Fernandópolis sai das urnas com abstenção recorde

ARTIGOS - 19:57:54

Fernandópolis foi um ponto fora da curva nas eleições do último domingo. A cidade registrou o maior índice de abstenção, ou seja, de ausência de eleitores das urnas. O índice fechou em 27,1%. Em números, 14.195 deixaram de comparecer às 146 seções eleitorais. 

A média nacional de abstenção ficou em 20%. Na região, os índices variaram em 13,21%, a mais baixa, em Indiaporã e 23,1% registrada em Rio Preto. Votuporanga e Jales ficaram no patamar de 24%. A capital São Paulo registrou 21%. 
A primeira explicação pode vir do grupo de eleitores que não tem obrigação de votar.   
Na faixa do voto facultativo, 16 e 17 anos e acima de 70 anos, temos 6,5 mil eleitores desobrigados de ir às urnas. Mas, isso não justifica o tamanho da abstenção, porque essa situação também é registrada pelas demais cidades.
Os especialistas apontam que a explicação está em um colégio eleitoral desatualizado, fato que não ocorre nos municípios em que a biometria já foi realizada. Essa teoria se consolida se olharmos a abstenção nos municípios da comarca, todos com cadastramento biométrico realizado. No processo, 4 mil eleitores tiveram títulos cancelados. O resultado foi uma abstenção baixa: Indiaporã e Pedranópolis (13%), Meridiano e Guarani (15%) e Macedônia e Ouroeste (17%).
Os mesários que trabalharam nas eleições no domingo em Fernandópolis constataram, por exemplo, cadastros ativos de pessoas que já morreram. Um exemplo está na seção de número 31 da Escola Cáfaro. O caderno de eleitores aptos ao voto trazia o nome do ex-prefeito Edison Rolim, falecido em 2004. 
Essas questões serão resolvidas com a revisão biométrica obrigatória que vem aí. Para a eleição de 2020, os eleitores de Fernandópolis deverão ser identificados pela biometria. A campanha deve começar logo. Estima-se que com a revisão, o número de eleitores em Fernandópolis pode cair pelo menos 10%.


Bate pronto

  NOVA DATA – A implantação das câmeras de monitoramento nas principais entradas da cidade ainda enfrenta a marcha lenta da burocracia. A primeira licitação previa abertura das propostas no dia 27 de setembro, data adiada posteriormente para o dia 10 e agora remarcada para o dia 25 de outubro. A licitação, modalidade pregão, menor preço, para contratação de empresa para instalação dos equipamentos doados Pelo Programa Municipal de Monitoramento de Áreas Públicas Estratégicas do Município de Fernandópolis, conhecido pela sigla PMAEM, iniciativa da Associação de Amigos com apoio da Acif, foi republicada na quarta-feira, dia 10.

  SABATINA – O Secretário Municipal de Trânsito, Ederson José da Silva, foi sabatinado pelos vereadores na última sessão por cerca de uma hora. O secretário praticamente repetiu o que havia antecipado em entrevista à Rádio Difusora sobre adoção de mão única, implantação de radar fixo e móvel, inversão de mão de direção e implantação de semáforos em novos cruzamentos. Como disse o secretário, os projetos estão todos em andamento, sem prazo para implantação. Segundo ele, os principais corredores da cidade devem ter controle de velocidade por radar móvel para coibir abusos, principalmente os que ocorrem diariamente na Avenida Augusto Cavalin.

  PROMESSA MANTIDA – O vereador João Pedro Siqueira, que na campanha eleitoral prometeu tirar licença anual, sem remuneração, para dar chance ao suplente, vai cumprir a promessa pela segunda vez. Na última sessão, o vereador protocolou requerimento solicitando licença do exercício do mandato de vereador, no período de 1 a 31 de dezembro. Alegação: “tratar assunto de interesse particular”. Na primeira licença, no ano passado, quem assumiu o cargo foi o segundo suplente Julinho Barbeiro, diante da impossibilidade do primeiro suplente Mauro do Laboratório ocupar o posto. A conferir agora quem ocupará a cadeira no Palácio 22 de Maio Prefeito Edison Rolim. 

Claudemir Cabreira

Claudemir Cabreira

Jornalista. 

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