele disse que o momento não é financeiramente oportuno para a empresa, aí eu falo, se está ruim para o Arakaki, imagina para nós”, disse João Pedro. 
DESAGRAVO 
A manifestação contrária do grupo após tudo ter sido acordado e aprovado às pressas para atender todas as necessidades da parceria, gerou desagravo dentro da própria Câmara. Salvador de Castro (PDT) foi o primeiro a apartear João Pedro. 
“Uma das perguntas que faria é qual o motivo do não cumprimento do acordo que ele fez aqui perante a maioria dos vereadores e eu até admiro isso, pois o Grupo Arakaki é composto por pessoas que costumam honrar seus compromissos. No dia em que o Luizinho se reuniu aqui com a gente, ele disse que tinha até pressa e agora vem com essa”, disse o vereador. 
Ademir de Almeida também se manifestou e exigiu que a Prefeitura tome medidas enérgicas em relação aos tributos do Grupo. 
“Sabe o que eu acho interessante? Eles vêm, fazem reunião com os vereadores colocam na mesa tudo que precisam, a gente para ajudar, concorda e depois eles mudam tudo. Agora quero ver como que vai ficar a Prefeitura com os tributos deles. Agora tem que entrar com ação, tem que cobrar. Aliás, a Câmara tem sido muito boazinha ultimamente”, completou Ademir de Almeida. 
Já Baroni disse que há algo a mais por traz dessa desistência e que irá descobrir o que é. “Essa história está mal contada. Tem algum empecilho que ocorreu nesse período. Conheço o Grupo Arakaki em termos de compromisso eles não precisam de nada assinado, são pessoas de palavra. Deve ter acontecido alguma coisa muito grave, mas muito grave mesmo para haver esse recuo”, completou o presidente da Casa, Étore Baroni.  
 SILÊNCIO 
CIDADÃO tentou contato com o Grupo Arakaki, mas ninguém da diretoria nos atendeu ou retornou as ligações. Já a Prefeitura disse, em nota, que não irá se pronunciar sobre o caso.

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