Bastidores

ARTIGOS - 07:25:59

A CARGA...

está muito pesada e o prefeito André Pessuto revolveu distribuir o peso dela entre parceiros. Acaba de criar o “Conselhão”, formado por 12 membros da chamada sociedade civil organizada.

O NOME...

é pomposo: Regimento Interno de  Conselho da Cidadania, ungido pelo decreto 8.185, e o próximo passo será a nomeação dos membros. O “Conselhão” é um órgão de caráter consultivo e deliberativo em matéria de natureza urbanística e de política urbana.

O ORGÃO...

que ora nasce terá representantes do Poder Público e da sociedade civil, e seu compromisso é com o Estatuto da Cidade. Será atribuição dele, talvez a principal, participar dos processos de elaboração e revisão o Plano Diretor, e da Lei de Uso e Ocupação do solo. Estava na hora.

POUCOS...

munícipes se dão conta do que representa o Plano Diretor de uma cidade. O de Fernandópolis já foi alterado várias vezes e virou uma colcha de retalhos. Atualizá-lo, ouvindo gente experiente, sempre foi relegado à posteridade. E a cidade só tem crescimento ordenado se seguir o que diz o Plano Diretor.

A INICIATIVA...

do prefeito é boa e pode dar resultado. Vai depender da autonomia que ele dará ao órgão, fugindo da interferência em favor de apadrinhados, como é comum na administração pública. Um órgão sério, voltado exclusivamente aos interesses da cidade, não permitiriam – como aconteceu no passado – construções que favoreceram cupinchas, em prejuízo da cidade.

QUE...

o “Conselhão” venha para desmitificar outras iniciativas que se provaram puro engodo, gerando expectativa na população. Exemplo? O orçamento participativo. A Câmara convocava as lideranças dos bairros, ouvia e discutia as prioridades da periferia em exaustivas reuniões, fazia relatórios que eram enviados ao Poder Público e ficava nisso. Pura enganação.

A ADMINISTRAÇÃO...

poderia aproveitar o momento para pensar na formação de  um conselho político, com propósito de para ouvir sugestões de cidadãos que não tivessem vínculo empregatício com o poder público. Colheria opinião isenta diferente daquelas que são fruto da submissão de meia dúzia anestesiada que orbita em torno do prefeito.

CIDADÃOS...

que,se preciso, teriam coragem de dizer que o prefeito errou em fazer isso ou aquilo, inimaginável para o administrador público, que invariavelmente vive cercado por bajuladores, dizendo sempre o que o prefeito gosta de ouvir, e não aquilo que ele precisa ouvir.

 

 

 

 

Alencar Cesar Scandiuzi

Alencar Cesar Scandiuzi

Jornalista e Radiodifusor

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