Meu pai, o “pailhaço”

CADERNO VIVA - 19:26:33
Meu pai, o “pailhaço”

Pensa numa menina que tem em casa um palhaço só seu para brincar e fazer estripulias. Essa é a Marina, de 4 anos, filha de um palhaço de carteirinha, Rafael Guerra de Aquino. Ele, todos conhecem, é idealizador e coordenador geral do EuRiso e do Palhaços de Plantão, montou a companhia Mirabolante Cia., ainda participa dos Irmãos Silva (um grupo de malabaristas) e da Lunática Trupe.

Ela, a Marina, veio ao mundo no ano de 2014, ano da primeira edição do EuRiso – O Festival Internacional de Palhaços de Fernandópolis. Na edição deste ano, vestida de bailarina, aos 4 anos, Marina subiu ao palco e roubou a cena. “Ela ficou gigante e eu, uma formiguinha”, conta o pai que se intitula de “pailhaço”, junção de pai e palhaço. 
Orgulhoso, Rafael relembra a cena no circo da praça. “Foi incrível e ela arrasou. Era uma pontinha na apresentação do lenço mágico que colocaria na bolsa e este cairia no chão. Ela teria apenas que apontar o dedo e, em vez disso, caiu na gargalhada e levou a plateia junto. Foi demais”, conta o radiante pai. Outra imagem que Rafael guarda é da participação de Marina na Palhaceata. De mãos dadas ou em seu ombro, ela curtiu o evento.
A Marina vai seguir os passos do pai na arte palhacesca? “Olha, procuro ter uma relação muito natural neste aspecto e ela é quem vai decidir se quer ou não”, responde. Mas quem já viu um vídeo que circula nas redes sociais em que pai e filha protagonizam a brincadeira do nada, não tem dúvida disso. 
Embora não tenha convivido com o pai Armando Pereira de Aquino, que morreu, vítima de um enfarte fulminante quando ainda era ainda um bebê de pouco mais de um ano, Rafael tem as fotos como lembrança e uma ponta que o pai fez em um filme de Mazaropi quando ainda era um menino de 13 anos. 
“A minha referência de pai é meu avô, João Lopes Guerra”, diz. Por isso sua filha traz no nome uma homenagem ao avô: Marina Guerra Jorge de Aquino. 
O pai de Marina já sabe que o presente do Dia dos Pais, vai chegar em setembro. A esposa Sandra Renata Jorge de Aquino está no último mês de gravidez. “O Lucas está chegando para completar a família”, diz. 
Sobre a arte que cultiva desde 1998, Rafael, o professor, definiu assim em recente entrevista ao CIDADÃO: “O palhaço me ensinou a ser mais humano, verdadeiro e a olhar para o outro. Vivo em constante aprendizagem e me traz uma enxurrada de reflexões que reverberam na minha vida profissional. Pra existir o trabalho tanto do palhaço quanto do professor, o mestre, é necessário um encontro de no mínimo duas pessoas, um encontro de ‘eus’. Produzimos humanidade o tempo todo”. 

VEJA TAMBÉM

teste

ga('send', 'pageview');