Quando a limitação se transforma em superação e orgulho

CADERNO VIVA - 18:08:10
Quando a limitação se transforma em superação e orgulho

Fernandópolis fez história este ano nos Jogos Regionais. Em uma disputa entre 49 municípios, a cidade conquistou a sexta colocação, ficando atrás apenas de Rio Preto, Votuporanga, Araçatuba, Catanduva e Birigui. Não obstante o excelente resultado de toda delegação fernandopolense, uma parte dela em especial despertou ainda mais atenção e nos encheu de orgulho. 

Trata-se da equipe ACD – Atletas com Deficiência – que sozinha foi responsável por trazer 12 medalhas para Fernandópolis, sendo 11 de ouro e uma de prata. E foi por conta deste protagonismo que CIDADÃO decidiu iniciar uma série de reportagens para contar a história desses atletas. 
E para começar a série, convidamos Jaime Antonio Ferreira da Silva. Ele conquistou quatro medalhas de ouro (100, 200 e 400 metros rasos no atletismo e outra nos 100 metros costas na natação), além de uma de prata (100 metros nado livre). 
Jaime vem de família humilde e cresceu na roça ao lado da família. Aos 8 meses de idade foi acometido pela Paralisia Infantil (Poliominite) o que o levou a perder a mobilidade de seu braço e da sua perna esquerda. 
Isso acabou atrasando seu desenvolvimento, mas não lhe tirou a vontade de viver e de vencer na vida. “Ainda muito novo comecei a trabalhar na roça, mas como tinha muita dificuldade sempre acabava ficando para traz e ouvindo os outros rindo de mim. Decidi então que não queria isso para mim”, contou Jaime. 
E foi andando de bicicleta que ele descobriu uma forma de iniciar sua caminhada rumo à superação. “Comecei a andar de bicicleta, molecão mesmo, e então senti que quanto mais eu pedalava, mais minha perna ia destravando. Então nunca mais parei. Aos poucos fui ganhando mobilidade e me desenvolvendo. Hoje ainda tenho minhas limitações, mas não deixo que elas me vençam”, completou o atleta. 
Mas ao contrário do que se pode imaginar, não foi pelo ciclismo que ele se apaixonou, mas sim pela corrida de rua. Ele começou devagar, correndo 200 metros e caminhando 200. Agora, seu treinamento diário é de quatro quilômetros ininterruptos de corrida, o que lhe gabaritou para as provas dos jogos regionais e até para a São Silvestre. 
“Amo correr. Não me vejo parado e nem quero. As vezes desanima, principalmente pela falta de recursos já que é muito difícil conseguir qualquer tipo de patrocínio, mas quando estou correndo esqueço das dificuldades e isso me motiva ainda mais”, concluiu. 
Para disputar os Jogos Regionais, Jaime lembra que recebeu o apoio da Secretaria Municipal de Esportes, do prefeito André Pessuto e da Poly Sport.

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