Ana Bim vence na Câmara, mas tem contas rejeitadas

POLÍTICA - 00:15:43
Ana Bim vence na Câmara, mas tem contas rejeitadas

As contas da ex-prefeita Ana Bim (PSD), referentes a gestão de 2015, foram rejeitadas em uma votação apertada na sessão desta terça-feira, 12. Ana Bim, na verdade, venceu a votação na Casa. Dos 13 vereadores, sete votaram pela aprovação de suas contas, porém, era necessário maioria absoluta (nove votos) para que o decreto legislativo, que seguia o parecer do TCE, fosse rejeitado.

Antes da votação o advogado Marlon Santana, representando a ex-prefeita, apresentou uma defesa técnica com argumentos que levaram vereadores que sempre votaram com base no parecer do Tribunal, a mudarem de postura.

"O déficit vem rolando desde 2010 e como dizia um ex-vereador dessa Casa, 'casou com a viúva assume os filhos' e a dona Ana assumiu. Mas é que nem trocar o pneu com o carro andando. Se olhar friamente em dezembro de 2012 o déficit era de R$ 9 milhões e o TCE rejeitou as contas por um déficit de R$ 11 milhões. Ou seja, friamente cabe à Ana Bim apenas o déficit de R$ 3 milhões dinheiro que comprovadamente foi investido em saúde e educação. Para o Tribunal o que importa são os números, para a prefeita o que importava era não deixar faltar remédio nos postinhos ou merenda na escola. Se o Tribunal estivesse mais próximo do povo as contas não seriam rejeitadas", defendeu o advogado.

Marlon ainda enumerou uma série de pontos contraditórios em relação ao parecer e apresentou casos em que situações semelhantes ou até piores que a Fernandópolis em que as contas foram aprovadas.

"É realmente difícil entender o Tribunal nesse aspecto. Fato é que todos os prefeitos estão passando pela mesma situação. A atual gestão terá esse mesmo problema lá na frente e a próxima também, pois é algo que vem se arrastando e não se encaixa no orçamento", completou.

Com sua defesa, Marlon conseguiu conquistar o apoio de Ademir de Almeida (PSD) Tonho Pintor (PSC) Étore Baroni (PSDB) Gilber Vian (DEM), Janaina Alves (PSD), Mileno Tonissi (PTB) e Salvador de Castro (PDT). Porém, como seria necessária maioria absoluta as contas foram rejeitadas. Cidinho do Paraíso (PR), João Pedro da Caixa (PTB), Júlio Zarola (PR), Maiza Rio (PSDB), Murilo Jacob (PR) e Neide Garcia (PP) votaram pela reprovação das contas.

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