BASTIDORES

ARTIGOS - 08:03:10

FERNANDÓPOLIS...
ao contrário das cidades vizinhas, vive inúmeras crises políticas que, ao final dos embates travados entre oposição e situação, quem acaba sempre perdendo é a cidade e, por conseqüência, a população.
ACREDITAVA-SE...
que, em sendo um ano de eleições para a escolha do (a) novo (a) ocupante do executivo e da nova câmara municipal, haveria, por parte dos atuais ocupantes de mandatos eletivos, uma preocupação maior em demonstrar que estão trabalhando para tirar nossa cidade do marasmo em que se encontra, para que, assim, pudessem disputar a reeleição com mais tranqüilidade e, acima de tudo, com a consciência tranqüila do dever cumprido.
LEDO...
engano! A mesmice de sempre está presente, ou seja, o ano começa com a aprovação, pela Câmara Municipal do requerimento subscrito por alguns munícipes, em que se requeria a abertura de uma Comissão Processante para, novamente, se confirmar se houve ou não superfaturamento na compra de gêneros alimentícios pela Prefeitura Municipal. (Ora, o competente perito Marcos Antônio Fontes, contratado pela Câmara, já disse que houve, sim, superfaturamento).
COLOCADO...
em votação, referido requerimento foi aprovado por 8 votos favoráveis e 5 contrários, vez que, o presidente do Legislativo votou, seguindo o regimento interno da Casa. Recomeça, agora, um novo e desgastante embate entre os dois poderes – Executivo e Legislativo, com uma única diferença: desta vez a Prefeita poderá, caso o relatório confirme o superfaturamento, e este, ser referendado pelo plenário (2/3= 9 votos), ser afastada do cargo, o que aliás, é o desejo de seus adversários políticos que sabem ser ela uma forte candidata a continuar governando a cidade, caso, é lógico, permaneçam os nomes que estão sendo ventilados como possíveis candidatos a prefeito.
O FATO...
é que, muito embora seja legal o requerimento votado e aprovado pela Câmara Municipal houve nítido conteúdo político, tendo em vista que o já mencionado pleito versa sobre os mesmos fatos que estão sendo apurados pelo Ministério Público da Comarca, em autos de Inquérito Civil Público, que, aliás, foi instaurado para este fim. (Dificilmente, a “oposição” conseguirá 9 votos, mantendo os 8 da aprovação do requerimento e conquistando  mais um. Na fase do “seca bagaço”, ou seja, na hora agá, como diz um veterano vereador, será preciso muita coragem e independência para guilhotinar a prefeita. E mais: se ela tiver um mínimo de habilidade política, será fácil manter os 5 votos para livrar-se da cassação).
ADEMAIS...
juntou-se ao Inquérito do Ministério Público, o relatório da CPI n. 01/2015 que, após longos sete meses de vários tropeços, inclusive, tendo os membros da CPI, sido afastados pelo Poder Judiciário devido a supostas irregularidades cometidas no desenrolar dos trabalhos da CPI, e que, só voltaram aos respectivos cargos provisoriamente, após recurso ao Tribunal de Justiça, já que o processo contra os membros continua e, somente com a decisão final, se poderá afirmar se esses membros agiram ou não dentro das normas constitucionais nas respectivas funções que desempenharam.
É DE...
conhecimento de todos que se encontram no Ministério Público para análise, mais de três mil folhas sobre a merenda escolar. Pergunta-se: por que a necessidade de novamente impactar a cidade com novos procedimentos aprovados pela Câmara sobre o mesmo fato? A resposta é simples: as eleições deste ano. É inconcebível que a cidade fique paralisada por dois anos seguidos, aguardando o desfecho desta malfadada briga política.
ERRA...
a Câmara Municipal em abarcar para si novamente esta CP, posto que, argumentos tinham os vereadores para rejeitarem o requerimento. Citando apenas um, entre tantos: a apuração já em andamento por um órgão eminentemente técnico, despido, portanto, do veneno chamado poder, ou seja, Ministério Público. Ou será que também paira desconfiança por parte de alguns grupos políticos da cidade em relação ao trabalho do Promotor? Se existem, devem ter a coragem de denunciar. Enfim, o que se ouve na cidade é que tais ações só servem para depreciar o nome de Fernandópolis regionalmente. Aguardemos o final desta trágica história de terror.

 

Alencar Cesar scandiuzi

Alencar Cesar scandiuzi

Jornalista e Radiodifusor

VEJA TAMBÉM

teste

ga('send', 'pageview');