BASTIDORES

ARTIGOS - 08:39:58

QUANDO...

o prefeito Luiz Vilar, logo no início de seu governo em 2009, assinou e fez publicar o edital do famigerado “Decreto da Expo”, entregando a terceiros a exploração (e põe exploração nisso!) da maior festa fernandopolense, o advogado Alcides Silva (de saudosa memória) sentenciou: “Vilar vai ser processado, e pode ser condenado por isso”.

DOIS...

artigos do decreto chamaram a atenção do experiente advogado santafessulense: a entrega de um patrimônio público (recinto) à associação Cia. da Expo, presidida pelo vice-prefeito Paulo Biroli, com amplos poderes ao companheiro político para comandar a festa por quatro anos. ( Licitação? Ora, licitação, prestação de contas, pra quê?)

O PREFEITO...

e o presidente nomeado, fizeram da festa pública, um evento privado, com direito a mordomias - e grandes e caras recepções políticas. Como a Câmara não fiscalizou nada, Vilar avançou literalmente e invadiu terras de “apoiadores de campanha” - que fazem divisa com o recinto - para ampliação do estacionamento, alugado para exploração de terceiros, mediante “taxa”.

DIANTE...

de denúncias do Ministério Público, Vilar montou sua defesa, elencando argumentos que não convenceram ninguém. Como falsificou documentos e cometeu outras barbaridades, foi processado e condenado a 13 anos de detenção por falsidade ideológica e crime de responsabilidade.

AGORA...

“o trem pegou”. Na semana, a Justiça negou habeas corpus ao ex-prefeito e expediu mandado de prisão contra ele. Depois da divulgação da notícia, Vilar não mais foi visto em Fernandópolis. A população acompanha a via crucis dele, em sofridas quedas depois que encerrou o mandato, amargando, ainda o desprezo daqueles que se diziam seus amigos.

RICARDO...

Franco de Almeida, entrevistado na Coluna Observatório em 31-07-15, lembrou aos leitores: “Como assessor jurídico da Câmara, dei um parecer jurídico pela inconstitucionalidade daquele decreto, que colocava o vice como presidente da Exposição. Havia um impedimento legal tanto na Lei Orgânica do município, quanto nas normais legais. Eu não sou e nunca fui do grupo político do ex-prefeito Luiz Vilar, mas o que me entristece hoje, na minha idade, depois de ter passado tantas questões difíceis, de saúde, particular e na vida pública, ver a situação dele”.

“ONDE...

 estão os amigos do ex-prefeito? Onde está aquele grupo político que sempre o apoiou, onde estão as entidades que o apoiaram no passado, onde está a assessoria da própria prefeitura, do jurídico que não alertou o ex-prefeito de que algo havia sido feito erroneamente? Será que não houve nenhum assessor para apertar o botão vermelho para que o senhor Luiz soubesse que ele poderia desembocar na cadeia? Uma pessoa com setenta e poucos anos, quatro pontes de safena, várias passagens na presidência da Associação de Amigos, venerável mestre da loja Maçônica, apoiado pela sociedade mais rica de Fernandópolis, como está a consciência destes amigos?”

“O QUE...

 vejo hoje é um homem já pela própria idade andando pela calçada nas ruas de Fernandópolis com um semblante triste e uma ausência de anjos da terra, que hoje são demônios na vida dele, pois certamente ele deve sentar-se hoje e como um filme ficar lembrando daqueles que o bajularam no passado, que sugaram a Prefeitura de Fernandópolis, e que hoje sequer dão um telefonema para dizer que são amigos para o que der e vier; é igual um leproso, ninguém quer chegar perto. Queria que o ex-prefeito, nem que fosse particularmente, me contasse se sobrou alguém daqueles que o levaram a essa tragédia”.

 

 

 

 

Alencar Cesar scandiuzi

Alencar Cesar scandiuzi

Jornalista e Radiodifusor

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