Fevereiro Laranja: a luta contra a leucemia tem um símbolo em Fernandópolis

CADERNO VIVA - 18:26:24
Fevereiro Laranja: a luta contra a leucemia tem um símbolo em Fernandópolis

A leucemia é o tipo de câncer que mais afeta crianças e adolescentes no Brasil e no mundo. A fim de alertar os médicos sobre a importância do diagnóstico precoce para melhores resultados nos tratamentos e conscientizar a população sobre a relevância da doação de medula óssea, durante o mês de fevereiro será realizada a campanha de conscientização Fevereiro Laranja. 
Em Fernandópolis, porém, muito mais do que uma data, a luta contra a leucemia tem um símbolo chamado João Pedro Azevedo. O garoto lutou bravamente contra a doença, mas infelizmente acabou morrendo. Contudo, deixou um legado que transformou a mente dos fernandopolenses em relação ao cadastro para a doação de medula óssea. 
“A primeira campanha aconteceu em fevereiro de 2013, em apenas uma semana realizamos 159 cadastros de medula e coletamos 273 bolsas de sangue no Hemocentro de Fernandópolis. Os números foram muito positivos e superam nossas expectativas em tão curto tempo. Ali pude perceber o quanto as pessoas são solidárias e estão dispostas a colaborar umas com as outras. E quando o João morreu decidi que isso não poderia ser sepultado com ele e então decidimos manter o projeto que vem aumentando esses números dia após dia”, contou Claudio Azevedo 
Hoje, se conhecem mais de 12 subtipos de leucemia, sendo agrupados em quatro grupos: leucemia mieloide aguda (LMA), leucemia mieloide crônica (LMC), leucemia linfocítica aguda (LLA) e leucemia linfocítica crônica (CLL). Na criança o tipo mais comum é a LLA. O tratamento se baseia na poliquimioterapia, sendo que nos casos de reduzida resposta terapêutica, se preconiza a realização do transplante de medula óssea. 
Para se cadastrar como doador de medula óssea é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade, estar em bom estado geral de saúde e não ter doença infecciosa ou incapacitante e é só comparecer aos locais de doação. 
O doador precisa ter em mãos o RG e CPF para preenchimento dos dados cadastrais e, no mesmo dia, será coletada uma amostra de sangue de aproximadamente 10ml, a qual será tipada para HLA, teste de laboratório que identifica as características genéticas do doador. O resultado do exame e seus dados pessoais serão incluídos no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea, o Redome, situado na cidade do Rio de Janeiro.
Será realizado um cruzamento dos dados genéticos dos doadores e pacientes. Caso o paciente seja compatível, o doador será convocado pelo Hemocentro para realizar novos exames, portanto deverá manter seu cadastro sempre atualizado. Se a compatibilidade for confirmada, o estado de saúde do doador será avaliado e então ele será convidado a fazer a doação.

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