Na estrada há cinco anos, dupla faz planos para gravar DVD acústico

CADERNO VIVA - 20:35:23
Na estrada há cinco anos, dupla faz planos para gravar DVD acústico

O destino juntou há cinco anos Jesus Roberto Mendes da Cunha, 46 anos, e Hermes Alex Machado Martins, 31 anos. Eles estão na estrada formando a dupla que é presença obrigatória em shows por toda a região: Mercury e Camargo.  

Em entrevista à Rádio Difusora e jornal CIDADÃO, Mercury e Camargo falaram de planos para gravar um DVD Acústico. Apesar de ambos estarem na música há décadas eles decidiram formar dupla há cinco anos, logo depois da morte de Constantino que fazia a dupla com Mercury.  
“Eu comecei a cantar muito cedo, com seis anos de idade. O Constantino arrumou um violão para mim. Com 19 anos passei a cantar profissionalmente. Ele tinha dupla com o Brasileiro (Constantino e Brasileiro). A gente ia nas festas e o pessoal pedia para a gente cantar junto. Foi ai que resolvemos formar a dupla. Ficamos 15 anos juntos. Nesse ínterim veio o problema de coração do Constantino, já tinha diabetes e ele acabou falecendo há seis anos Eu fiquei 10 meses sem cantar, sem fazer nada. Eu estava pensando em parar de cantar. Um dia fui na casa do Camargo, não sei porque, e ele propôs da gente cantar junto. Vamos repartir o sofrimento nós dois. E faz cinco anos que estamos cantando juntos”, relatou. 
Camargo, ou Hermes, nasceu numa cada onde a música era instrumento de trabalho do pai Ivan, que formava a dupla Ivan e Radel. “Comecei com 11 anos e isso já faz 20 anos. Cantei em todas as bandas da região, Formei dupla com Ricardo (da dupla Rivaldo e Ricardo), fizemos muitos shows, estouramos com uma música “larga eu para você ver”. Quando a gente separou a dupla, porque o Ricardo precisou ir para São Paulo, comecei a cantar sozinho, tinha banda, mas não era a mesma coisa. Faltava o parceiro do lado”, contou.
O apelido Camargo ganhou por causa do timbre da voz, mais aguda, “parecido com o Zezé di Camargo, não parecido, mas porque canta muito agudo, muito alto”.
Apesar de estilos diferentes, a dupla se adaptou rapidamente. “O Mercury vinha de outro estilo, mais modão, mais Tião Carreiro e a gente teve que encontrar um novo caminho. Na realidade para trabalhar e viver com música sertaneja, se não adotar o estilo sertanejo universitário, é difícil sobreviver. O show nosso hoje é totalmente universitário. No meio, a gente não esquece dos modão, a gente canta cinco ou seis modão, inclusive tem uma do Constantino que tá no show que é “Sessenta Dias Apaixonado”, disse Camargo.
Aliás, a história dessa música, que projetou a dupla Chitãozinho e Xororó, foi contada por Mercury.  “Na verdade, quando o Constantino escreveu a letra, ele nem conhecia Aparecida do Taboado (MS). Ele mostrou para o Mato Grosso e Mathias e eles disseram que era música regional não ia funcionar. Ai mostrou para Milionário e José Rico, a mesma coisa. Na época, mostrou para o Chitão, isso foi em 1978, eles gravaram e foi o primeiro Disco de Ouro do Chitãozinho e Xororó. O Constantino estava em Barretos, passou um bêbado perto dele e falou sessenta dias apaixonado. Ele pegou um papel e começou escrever. Virou esse hino no Brasil inteiro”. 
Com planos para o DVD Acústico, a dupla gravou nestes últimos anos duas músicas, composição do Mercury, “Perdoa, amo você” que tocou muito na região e há um ano gravamos a outra que também tem autoria de Constantino, que o Gian e Giovani gravaram que “Onde Andarás”. “Regravamos com uma roupagem diferente e está tocando bastante na região. Graças a Deus, toda a semana estamos com show pela região. Final de semana estamos em Paranaíba (MS), fizemos o aniversário de Parisi”, completou Camargo.
Mercury e Camargo, que moram em Fernandópolis e escritório em Santa Fé do Sul dizem que estão felizes com o sucesso da dupla e fazem apostas para o futuro. “A dupla deu certo, a gente viaja junto e quando não está cantando, está fazendo festa junto”, reforça Mercury.

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