IACOR busca credenciamento no SUS para ampliar atendimento

GERAL - 08:24:40
IACOR busca credenciamento no SUS para ampliar atendimento

Com a espera por um procedimento cardiológico chegando a seis meses por conta da alta demanda, o IACOR – Instituto Avançado de Cardiologia – da Santa Casa de Fernandópolis busca o credenciamento no SUS – Sistema Ùnico de Saúde. O anuncio foi feito pelo médico cardiologista intervencionista do IACOR, Dr. Rodrigo Araújo, durante entrevista coletiva a imprensa nesta terça-feira, 12.
De acordo com o médico, o IACOR foi implantado em 2009 e desde então já realizou mais de 2,8 mil procedimentos. Nesta nova fase, o Instituto já ampliou sua capacidade de atendimento em 40% e hoje recebe pacientes de toda a região e até de outros estados, como Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. “Por enquanto, estamos atendendo apenas convênios e particulares, mas já estamos em tratativas para conseguir o credenciamento no SUS para ampliar esse atendimento à toda população que hoje chega a esperar até seis meses por um procedimento em Rio Preto. Um atendimento rápido e preciso numa emergência cardiológica reduz a mortalidade”, disse o médico. Segundo o médico, o Instituto tem capacidade para multiplicar por quatro o número de atendimentos. “O IACOR tem uma estrutura que poucos hospitais dispõe e uma equipe capaz de realizar procedimentos de alta complexidade. Fernandópolis tem um serviço de qualidade em cardiologia e isso impacta muito no tratamento da população”, afirmou.
No último mês o Instituto realizou um procedimento pioneiro denominado tecnicamente de fechamento percutâneo do forameo oval patente, que é realizado a partir de uma punção na virilha para introdução de uma prótese de fechamento da comunicação divide o átrio direito do átrio esquerdo. Esta abertura é necessária durante a fase gestacional e na maioria das pessoas, obstrui-se ao longo do tempo. No caso da paciente de 45 anos submetida ao procedimento, o não fechamento dessa comunicação acabou sendo causa de um AVC – Acidente Vascular Cerebral. “Neste caso realizamos o procedimento de uma prótese para oclusão dessa comunicação via cateter, uma punção simples numa veia da virilha onde se introduz o cateter que vai até essa porção do coração onde há comunicação e nós colocamos a prótese para que ela seja selada. Há 10 anos esse procedimento era realizado com a abertura do peito do paciente e uma longa recuperação. Neste caso, a paciente teve alta no dia seguinte e já segue vida normal”, explicou o cardiologista.
Durante sua fala, o médico Valter Luiz Pereira, um dos pioneiros na implantação do IACOR lembrou que o projeto iniciado em 2009 sofreu percalços por não ter obtido o credenciamento pelo SUS e que, agora, essa oportunidade é renovada com a chegada do médico intervencionista Rodrigo Araújo.

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