Rede estadual encolhe e perde 4 mil alunos em 10 anos

CADERNO VIVA - 18:14:56
Rede estadual encolhe e perde 4 mil alunos em 10 anos

A volta às aulas em Fernandópolis está ocorrendo de forma gradativa, mas a maioria dos estudantes, retornam para a sala de aula para iniciar o ano letivo na segunda-feira, 4. Desde a última segunda-feira, já tem aluno em sala de aula. Os primeiros a retornarem foram os estudantes da Escola Sesi.

A partir de segunda-feira, voltam os 4,7 mil estudantes da rede estadual de ensino, os 6 mil da rede municipal, além dos estudantes das escolas particulares e dos universitários, os veteranos, da Fundação Educacional de Fernandópolis. No dia 11 de fevereiro, retornam os alunos do ensino médio e cursos técnicos da ETEC – Escola Profissionalizante Armando Farinazzo – e os estudantes universitários da Universidade Brasil (veteranos e calouros), além dos calouros da FEF. 
Em meio à movimentação de volta às aulas, uma constatação: a rede estadual de ensino está encolhendo. O dirigente Regional de Ensino, Cândido José dos Santos, confirmou essa realidade em entrevista à Rádio Difusora esta semana. “Essa é a realidade, as famílias estão cada vez menores e o reflexo é menos estudantes nas escolas”, afirmou. Ele citou estudo realizado pela Diretoria Regional de Ensino, que abarca 15 municípios, com base em números da Fundação Seade onde constatou que a rede estadual perdeu cerca de 4 mil alunos. Na área da Diretoria de Fernandópolis estão matriculados hoje 8.977 alunos, dos quais 4.700 em Fernandópolis.
Outro fator é que as escolas estaduais também estão perdendo estudantes para a ETEC, que este ano abriu mais uma sala de Ensino Médio regular (3º colegial) e uma sala integrada com o curso técnico informática para internet. “Não vejo isso como concorrência, mas como mais uma opção de ensino para nossos estudantes”, disse o dirigente. O reflexo dessa nova realidade é que apenas três escolas funcionam no período noturno: Prof. Antonio Tanuri (Trevo/Ubirajara), Saturnino Leon Arroyo (Vila Nova) e Fernando Barbosa Lima (Jardim Araguaia).
Ao abordar o encolhimento da rede estadual, Santos negou o fechamento da escola Carlos Barozzi.
O dirigente de Ensino relatou ainda que já considera superado os problemas advindos do rompimento de convênios com o município de Fernandópolis para fornecimento de merenda escolar (no governo Ana Bim) e do transporte escolar (no ano passado pelo prefeito André Pessuto). “Hoje a merenda está mais adequada ao paladar dos nossos alunos e, no caso do transporte, fizemos uma contratação de emergência no ano passado para garantir o transporte e agora estamos com licitação aberta. Se houver algum problema no processo, faremos nova contratação de emergência para suprir a necessidade até a definição da licitação. O importante é que na segunda-feira, 4, o transporte estará disponível”, afirmou. 
Para os estudantes universitários, Cândido José dos Santos, deixou a expectativa de uma boa notícia para este ano em relação a abertura de novas vagas para o projeto “Escola da Família”. “Estamos trabalhando com a perspectiva de abertura de 200 novas vagas este ano”, adiantou. 
UNIVERSITÁRIOS 
O retorno dos estudantes, principalmente os universitários da Universidade Brasil e Fundação Educacional de Fernandópolis, produz um efeito imediato na economia da cidade, com impacto maior nos setores imobiliário, de alimentação, material escolar e outros segmentos do comércio. Haverá também impacto no trânsito. Teremos mais veículos circulando pelas ruas da cidade.

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