O milagre que salvou uma vida dedicada à Deus

CADERNO VIVA - 07:57:46
O milagre que salvou uma vida dedicada à Deus

No próximo dia 12 celebra-se o dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Em Fernandópolis a Paróquia Santa Rita de Cássia já preparou uma programação especial para comemorar a data ao lado de seus fiéis (veja quadro abaixo), e um deles terá um motivo a mais para celebrar e fortalecer a sua fé. 

Quem acompanha os trabalhos desenvolvidos pela Paróquia principalmente as promoções de eventos que visam a arrecadação de recursos para sua manutenção, conhece José Henrique Lucas de longa data. Há pelo menos 12 anos ele faz parte do CPA – Conselho Paroquial Administrativo – e, por sua postura um pouco mais desinibida, acabava sendo sempre escalado para a divulgação dos leilões, quermesses e almoços beneficentes realizados pela igreja, tanto nas missas quanto emissoras de rádio e jornais. 
Mas em 2017 a comunidade começou a sentir sua falta. Henrique não era mais o responsável pelas divulgações e só a família e os amigos mais próximos sabiam o motivo. Ele ficou entre a vida e a morte, sendo que sua fé foi preponderante para que a primeira alternativa vencesse. 
“Foi no dia 11 de março. Trabalhei normalmente, depois fui a missa com minha família, fomos comer alguma coisa e quando cheguei em casa estava com náuseas e uma dor de cabeça insuportável. Pensei que era algo do estômago, afinal tínhamos comido fritura, então tomei um remédio para dor de estomago e fui dormir. Não melhorei, passei o fim de semana ruim e na segunda decidi ir ao hospital, quando o médico constatou que eu tinha sofrido um derrame”, contou Henrique. 
Ele teve um aneurisma e o sangramento tomou conta da parte direita de seu cérebro. O médico então lhe deu duas alternativas: uma cirurgia – onde a cabeça dele seria aberta – ou uma técnica chamada embolização, que é bem menos invasiva e tem maior chance de sucesso. Foi quando, segundo Henrique, veio a primeira prova de que Deus estava com ele nessa batalha. 
“A gente acha que anjos são aquelas figuras mitológicas que usam asas. Não, (lágrimas) anjos são aquelas pessoas que Deus coloca na vida da gente quando mais precisamos. O Brás Peruchi ficou sabendo do que aconteceu e ligou para o doutor Fernando Felipe, que é de Fernandópolis e é chefe da equipe de neurologia lá do hospital Austa, em Rio Preto, e ele conseguiu uma vaga para mim na UTI do hospital e no dia seguinte eles fizeram o procedimento”, completou Henrique, emocionado. 
O procedimento de embolização se dá por meio de um cateter que, no caso de Henrique, foi inserido pela barriga e levado ao ponto exato no cérebro, onde foi feita a correção do sangramento. Porém, apesar do sucesso no procedimento, duas intercorrências novamente o deixaram entre a vida e a morte. Ele sofreu um AVC isquêmico e uma hidrocefalia, o que fez acumular água em sua cabeça. 
“Tiveram que fazer dois furos em minha cabeça e por meio de uma válvula drenaram a água de minha cabeça. Fiquei por mais de um mês em coma induzido, até que um dia o médico chegou em minha esposa e disse que ela tinha que se preparar, pois eu não iria acordar. Mas alguns dias depois eu acordei (lágrimas) fui para o quarto mas tive uma confusão mental muito grave e foi quando o apoio da minha família me ajudou ainda mais”, disse. 
Ele ainda ficou mais 20 dias internado e ouviu dos médicos que sua recuperação era algo fora dos padrões. 
“O aneurisma hemorrágico mata 75% das vítimas em menos de um mês. E os outros 25% ficam com sequelas neurológicas irreversíveis, salvo algumas raríssimas exceções e eu, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida e pela graça de Deus estou no meio dessas exceções”, exclamou. 
Ele então recebeu alta e foi para casa. Quando chegou, Deus já havia preparado outra surpresa. Seus amigos do CPA já haviam adaptado sua casa inteira para lhe receber, com rampas cadeiras de roda e de banho e preparado um quarto na parte de baixo da casa (ele morava em um sobrado). 
Por 10 meses ele teve que ficar em uma cadeira de rodas e só saia de casa em duas situações: ir aos retornos médicos e à missa, na igreja Aparecida. 
“Devo a minha cura à minha família e a Deus. Mais de 25% do meu cérebro não funciona, mas Deus é tão maravilhoso que a parte boa do meu cérebro absorveu as funções da parte que não funciona mais. Eu tive que reaprender muita coisa, inclusive a andar. Não sei se um dia vou voltar a andar normalmente ou correr, mas isso não importa, só o fato de meu raciocínio e minha memória estarem perfeitas não tem outra explicação, se não um milagre”, disse ele. 
Quando questionado sobre se tudo que aconteceu, por algum momento abalou a sua fé, Henrique foi categórico em dizer que não, pelo contrário, apenas a aumentou. 
“Sempre rezei o terço todos os dias e isso é motivo de chacota para alguns, mas não me importo. Quando acordo de madrugada por causa de algum medicamento aproveito para rezar. Nunca fui de fazer promessas ou intenções, isso na minha opinião soa como uma troca e o amor de mãe (Nossa Senhora) por seu filho é incondicional, não precisa de nada em troca e Ela me provou isso a ponto de eu estar aqui hoje contando tudo isso para você”, concluiu Henrique. 
Além de agradecer a Deus e a Nossa Senhora Aparecida, José Henrique também é grato a sua família (Telma, sua esposa e seus filhos Lucas e Larissa) e as pessoas que ele chama de anjos, no caso o Brás Peruchi, que conseguiu o encaixar no Austa, seu médico Fernando Felipe, Tati, sua fisioterapeuta, Luciana, Psicóloga, a Carmélia, fonoaudióloga e toda a equipe do CPA.  

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