Bastidores

ARTIGOS - 17:36:02

“ALIADOS...

se alarmam com erros e recuos e cobram arrumação no governo”. A manchete (da Folha de São Paulo) trata de Brasília, de Bolsonaro, mas cai como uma luva no âmbito local. Nos dois endereços, os desencontros administrativos abundam.

UM...

fernandopolense, que tem política nas veias, ao comentar o assunto diz que a diferença é que o presidente Jair Bolsonaro tem a compreensão da maioria da população porque assumiu há poucos dias a Presidência da República. Quanto ao prefeito de Fernandópolis, André Pessuto, o entendimento é outro: ele está no 25º mês de administração e caminha para o 3º ano de seu mandato.

O CARNÊ...

do IPTU (nova confecção) com lançamento de imposto, taxa de lixo e expediente, e aumentos astronômicos, enfureceu a população fernandopolense. Aos apelos dos vereadores, de lideranças e população, o prefeito reagiu nervosamente, negando qualquer chance de recuo.

PESSUTO...

resistiu o quanto pôde. Porém, a carga foi pesada demais para o ainda jovem político. Povo na praça protestando, redes sociais (que ninguém controla) deblaterando contra a administração, TV, o desespero de alguns vereadores e uma manifestação de peso - da Associação Comercial - contra o aumento convenceram Pessuto a recuar.

CONVENCIDO...

a refazer os cálculos do aumento, faltava uma saída honrosa, e ela surgiu disposta a encontrar um culpado para livrar a barra do prefeito. O pescoço na guilhotina atende pelo nome de Secretaria Municipal da Fazenda, que, em nota, esclareceu: “houve equívocos nos valores emitidos nos carnês de IPTU”.

NÃO...

se trata do primeiro recuo. Na lista de “equívocos”, estão: fim do 14º salário dos servidores, fechamento da UPA, e a propósito, o IPTU maluco de 2017, lançado, em alguns casos, com 600% de acréscimo, recuado depois para o limite de “até 100% de aumento”, por força de decreto. Recuos históricos.

A ARRUMAÇÃO...

se faz necessária. Essa história de transferir a autoria de falhas gritantes a assessores, não cola. Todo mundo sabe que à frente das iniciativas está o prefeito. Luiz Vilar, por exemplo, foi aconselhado a não editar o famigerado Decreto da Expo, que resultou em processo e condenação. Um de seus advogados ficou com a pecha de incompetente.

AGORA...

pelas mãos do ex-pupilo, repete-se um  aumento brutal do IPTU, como ocorrera em 1996. André Pesssuto, com dois anos de governo, convenceu-se de que fez muito pouco, por escassez de recursos. Enxergou no aumento do tributo uma receita para viabilizar pelo menos um pouco de seu extenso rosário de promessas eleitorais. A partir de março, quando o IPTU cair (?), certamente o desgaste do prefeito estará nas alturas. E o dano à sua imagem pode ser irreparável.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Alencar Cesar Scandiuzi

Alencar Cesar Scandiuzi

Jornalista e Radiodifusor

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