Saúde dos olhos: 8 doenças oftalmológicas que afetam os bebês

ARTIGOS - 09:03:26
Saúde dos olhos: 8 doenças oftalmológicas que afetam os bebês

Felizmente, boa parte dos problemas de visão que acometem em recém-nascidos e crianças de até 2 anos são raros. Mas isso não significa que não merecem atenção especial – a maioria dessas doenças ameaça (e muito!) a saúde dos olhos. Os cuidados devem começar já na maternidade, quando se faz o Teste do Olhinho, um exame imprescindível para detectar enfermidades graves. Ele vê se existe qualquer alteração dentro do olho, na retina, no cristalino, na córnea. O procedimento consiste na identificação de um reflexo vermelho que aparece quando um feixe de luz ilumina o olho do bebê. A reação significa que a criança não apresenta nenhum obstáculo ao desenvolvimento da sua visão.

Quando o pequeno já estiver em casa, o acompanhamento deve ser feito por meio de consultas anuais com um oftalmologista. A visão do bebê está em desenvolvimento e demora a chegar ao mesmo nível do adulto. Por isso, problemas podem aparecer ao longo do crescimento.

A seguir, confira as doenças mais sérias e aquelas que são mais comuns nos primeiros anos de vida.

Estrabismo

Esse problema se caracteriza pelo desalinhamento dos olhos, que apontam direções diferentes. Isso significa que um olho pode estar direcionado em linha reta, enquanto o outro está desviado para dentro, para fora, para cima ou para baixo. No Brasil, estima-se que 4% da população tenha estrabismo. Apesar de ser um problema que afeta pessoas de diversas idades, ele é bastante comum na infância.

Causas

Vários fatores estão por trás do estrabismo. Crianças que têm parentes estrábicos são mais propensas a apresentar o desvio ocular, mas o problema também pode se dar naquelas que não contam com casos na família – inclusive como forma de manifestação de doenças oftalmológicas graves, como catarata congênita e retinoblastoma, um tipo de câncer.

Conjuntivite neonatal

É a infecção que atinge os olhos de bebês nos primeiros 30 dias de vida.

Causas

A conjuntivite neonatal pode se dar tanto por causas infecciosas quanto pela exposição a substâncias irritantes, a exemplo de sabões, cosméticos, fumaça de cigarro e até poluição. Drogas como antivirais e mióticos também podem desencadear o problema. Outra causa desse tipo de conjuntivite é a reação ao colírio de nitrato de prata 1%, aplicado ainda na maternidade.

Retinopatia da prematuridade

É o mau desenvolvimento dos vasos da retina devido à prematuridade. Essa doença grave – que pode levar ao deslocamento da retina – costuma afetar bebês que nasceram antes de 31 semanas de gestação e, por isso, precisam ficar na UTI neonatal por longos períodos.

Causas

Esse problema é causado, na maioria das vezes, devido à intensa exposição dos bebês prematuros que estão em UTIs neonatais ao oxigênio – que bloqueia o desenvolvimento dos vasos da retina. Quando esses pacientes não precisam mais desse recurso, a retinopatia pode dar as caras. A retina manda sinais para o cérebro de que está faltando oxigênio nos poucos vasos que existem ali. Com isso, começam a se formar novos vasos, que são muito frágeis e podem sangrar, culminando no deslocamento de retina e no maior risco de cegueira.

Lacrimejamento

Esse problema – que se manifesta em 5% dos bebês – se caracteriza pelo lacrimejar sem um fator emocional.

Causas

A mais comum é a obstrução total ou parcial das vias lacrimais – o que impede a perfeita drenagem da lágrima pelo canal lacrimal.

Catarata congênita

Ela se caracteriza pela perda da transparência da lente do olho, o cristalino, que se torna opaco. Estima-se que a catarata congênita atinja 0,4% das crianças – e sabe-se que ela é responsável por cerca de 10% das cegueiras na infância.

Causas

Aqui, a herança genética também pode contar. Mas não só ela: infecções intrauterinas e doenças como rubéola, toxoplasmose e sífilis também podem desencadear a doença.

Alergia ocular

Reação alérgica que acontece nos olhos, principalmente no inverno e na primavera.

Causas

Diversos fatores podem contribuir para a alergia ocular. “Entre os mais comuns estão pólen, ácaro e pelo de animais”, enumera Ana Tereza Moreira.

Retinoblastoma

Um tipo de câncer que atinge a retina. É o tumor intraocular mais comum em crianças. A faixa etária em que ocorrem mais diagnósticos de retinoblastoma é entre 0 e 4 anos.

Causas

Sabe-se que uma das causas desse tumor é a herança genética. “Nesses casos, existe uma alteração numa célula da retina, que é germinativa, ou seja, vai ser transmissível aos seus descendentes”, ensina Ana Tereza. Moreira. No entanto, pode ser que não haja casos na família – e aí, não se sabe ao certo o que leva ao desenvolvimento da doença.

Glaucoma congênito

O glaucoma se caracteriza pelo aumento da pressão intraocular. Isso pode acontecer ainda no útero e também ao longo do desenvolvimento da criança. “Essa doença é responsável por 20% das cegueiras em crianças”, afirma Ana Tereza Moreira.

Causas

O histórico familiar também pode contar para o aparecimento do glaucoma congênito. O problema ocorre quando há uma má-formação nas estruturas responsáveis por drenar o humor aquoso, líquido que preenche a parte frontal do globo ocular.

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