“Toindo” vira febre entre estudantes e fonte de renda para motoristas

CADERNO VIVA - 09:19:32
“Toindo” vira febre entre estudantes e fonte de renda para motoristas

Em menos de três meses de funcionamento, o “Toindo”, um aplicativo de mobilidade urbana exclusivo da região, virou febre entre os estudantes e fonte de renda para dezenas de motoristas. A startup adota um modelo semelhante ao Uber e outros aplicativos de mobilidade para os passageiros e ao mesmo tempo diferente e bem mais vantajoso para os motoristas.  
Tais características já atraíram mais de 2,5 mil usuários ativos. A explicação para o sucesso em tão pouco tempo é simples: comodidade e conforto, aliado à segurança e preço justo. Para se ter ideia, enquanto a média paga por uma corrida de Táxi é de R$ 30 e de Mototaxi R$ 13, o ticket médio do “Toindo” é de apenas R$ 8 (a cada 4km). 
“Super funcional, motoristas educados, atendimento ágil preço muito justo e eficiente”, disse Cressia Alcantara ao classificar o app com 5 estrelas no Play Store. “Muito bom, valor coerente. Já usei várias vezes”, completou Bárbara Lemos. “Ótimo app. Recomendo, muito confiável”, concluiu Gleison Moraes. 
FONTE DE RENDA 
Se para os passageiros é bom, para os motoristas é ainda melhor. Ao contrário da maioria dos aplicativos de mobilidade urbana, o “Toindo” não cobra uma porcentagem das corridas praticadas pelos motoristas, mas sim uma mensalidade fixa de R$ 120. Esse diferencial tem sido o principal atrativo para quem busca uma renda extra ou até para atuação exclusiva, como é o caso de Jean Lopes de 33 anos. 
Ele estava desempregado e viu no aplicativo uma oportunidade de renda. Decidiu então fazer o cadastro como motorista que, além de atestado negativo de antecedentes criminais, exige um veículo com no máximo dez anos de fabricação de quatro portas e com ar-condicionado. Após ter todos os dados confirmados, ele começou a fazer corridas no dia 12 de janeiro e quando foi fechar o mês teve uma surpresa positiva. 
“Em um mês tive um rendimento bruto no valor de R$2,2 mil e um custo de R$ 700. Tive lucro de 65% em média. Com o início das aulas o rendimento médio está em R$150,00 por dia. Calculo que dá para fazer um rendimento bruto total mensal de R$4,5 mil”, disse o motorista. 
Ele conheceu o aplicativo por intermédio de um amigo e disse estar feliz com os resultados até agora e com expectativas ainda melhores para o futuro. 
“O aplicativo é muito prático para usar, ideal para nossa cidade que tem um porte bom de habitantes e com as faculdades aumenta muito o número de clientes que antes tinham poucas opções de mobilidade urbana. A expectativa é de que fique ainda melhor. O movimento do aplicativo está crescendo muito, a cada dia que passa aumenta mais a procura”, completou. 
O paraguaio naturalizado brasileiro César Alberto Lima Ibarra é outro que está driblando o desemprego com o “Toindo”. Apesar de sua formação e vasta experiência em contabilidade ele, que veio acompanhar a esposa que está cursando medicina na cidade, não conseguiu nenhuma oportunidade de emprego e decidiu então se cadastrar como motorista. 
“Uma amiga da minha esposa disse para ela que Fernandópolis tinha um aplicativo semelhante ao Uber e então eu decidi pesquisar mais sobre ele e me cadastrar como motorista”, contou. 
César teve seu cadastro ativado no sábado passado e logo no primeiro dia já teve um faturamento a contento. “Foi muito bom. O pessoal sai para os barzinhos e para não dirigir depois de beber chama a gente. No sábado à noite eu tirei uma média de R$ 170”, contou. 
OBA FESTIVAL 
 O aplicativo também fechou uma parceria com o OBA Festival - maior Carnaval do interior paulista - e estará presente nos eventos pré-carnaval e também durante o evento. Para isso foi aberto o cadastramento para motoristas que tenham interesse apenas em trabalhar durante o OBA. 
As exigências de segurança serão as mesmas – certidão negativa de antecedentes criminais e características do veículo -, porém a taxa para quem quiser trabalhar apenas durante o evento será de R$ 400. 

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