Quando a limitação se transforma em superação e orgulho

CADERNO VIVA - 19:18:41
Quando a limitação se transforma em superação e orgulho

Fernandópolis fez história este ano nos Jogos Regionais. Em uma disputa entre 49 municípios, a cidade conquistou a sexta colocação, ficando atrás apenas de Rio Preto, Votuporanga, Araçatuba, Catanduva e Birigui. Não obstante o excelente resultado de toda delegação fernandopolense, uma parte dela em especial despertou ainda mais atenção e nos encheu de orgulho. 

Trata-se da equipe ACD – Atletas com Deficiência – que sozinha foi responsável por trazer 12 medalhas para Fernandópolis, sendo 11 de ouro e uma de prata. E foi por conta deste protagonismo que CIDADÃO decidiu iniciar uma série de reportagens para contar a história desses atletas. 
Para começar a série, convidamos Jaime Antonio Ferreira da Silva. Ele conquistou quatro medalhas de ouro (100, 200 e 400 metros rasos no atletismo e outra nos 100 metros costas na natação), além de uma de prata (100 metros nado livre) e encantou Fernandópolis com sua história de superação. 
Na semana passada foi a vez de Marcos Antonio de Freitas contar sua história. Ele foi responsável pela conquista de mais três medalhas de ouro por meio do atletismo (arremesso de peso, dardo e de disco), área que conheceu há menos de um ano, depois que sofreu um acidente de caminhão e foi parar em uma cadeira de rodas. 
Agora, dando sequência a nossa série de reportagens convidamos Daniel Beloti, que este ano participou de sua quinta edição dos Jogos Regionais. Ele foi o recordista de medalhas deste ano trazendo cinco ouros e uma prata para Fernandópolis.
Daniel era mecânico industrial e sofreu um acidente de moto, quando estava indo trabalhar. Além dos diversos ferimentos pelo corpo, ele teve que amputar uma das pernas. Jovem, à época com apenas 22 anos, ele se viu perdido e confessa que chegou a perder a vontade de viver.  
“Minha vida virou de ponta cabeça. Fiquei perdido, não tinha nem expectativas mais de vida e cheguei a comentar com minha mãe que não tinha mais vontade de viver. Mas felizmente o esporte entrou em minha vida e me transformou por completo”, contou o atleta. 
Ele começou pelo jiu jtsu, esporte que já havia praticado na infância até descobrir a natação, onde se especializou. “Na época tinha um fisioterapeuta aqui que era da seleção paraolímpica e ele lançou a ideia de montar uma equipe ACD em Fernandópolis. A iniciativa acabou não dando certo, pessoal não interessou, mas como eu fui, fiz a aula e gostei decidi continuar e me apaixonei”, disse Daniel. 
Ele então começou a participar de competições. Com muito treino vieram os bons resultados, sendo que desde 2015 ele se mantém no topo do pódio nas modalidades 50m, 100m e 400m nado livre dos Jogos Regionais. Este ano, no entanto, ele aceitou um novo desafio e encarou também o atletismo, conquistando mais duas medalhas de ouro (arremesso de peso e arremesso de dardo) e uma de prata (arremesso de disco). 
“O esporte transformou minha vida e hoje tenho orgulho de poder representar bem minha cidade”, concluiu Daniel. 
Daniel recebe uma bolsa da Prefeitura por meio do programa Bom de Escola, Bom de Esporte e tem o patrocínio da Academia Word Strong e o acompanhamento do nutricionista William Miyata. 

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