Alunos do Coronel produzem poema em homenagem ao dia da Consciência Negra

CADERNO VIVA - 08:28:47
Alunos do Coronel produzem poema em homenagem ao dia da Consciência Negra

Na próxima terça-feira, 20, será celebrado em todo o território nacional o Dia da Consciência Negra, data cujo objetivo é gerar uma reflexão sobre a introdução dos negros na sociedade brasileira. O dia foi escolhido como uma homenagem a Zumbi dos Palmares, data na qual morreu, lutando pela liberdade do seu povo no Brasil, em 1695. 

Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, foi um personagem que dedicou a sua vida lutando contra a escravatura no período do Brasil Colonial, onde os escravos começaram a ser introduzidos por volta de 1594. Um quilombo é uma região que tinha como função lutar contra as doutrinas escravistas e também de conservar elementos da cultura africana no Brasil.
Em 2003, no dia 9 de Janeiro, a lei 10.639 incluiu o Dia Nacional da Consciência Negra no calendário escolar. A mesma lei torna obrigatória o ensino sobre diversas áreas da História e cultura Afro-Brasileira. São abordados temas como a luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira, o negro na sociedade nacional, inserção do negro no mercado de trabalho, discriminação, identificação de etnias etc.
HOMENAGEM 
Para celebrar a data, os alunos do 5° ano A da escola Coronel Francisco Arnaldo da Silva sob a orientação da professora Daiane Satim realizaram em sala de aula a produção de um poema em homenagem ao dia da Consciência Negra. 
“Dominar a produção de texto de diferentes gêneros possibilita a participação cidadã em esferas formais e informais. E no âmbito cultural, a escrita é um instrumento fundamental de conhecimento e transformação social”, disse a diretora do colégio Natália Dante.  Confira o poema em seu inteiro teor:

Versos para banzar

Embarquei no navio negreiro
Pelo mar eu naveguei
O meu destino, ao marinheiro, 
Eu entreguei!

Dentro do navio, viagem longa,
A matutar, eu navegava,
Recordando uma milonga,
Aos orixás, eu suplicava!

Quando, em terras novas pisei
Uma quizília me tomou conta,
Chiados de muxinga escutei
Senti a dor da chibata que desponta!

Tive eu a ingrata sorte
De nascer de pele escura
Castigada até a morte
Nem pude dar a luz a minha criatura!

Se o homem fosse capaz 
De se livrar de todo preconceito
A humanidade viveria em paz
Pois ser consciente é ter respeito!

VEJA TAMBÉM

teste

ga('send', 'pageview');